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ABERTURA: Ibovespa futuro abre em alta em dia de balanços, Fomc e Copom

31/07/2019 09h07

O índice futuro do Ibovespa abre a jornada desta quarta-feira com ganhos de 0,28% aos 103.415 pontos, em dia bastante movimentado para os mercados. A sessão será marcada pela repercussão dos balanços corporativos e também para as reuniões dos bancos centrais no Brasil e nos Estados Unidos, com o anúncio da decisão de taxas de juros.

Por aqui, o mercado se divide entre os que espera que o Copom reduza a taxa Selic em 0,25 ou 0,50 ponto percentual, sendo praticamente certo que o Banco Central irá reduzir a taxa básica de juros. Já para o Fomc, o consenso de mercado é que a autoridade monetária americana corte os juros de 2,50% para 2,25% ao ano.

As negociações entre autoridades comerciais norte-americanas e chinesas em busca de formas para encerrar um ano de guerra comercial duraram apenas meio dia e terminarem nesta quarta-feira, com uma resposta concisa do Ministério das Relações Exteriores da China aos alertas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Enquanto o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, aterrissavam em Xangai na terça-feira, Trump acusou a China de não se movimentar e alertou para um resultado pior para o país asiático se continuar fazendo isso.

As reuniões desta semana, as primeiras conversas presenciais desde a trégua estabelecida no G20 no mês passado, renderam um jantar de trabalho na terça-feira no histórico Fairmont Peace Hotel, em Xangai, e meio dia de negociações nesta quarta-feira.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,86%, a 21.521 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,31%, a 27.777 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,67%, a 2.932 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,90%, a 3.835 pontos.

A sessão desta quarta-feira se mostra de rumos distintos para a grande parte dos mercados de ações da Europa. Em Frankfurt, o DAX soma 0,27% aos 12.180 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE perde 0,58% aos 7.602 pontos. Já em Paris, o CAC soma 0,17% aos 5.520 pontos.

COMMODITIES

A sessão desta quarta-feira na bolsa de mercadorias de Dalian, na China, foi marcada por uma ligeira queda dos preços dos contratos futuros do minério de ferro. O ativo com maior volume de negócios, com data de vencimento para setembro do atual calendário, recou 0,28%, para um total de 897,50 iuanes por tonelada, o que representa uma variação diária de 2,50 iuanes.

A exemplo do que aconteceu com o minério, a quarta-feira também foi marcada por uma leve queda para os papéis futuros do vergalhão de aço, que são transacionados na também chinesa bolsa de mercadorias de Xangai. O contrato de maior liquidez, para outubro deste ano, a queda foi de 4 iuanes para 3.891 iuanes por tonelada. Já o de janeiro de 2020, o segundo em volume, as perdas foram de 4 iuanes para 3.657 iuanes por tonelada.

Já para os preços internacionais do petróleo, o dia se mostra positivo para os preços. O barril do tipo WTI, referência negociada em Nova York, soma 0,78%, ou US$ 0,45, a US$ 58,50. Já em Londres, o Brent avança 0,70%, ou US$ 0,45, a US$ 65,08.

MERCADO CORPORATIVO

- CSN

A Companhia Siderúrgica Nacional (SA:CSNA3) (CSN) reportou na terça-feira que encerrou o segundo trimestre do ano com lucro líquido de R$ 1,894 bilhão, o que representa uma variação de 59% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando ficou em R$ 1,190 bilhão. Nos três primeiros meses de 2019, o resultado foi de R$ 87 milhões.

Entre abril e junho deste ano, a receita líquida da companhia foi de R$ 6,901 bilhões, contra R$ 5,687 bilhões do mesmo período de 2018, avanço de 21% na comparação anual. Na abertura do ano, o resultado foi de R$ 6,005 bilhões.

Com isso, o Ebitda ajustado do trimestre foi de R$ 2,380 bilhões, contra R$ 1,420 bilhão de um ano antes, representando um salto de 68%. Já em nos três primeiros meses de 2019, o resultado foi de R$ 1,724 bilhão.

