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Ouro acima de máximas de seis anos mesmo com intervenção do BC chinês sobre iuan

06/08/2019 14h32

Os preços do ouro atingiu sua maior cotação em seis anos nesta terça-feira. O ouro à vista subia US$ 7,65, ou 0,52%, para US$ 1.484,15 às 14h29, seu maior nível desde maio de 2013. Mais cedo, o metal recuou quando a intervenção do Banco Popular da China no iuan estabilizou os mercados.
Com os EUA, que rotulando a China como "manipulador de moeda" depois que o país permitiu que o iuan caísse abaixo do nível psicológico de 7 por dólar na segunda-feira, o Banco Central da China anunciou uma correção do iuan mais firme do que o esperado.
"Os mercados reagiram à fixação da moeda chinesa, saindo de posições de porto seguro", disse em nota o estrategista do ING, Francesco Pesole.
Embora recomendando ficar de olho no dólar durante um discurso do membro mais dovish do Federal Reserve, James Bullard, às 14h05, ele disse que espera que "a correção do PBoC continue a ser o fator chave do sentimento do mercado esta semana".
Mohamed El-Erian, economista-chefe da Allianz (DE:ALVG), disse que embora a fixação do PBoC tenha ajudado a trazer alguma estabilidade de volta aos mercados nesta terça-feira, a ação parecia indicar mais "um cessar-fogo na melhor das hipóteses, não uma resolução".
Nessa linha, o economista-chefe da Goldman Sachs, Jan Hatzius, disse que não espera mais que os EUA e a China cheguem a um acordo comercial antes da eleição presidencial americana, em novembro de 2020.
A decisão de Trump de impor uma tarifa de 10% sobre US$ 300 bilhões de importações chinesas a partir de 1º de setembro, "sugere que os dois lados do conflito comercial estão tomando uma linha mais dura, reduzindo as chances de uma solução a curto prazo", escreveu Hatzius em nota.
Ele também disse que agora vê uma chance de 75% de um corte de taxa pelo Fed em setembro, seguido por 50% de chance de um corte adicional em outubro, após a redução de um quarto de ponto na semana passada. Hatzius previu que o Fed só cortaria duas vezes este ano.
A convicção do mercado é muito maior, com uma redução de 0,25 ponto percentual em setembro praticamente certa, e chances de um corte adicional em outubro acima de 75%.
Taxas de juros mais baixas reduzem o custo de oportunidade de manter o ouro sem rendimento.
Em outros negócios de metais, os futuros da prata ganhavam 0,2%, para US$ 16,427 a onça-troy às 10h15.
Os uturos de paládio subiam 1,1%, para US$ 1.432,10 a onça, enquanto platina caía 0,4%, para US$ 854,50.
Nos metais-base, o cobre foi negociado em alta de 0,9%, para US$ 2,568 a libra-peso.
- A Reuters contribuiu para esta matéria.

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