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ABERTURA: Com exterior negativo, Ibov futuro abre com queda de mais de 1%

05/08/2019 09h20

Depois de fechar a última sexta-feira com ganhos, o índice futuro do Ibovespa abre os negócios nesta segunda-feira com perdas de 1,65% aos 101.250 pontos. A cena externa ainda conturbada com as questões comerciais entre Estados Unidos e China influencia a aversão aos ativos de risco ao redor do mundo. No Brasil, os balanços das empresas brasileiras e a volta às atividades do Congresso Nacional - especificamente a votação do 2º turno da Reforma da Previdência no plenário da Câmara - são assuntos que devem balizar os investimentos no decorrer dos próximos dias.

Já o dólar comercial soma 0,78% a R$ 3,9188.

Além da temporada de balanços, a semana reserva alguns indicadores de destaque na cena local, como o de vendas varejo (quarta-feira), o IPCA (quinta-feira) e o de atividade do setor de serviços (sexta-feira). Destaque também para a ata da reunião do Copom, que será divulgada na manhã de terça-feira.

La fora, o período será menos agitado, com poucos dados chamando a atenção dos investidores, sendo o maior destaque o índice de preço ao produtor, que será divulgado na parte da manhã de sexta-feira.

O setor de serviços da China se expandiu em julho no ritmo mais lento em cinco meses em julho, apesar de uma forte alta nas encomendas de exportação, mostrou uma pesquisa privada nesta segunda-feira.

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos serviços Caixin/Markit caiu para 51,6, menor leitura desde fevereiro, ante 52,0 de junho. A marca de 50 pontos divide crescimento de contração. O índice geral de serviços tem mostrado expansão a cada mês desde que foi iniciado em 2005.

A China deixou o yuan romper o nível de 7 por dólar nesta segunda-feira pela primeira vez em mais de uma década, num sinal de que o país está disposto a tolerar mais fraqueza no câmbio, o que poderia inflamar ainda mais um conflito comercial com os Estados Unidos.

A forte queda de 1,4% no yuan vem dias depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, surpreender os mercados financeiros ao prometer impor tarifas de 10% sobre 300 bilhões de dólares restantes das importações chinesas a partir de 1º de setembro, quebrando abruptamente um breve cessar-fogo na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,74%, a 20.720 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 2,85%, a 26.151 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 1,62%, a 2.821 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 1,91%, a 3.675 pontos.

O dia também mostra sinais negativos de forma expressiva para os mercados acionários da Europa. Em Frankfurt, o DAX tem perdas de 1,69% aos 11.672 pontos, enquanto que em Londres o FTSE cede 2,15% aos 7.248 pontos. Já em Paris, o CAC cai 22,13% aos 5.244 pontos.

COMMODITIES

A jornada desta segunda-feira na bolsa chinesa de Dalian foi marcada pela forte desvalorização dos contratos futuros do minério de ferro. O contrato com o maior volume de negócios, com vencimento no mês de janeiro do próximo calendário, acumulou perdas de 6,0% a 689,50 iuanes por tonelada, o que representa uma variação diária de 44,00 iuanes.

No caso dos papéis futuros do vergalhão de aço, o primeiro dia da semana seguiu a mesma tendência, nas transações realizadas na bolsa de mercadorias da também chinesa cidade de Xangai. O contrato de maior liquidez, com entrega para outubro deste ano, cedeu 52 iuanes para 3.753 iuanes por tonelada. O segundo mais negociado, de janeiro de 2020, perdeu 69 iuanes para 3.525 iuanes por tonelada.

Na mesma direção, os preços dos contratos futuros do petróleo registram desvalorização nesta segunda-feira. O barril do tipo WTI, referência de Nova York, perde 0,90%, ou US$ 0,50, a US$ 55,16. Já em Londres, o Brent recua 1,07%, ou US$ 0,66, a US$ 61,23.

MERCADO CORPORATIVO

- Eletrobras (SA:ELET3) e Petrobras (SA:PETR4)

A Eletrobras amortizou 1,275 bilhão de reais em dívidas junto à Petrobras em decorrência da privatização no ano passado de suas concessionárias de distribuição de energia, informou a estatal de eletricidade nesta sexta-feira.

Com o pré-pagamento, o saldo devedor junto à Petrobras pelos débitos referentes às distribuidoras agora é de 9,56 bilhões de reais, acrescentou a Eletrobras.