Analistas, em média, esperavam Ebitda de 1,94 bilhão de reais, segundo dados da Refinitiv. Não ficou imediatamente claro se os números são comparáveis.

O resultado veio com uma queda de 12 por cento nas vendas de aço sobre o segundo trimestre do ano passado e aumento de 25 por cento nas vendas de minério de ferro, a 10,14 milhões de toneladas, informou a CSN no balanço.

- Eletropaulo (SA:ELPL3)

A distribuidora de energia elétrica que atua na capital paulista anunciou que teve no segundo trimestre do ano de R$ 131,313 milhões, revertendo assim o prejuízo de R$ 155,614 milhões registrado um ano antes. Na abertura do ano, o resultado foi de lucro de R$ 69,501 milhões.

Em relação à receita líquida, a Eletropaulo registrou R$ 3,352 bilhões entre abril e junho de 2019, o que representa queda de 0,5% na comparação com os R$ 3,651 bilhões do mesmo período do ano anterior. Já no primeiro trimestre, as receitas foram R$ 3,467 bilhões.

Desta forma o Ebitda foi de R$ 513,992 milhões no segundo trimestre, com margem de 15,3%, sendo que um ano antes foi de R$ 178,969 milhões e margem de 4,9%. Entre janeiro e março deste ano, o Ebtida foi de R$ 399,014 milhões e margem de 11,5%.

- CTEEP (SA:TRPL4)

A Isa Cteep, maior empresa privada de transmissão de energia do setor elétrico do Brasil, reportou nesta terça-feira lucro líquido de 240,3 milhões de reais no segundo trimestre de 2019, queda de 29,8% ante igual período do ano passado.

O recuo dos resultados da empresa controlada pela colombiana Isa ocorreu em meio a uma piora no resultado financeiro líquido, que foi negativo em 49,2 milhões de reais, aumento de mais de 90% ante o mesmo período do ano passado.

O resultado operacional, refletido no lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado, somou 599 milhões de reais no segundo trimestre, queda de 12,3% na comparação anual.

- TIM (SA:TIMP3)

A TIM teve lucro líquido ajustado de 423 milhões de reais no segundo trimestre, crescimento de 26% sobre o resultado positivo de um ano antes, informou o grupo de telecomunicações controlado pela Telecom Italia.

Analistas, em média, esperavam lucro de 353,7 milhões de reais, segundo estimativas compiladas pela Refinitiv. Não ficou imediatamente claro se os números são comparáveis.

A empresa informou que contabilizou crédito fiscal de 2,9 bilhões de reais "advindo da decisão judicial favorável à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins".

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 1,616 bilhão de reais, alta de 6,2% sobre um ano antes. A expectativa média dos analistas era de 1,805 bilhão de reais para esta linha.

A companhia teve receita líquida de 4,263 bilhões de reais no segundo trimestre, aumento de 2,4% na comparação anual.

- Lojas Renner (SA:LREN3)

A varejista de moda Lojas Renner anunciou nesta terça-feira uma queda de dois dígitos no lucro líquido do segundo trimestre, refletindo uma maior alíquota de imposto de renda e provisões para participação nos lucros, além de efeitos cambiais que pressionaram as margens.

Com base na norma contábil internacional IFRS 16, a companhia teve lucro líquido de 235 milhões de reais entre abril e junho, queda de 14,4% na comparação anual. O desempenho operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) total ajustado subiu 1,8% ano a ano, para 441,9 milhões de reais.

A receita líquida da rede de varejo no segundo trimestre subiu 13,4 por cento, para 2,019 bilhões de reais, e as despesas operacionais cresceram 1,2 por cento, para 683,8 milhões. As vendas mesmas lojas tiveram alta de 9,2 por cento ante expansões de 12,7 por cento no primeiro trimestre e de 2,5 por cento no segundo trimestre do ano passado.

- Smiles (SA:SMLS3)

A empresa de programa de fidelidade registrou no segundo trimestre do ano lucro líquido alcançou R$ 155,7 milhões, um crescimento de 36,4% na comparação com o mesmo período anterior, quando foi de R$ 114,2 milhões. Na abertura do ano, o resultado foi de R$ 141,9 milhões.

