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Petrobras sobe mais de 4% após balanço e com forte valorização do petróleo

02/08/2019 10h30

Nos primeiros negócios da manhã desta sexta-feira na bolsa paulista, as ações da Petrobras (SA:PETR4) operam com forte valorização de 4,41% a 26,72, dividindo assim com a Eletrobras (SA:ELET3) os melhores desempenhos do Ibovespa. A estatal registrou lucro líquido recorde de R$ 18,87 bilhões no segundo trimestre, aumento de 87% ante o mesmo período do ano passado, principalmente devido à conclusão da venda de fatia na Transportadora Associada de Gás (TAG).

A forte valorização do petróleo também contribui para o resultado. O barril do tipo WTI avança 3,04% para US$ 55,59, enquanto o Brent soma 3,34% para US$ 62,52.

Na comparação com o primeiro trimestre, o resultado foi 4,6 vezes maior, após a Petrobras ter recebido 33,5 bilhões de reais por 90% da TAG em junho. O aumento das cotações internacionais do petróleo ante o primeiro trimestre e a valorização do dólar frente ao real também impactaram positivamente os resultados da companhia.

Para a Mirae Asset, embora o resultado operacional tenha ficado um pouco baixo do esperado, foi extremamente beneficiado pela venda de ativos, levando a empresa a ter divulgado um resultado recorde. A corretora segue otimista com o desempenho da empresa nos próximos trimestres, considerando a continuidade do programa de desinvestimentos e foco na evolução da exploração de petróleo em águas profundas no pré-sal.

Além disso, anunciou um dividendo de R$ 2,609 bilhões, equivalente a R$ 0,20 por ação ordinária e preferenciais em circulação. O pagamento do referido JCP será realizado em 04 de outubro de 2019. As ações da Petrobras serão negociadas ex-direitos na B3, NYSE e BCBA a partir de 13 de agosto de 2019.

"Apresentamos um bom resultado financeiro no segundo trimestre, beneficiado principalmente pela venda da TAG... Continuaremos nossa trajetória de geração de valor, com foco nos ativos de maior retorno, como o pré-sal, e busca incessante para redução de custos", disse o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, em nota publicada no site da empresa.

Excluídos os fatores não recorrentes, como desinvestimentos, o lucro líquido contábil da empresa no segundo trimestre foi de 5,2 bilhões de reais e o fluxo de caixa operacional chegou a 20,5 bilhões de reais.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou 32,65 bilhões de reais entre abril e junho, alta de 8,6% ante o mesmo período de 2018 e avanço de 18,8% em relação ao primeiro trimestre.

Já a receita de vendas da empresa somou 72,6 bilhões de reais, queda de 3% em relação ao segundo trimestre de 2018 e alta de 2,4% na comparação com o primeiro trimestre.

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