O pagamento foi realizado com recursos captados por uma emissão de debêntures da elétrica e com valores da primeira parcela de um acordo judicial firmado com a Eletropaulo (SA:ELPL3) por uma antiga dívida entre as empresas, explicou a Eletrobras.

Segundo a elétrica, o pré-pagamento "tem por objetivo reduzir o custo da dívida da companhia e alongar o seu prazo médio, em linha com o Plano Diretor de Negócios e Gestão (PDNG 2019/2023)".

- Petrobras

Gás de Cozinha

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira uma redução de 13% nos preços médios do GLP industrial e comercial, vendido em embalagens de mais de 13 kg em suas refinarias, com vigência a partir de segunda-feira, de acordo com o site da estatal.

É o segundo corte consecutivo nos valores do produto, que já havia sofrido redução de 9,8% a partir de 24 de julho, no que foi o primeiro reajuste para baixo do preço desde fevereiro.

A Petrobras informa que a política de preços do GLP industrial e comercial é baseada na paridade de importação, formada pelas cotações internacionais dos produtos e pelos custos que as importadoras teriam, como transporte e taxas portuárias, além de considerar uma margem de riscos, que leva em conta a volatilidade de câmbio e preços.

Mais cedo nesta sexta-feira, a Petrobras divulgou queda de também nos valores cobrados das distribuidoras pelo gás de cozinha, vendido em botijões de até 13 kg, com redução de 8,17% a partir de segunda-feira.

Gaspetro

A Petrobras tem conversado com a japonesa Mitsui sobre como será feito o desinvestimento de sua participação na Gaspetro, empresa que controla distribuidoras de gás e na qual ambas as companhias são sócias, disse nesta sexta-feira a diretora de Refino e Gás Natural da estatal, Anelise Lara.

Ela acrescentou, no entanto, que ainda não há uma definição na Petrobras sobre um modelo para a transação, embora a Mitsui tenha preferência na negociação por já ser sócia do ativo.

A Petrobras tem atualmente 51% da Gaspetro e o restante pertence à Mitsui. A Gaspetro tem participação acionária em 19 empresas de distribuição de gás natural, das 27 constituídas no país, segundo o site da companhia.

"A gente tem conversado com Mitsui sobre o desinvestimento na Gaspetro... São duas opções na mesa: ou a gente sai... vendendo 51% ou vende participações nas distribuidoras estaduais", disse ela, em coletiva com a imprensa sobre os resultados do segundo trimestre.

- Energia Elétrica

Conversas entre Brasil e Paraguai para um novo acordo sobre a contratação da energia da hidrelétrica binacional de Itaipu começam nesta sexta-feira, disse à Reuters o diretor-geral brasileiro da usina, Joaquim Silva e Luna, que espera ser possível chegar a uma solução para o caso em um mês.

Um acordo entre os dois países assinado em maio foi tornado sem efeito na quinta-feira, após ter causado enorme repercussão no Paraguai, onde foi visto como favorável ao Brasil, o que levou políticos locais a ameaçarem buscar o impeachment do presidente paraguaio Mario Abdo.

Pelo acordo, o Paraguai se comprometia em elevar gradualmente o montante de energia que contrata de Itaipu entre 2019 e 2022, o que a imprensa paraguaia afirmou que geraria custos adicionais de 200 milhões de dólares para o país.

No Brasil, por outro lado, o centro de estudos Acende Brasil defendeu que o acerto corrigia distorções que vinham permitindo ao Paraguai reduzir custos com a energia da usina nos últimos anos, em detrimento dos brasileiros.

AGENDA DE AUTORIDADES

Nesta segunda-feira o presidente Jair Bolsonaro viaja para Sobradinho, na Bahia, onde participa da cerimônia de inauguração da Usina Fotovoltaica Flutuante.

Na parte da tarde, de volta à Brasília, se reúne com o ministro da Economia, Paulo Guedes e, em seguida com o ministro da Educação, Abraham Weintraub. O dia termina com reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni e com o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes.

O ministro da Economia, Paulo Guedes começa a semana com Reunião-Geral de Secretários do Ministério da Economia e, em seguida, com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Na parte da tarde, depois de se encontrar com Bolsonaro, tem reunião semanal com o Secretário Especial da Receita Federal, Marcos Cintra.

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