Loja da Versace é processada por usar ''códigos'' para alertar sobre consumidores negros

SÃO PAULO – Um ex-funcionário da loja Versace em São Francisco afirmou que os funcionários da loja possuem um "codinome" entre si para se avisarem quando um consumidor negro entra no estabelecimento. As informações são do portal britânico Standard Evening.

O código em questão utilizado pela equipe era o "D410", segundo o ex-funcionário, Christopher Sampino. Ele entrou com um processo contra a marca após afirmar que se posicionou contra o uso do código – que, normalmente, é usado por outras marcas para identificar a cor preta em peças de roupa.

No processo, ele afirma que quem informou o uso do código foi o gerente da loja, que também pediu para que ele segurasse uma camiseta preta ao usar o código para que "eles [clientes negros] não saibam do que você está falando". Foi então que Christopher rebateu o gerente sobre o uso do código, se posicionando contra. Ele diz que isso fez com que ele passasse a não receber informações necessárias para acessar a base de dados da loja e a ser tratado de forma diferente.

Por fim, ele também alega no processo que foi demitido duas semanas após ser informado sobre o código por "não entender o luxo" e que foi aconselhado a pedir demissão para "tornar a papelada mais fácil". O motivo do processo é por "danos ilimitados e salários não pagos".

A Versace ainda não se posicionou sobre o ocorrido, mas, segundo o portal TMZ, ela rejeitou as alegações de Christopher e vai pedir para que o processo seja recusado.

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