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CHARGE: Wall St. se recupera; inquietação comercial e incertezas com Fed persistem

06/08/2019 14h21

Por Jesse Cohen

As ações dos EUA subiam nesta terça-feira, um dia após os principais índices de Wall Street terem sofrido sua pior queda do ano, devido às tensões da guerra comercial entre a China e os EUA. Wall Street viu seu pior dia de negociação de 2019 na segunda-feira, com o S&P 500 caindo 3%, em meio a uma escalada na guerra comercial EUA-China.

Nesta terça-feira, Dow Jones subia 0,51% às 14:17, já o S&P 500 tinha ganhos de 0,63% e o Nasdaq avançava 0,75%.

O índice caiu por seis sessões consecutivas até terça-feira e está cerca de 6% abaixo do recorde de fechamento em 26 de julho.

A onda baixista começou na semana passada, quando o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, adotou um tom menos dovish do que o esperado na conferência de imprensa do banco central dos Estados Unidos em 31 de julho, depois de não sinalizar uma série de cortes de juros.

Os mercados foram então tomados pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que na sexta-feira anunciou surpreendentemente novas tarifas sobre um adicional de US$ 300 bilhões em produtos chineses, a partir de 1º de setembro.

A reação do mercado se tornou ainda mais negativa na segunda-feira, quando as autoridades chinesas permitiram que o iuan ultrapassasse o nível simbólico de 7 por dólar para alcançar seu nível mais fraco desde a Crise Financeira Global de 2008.

Vários investidores viram o movimento na moeda chinesa como uma resposta direta à mais recente ameaça tarifária de Trump.

Isso levou Washington a rotular a China como um manipulador de moedas pela primeira vez desde 1994, aumentando consideravelmente a atual disputa entre as duas maiores economias do mundo.

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- A Reuters contribuiu para esta matéria

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