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Para FT, PT sofreu "humilhação nacional" e WSJ destaca "ira dos eleitores": como o mundo viu a eleição do domingo

SÃO PAULO - As eleições municipais de 2016 foram destaque não somente no Brasil, mas também no exterior. Grandes jornais, como o britânico Financial Times, o americano Wall Street Journal e o francês Le Figaro fizeram análises sobre o pleito deste ano, que foi positivo para o PSDB e negativo para o PT, assim como o site da revista americana Forbes. 

O FT destacou que o PT sofreu "humilhação nacional" nas eleições de domingo e que o colapso do partido ajuda a fragmentar o voto. De acordo com a publicação britânica, essa fragmentação pode fazer com que a próxima eleição presidencial se torne ainda mais imprevisível do que o habitual.  

As eleições de 2018 também devem ser influenciadas pelo pleito deste fim de semana; aliás, o quadro municipal já pode ter os seus primeiros reflexos sobre as reformas fiscais, consideradas cruciais para o Brasil. De acordo com a publicação, as eleições municipais podem ser consideradas como um importante indicador sobre o "estado de ânimo" dos eleitores. Para o FT, a disputa deixou claro que o PT vem sofrendo sucessivos golpes com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo o jornal, o PT foi "dizimado" pelo escândalo envolvendo a Petrobras, lembrando que Temer era o vice-presidente de Dilma e, portanto, um aliado, antes do processo de impeachment. 

Já o Le Figaro destacou que o PT, classificado como "o partido de Lula", perdeu seus bastiões históricos.  "O PT sofreu sérios reveses nos seus redutos tradicionais do ABC. Os candidatos do partido só chegaram na terceira posição em São Caetano e São Bernardo, onde o PSDB saiu na frente. Em Guarulhos, os petistas também ficaram para trás". 

O americano WSJ destaca que "o partido de Dilma" registrou o seu pior resultado em eleições municipais desde 2000, refletindo a profunda frustração com o establishment político em um país cansado de corrupção e sofrimento econômico, destacando também a ascensão do PSDB. Porém, apesar do PT ter enfrentado a ira dos eleitores, outros partidos grandes não conseguiram capitalizar.  O PMDB, ex-aliado de Dilma e partido do atual presidente Michel Temer, teve mais de mil prefeitos, mas perdeu o Rio de Janeiro, aponta a publicação.

A Forbes também ressalta a queda do PT e que "a festa acabou", mas deu foco à outra questão: o alto percentual de abstenções, brancos e nulos nesta eleição, o que mostra mais uma vez o descontentamento com a classe política em meio aos escândalos de corrupção. 

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