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Precificação de ativos ambientais do agronegócio tem que estar na agenda, diz WWF

O Brasil pode ser o principal país a receber investimentos internacionais destinados a fomentar a economia de baixo carbono, em razão de ser detentor de uma rica biodiversidade, abrigar cerca de 10% da água doce do planeta, ter condições naturais favoráveis à geração de energia solar e eólica, significativa cobertura vegetal nativa, entre outros ativos. O diagnóstico é do diretor-executivo do WWF-Brasil, Carlos Nomoto, que participou da Conferência Ethos, em São Paulo (SP). "O desafio é que tudo isso ainda não está monetizado, devidamente precificado, e o avanço da economia de baixo carbono perpassa por atrair capital para o desenvolvimento de novas tecnologias", disse, acrescentando que "não há outro país que tenha o potencial que o Brasil tem nesta questão".

Neste processo de construção de uma economia de baixo carbono, Nomoto afirmou que ativos do agronegócio, entre os quais, técnicas e processos de boas práticas no campo, como, por exemplo, plantio direto, integração-lavoura-pecuária-floresta, fixação biológica de nitrogênio pelas plantas, além de áreas protegidas nas propriedades rurais [APPs e Reserva Legal], também podem ser monetizados, precificados. "Penso eu que isso ainda vai demorar um tempo, já que a prioridade é precificar a biodiversidade, que ainda não tem o seu devido valor econômico, mas que bom que os serviços ambientais também estejam constando da agenda."

Em outro evento, realizado no Insper também nesta quarta-feira, Rodrigo Lima, pesquisador da Agroicone, assinalou que existem aproximadamente 100 milhões de hectares de vegetação protegida nas fazendas, número baseado, segundo ele, na mais recente atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que já apresenta 97% dos imóveis rurais do País cadastrados. Para Wagner Siqueira Pinto, gerente-executivo da Unidade de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil, também participante da Conferência Ethos, o desenvolvimento da economia de baixo carbono passa necessariamente pela criação de "negócios verdes inteligentes".

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