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Petróleo salta depois que as ameaças tarifárias causaram a pior queda em 3 anos

02/08/2019 11h16

Preços do petróleo se recuperaram nesta sexta-feira após sua pior queda diária em três anos.

A promessa do presidente Donald Trump de colocar uma tarifa de 10% sobre os US$ 300 bilhões adicionais em produtos chineses fez com que o petróleo bruto caísse 7% no dia anterior.

Os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) negociados em Nova York ganhavam US$ 1,22, ou 2,3%, para US$ 55,17 o barril às 8h43, enquanto futuros do petróleo Brent, referência para os preços do petróleo fora dos EUA, subiam US$ 1,58 ou 2,6%, para US$ 62,08.

Um agravamento da disputa comercial EUA-China aumenta o risco de uma desaceleração econômica global que poderia impactar negativamente a demanda por petróleo, particularmente no que diz respeito ao conflito entre os dois maiores consumidores de petróleo do mundo.

Além da disputa comercial, a queda foi influenciada por dados que mostraram a atividade industrial caía para o seu nível mais baixo em quase três anos no mês passado, enquanto os gastos com construção caíram em junho, com o investimento em projetos de construção privados caindo para seu nível mais baixo em um ano e meio.

Embora os estrategistas de commodities do ING Warren Patterson e Wenyu Yao tenham reconhecido as implicações pessimistas da escalada das tensões comerciais, eles disseram que permaneceram otimistas.

"Continuamos a ter uma visão construtiva com base nos cortes de oferta da Opep + e nas sanções iranianas, embora o sentimento claramente seja pessimista em razão das preocupações macroeconômicas e comerciais mais amplas", disseram eles em nota.

Esses estrategistas apontaram para estimativas da Bloomberg para a produção da OPEP em julho, que mostraram a menor produção mensal do cartel desde maio de 2014.

"Esses números continuam mostrando que a Opep continua comprometida em trazer o mercado de volta ao equilíbrio, com a Arábia Saudita liderando o caminho", disseram eles.

Ainda antes na sessão, os dados da contagem semanal de sonda de Baker Hughes são esperados.

Os dados da semana passada mostraram que as empresas de energia reduziram o número de plataformas de petróleo operando pela quarta semana consecutiva para o nível mais baixo desde fevereiro de 2018, em um cenário de desaceleração do crescimento produção americana de petróleo.

Em outras negociações de energia, os contratos futuros de gasolina avançavam 1,6%, para US$ 1,7775 por galão, às 7h48, ao passo que o óleo de aquecimento subia 1,8%, para US$ 1,8689 por galão.

Por fim, os futuros de gás natural registraram queda de 1,8%, para US$ 2,162 por milhão de unidades térmicas britânicas.

- Reuters contribuiu com esta matéria

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