Em relação à receita líquida, a Smiles registrou R$ 278 milhões entre abril e junho de 2019, o que representa alta de 40,3% na comparação com os R$ 198,1 milhões do mesmo período do ano anterior. Já no primeiro trimestre, as receitas foram R$ 240,6 milhões.

Desta forma o Ebitda foi de R$ 180,4 milhões no segundo trimestre, com margem de 64,9%, sendo que um ano antes foi de R$ 134,9 milhões e margem de 68,1%, alta de 33,7%. Entre janeiro e março deste ano, o Ebtida foi de R$ 171,1 milhões e margem de 71,1%.

- Gasoduto

A Nova Transportadora do Sudeste (NTS) prevê investir 900 milhões de reais nos próximos cinco anos, enquanto busca se tornar mais eficiente e preparar a empresa para a expansão futura da malha e atração de novos clientes além da Petrobras (SA:PETR4), afirmou nesta terça-feira o presidente da companhia, Wong Loon.

Segundo o executivo, a empresa planeja empenhar os recursos principalmente em eliminação de gargalos, integridade de dutos e melhoria no sistema de medição.

O controle da NTS foi vendido pela Petrobras para a Brookfield em abril de 2017, por mais de 5 bilhões de dólares. No entanto, a petroleira brasileira permanece como a única cliente do gasoduto

- JBS (SA:JBSS3)

A Seara Alimentos, subsidiária da JBS, investirá 180 milhões de reais na construção de uma fábrica de biodiesel em Santa Catarina, com operação prevista para 2021, informou a maior produtora global de carnes nesta terça-feira.

A terceira unidade de biodiesel da JBS utilizará como matérias-primas resíduos como gorduras de aves e suínos, material farto no Estado onde a empresa possui importantes unidades de produção de carnes.

Nas outras duas fábricas de biodiesel do grupo, em Lins (SP) e Campo Verde (MT), lugares onde as operações de carne bovina da JBS são mais fortes, o sebo bovino acaba sendo a matéria-prima preponderante na produção de biodiesel.

A nova unidade da JBS Biodiesel, em Mafra (SC), mais que dobrará capacidade produtiva da empresa, a qual deve superar 600 milhões de litros/ano, disse a JBS.

- Petróleo

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou as inscrições de mais 12 petroleiras interessadas em participar do primeiro ciclo de oferta permanente de áreas para exploração e produção de petróleo e gás.

Entre as empresas com inscrição aprovada estão a estatal Petrobras, a anglo-holandesa Shell, a norte-americana ExxonMobil (NYSE:XOM) e a chinesa CNOOC, além das brasileiras Enauta e PetroRio, entre outras, segundo publicação da ANP no Diário Oficial da União desta terça-feira.

Também se cadastraram Andorinha Petróleo, Creative Energy Serviços e Exploração, FE Intermodal, FMT Serviços, Perícia Engenharia e Petromais Global Exploração e Produção. Com a aprovação publicada nesta terça-feira, atualmente há 47 empresas inscritas, afirmou a agência reguladora.

AGENDA DE AUTORIDADES

Nesta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro viaja para Anápolis (GO), onde participa da Cerimônia de Assinatura do Contrato de Concessão da Ferrovia Norte-Sul. De volta à Brasília, se reúne com Wilbur L. Ross Júnior, Secretário de Comércio dos Estados Unidos e, em seguida, participa da cerimônia de troca da Grande Guarda Presidencial.

O dia chega ao fim com uma reunião com Onyx Lorenzoni, Ministro-Chefe da Casa Civil; e José Renato das Chagas, Prefeito Municipal de Portão/RS e alunos da Escola Municipal de Visconde de Mauá.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, começa a quarta-feira com reunião com o Secretário Especial de Fazenda, Waldery Rodrigues. Na parte da tarde, acompanha Bolsonaro na visita do Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, com quem se reúne em seguida.

Na parte da tarde, tem reunião semanal com o Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel