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Após registrar lucro 11% maior, ações do Carrefour caem 1,79%

25/07/2019 10h53

O Carrefour (SA:CRFB3) Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 419 milhões no segundo trimestre, aumento de 11% sobre o mesmo período do ano passado, apoiado em crescimento de dois dígitos nas vendas puxado principalmente pela unidade de atacarejo atacadão. Os papéis da companhia operam com perdas de 1,79%% a R$ 23,09 no pregão desta quinta-feira.

O lucro líquido ajustado atribuível aos acionistas controladores, segundo o padrão contábil IFRS 16, cresceu 7,9%, para R$ 408 milhõe, enquanto a margem líquida caiu para 2,9% ante 3,1% um ano antes, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira.

As vendas brutas totais subiram 12,9% por cento no período, para R$ 15,28 bilhões. Excluindo combustíveis, o Carrefour Brasil teve alta de 13,5% nas vendas brutas, para R$ 14,588 bilhões. Desse total, 71% foram gerados pelo Atacadão.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado cresceu 12,7% por cento no segundo trimestre, para R$ 1,053 bilhão. Com base no IFRS 16, o Ebitda ajustado foi de R$ 1,117 bilhão. Analistas, em média, esperavam Ebitda de R$ 1,031 bilhão no segundo trimestre, segundo dados da Refinitiv.

Além do resultado a companhia anunciou a distribuição de JCP no valor de R$ 0,2014 por ação. A data ex-JCP será no dia 22 de agosto, com o pagamento agendado para o dia 27 de setembro. O yield da operação é de 0,86%.

A equipe do BTG Pactual (SA:BPAC11) considera que os números foram sólidos e espera que o momento positivo persista para as ações da companhia. Apesar disso, a avaliação é que os papéis estão negociados a 19x P/E 2020, um aumento de 30% no acumulado do ano, o que limita o upside.

Para os analistas, é um ativo mais conservador e a classificação Neutra, o que reflete a exposição da empresa a hipermercados e a concorrência de players regionais, o que deve limitar a expansão nos próximos anos.