IPCA
0.19 Jul.2019
Topo

ABERTURA: Ibov futuro despenca com aumento da aversão ao risco no exterior

07/08/2019 09h05

Depois de uma sessão com ganhos expressivos e abrir o dia com leve valorização, o índice futuro do Ibovespa despenca de 1,06% aos 101.270 pontos, influenciado pelo aumento da aversão ao risco no exterior sob o pano de fundo de escalada das tensões comerciais entre EUA e China. O tombo pode indicar que as repercussões da aprovação do texto-base da reforma da Previdência, em segundo turno, no plenário da Câmara dos Deputados e a continuação da divulgação de balanços de empresas locais devem ficar em segundo plano.

Já o dólar, que começou com queda de 0,14% a R$ 3,9553, saltou para R$ 3,9825 às 10:04, alta de 0,56%.

A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira o texto-base da reforma da Previdência em segundo turno e votará destaques que podem suprimir pontos do texto ao longo do dia, visando encerrar a tramitação da matéria na Casa e enviá-la ao Senado.

O texto principal, que fora aprovado em primeiro turno pela Câmara no mês passado antes do recesso parlamentar, foi aprovado em segundo turno com placar de 370 a 124 votos, informou a Agência Câmara Notícias. No primeiro turno, o placar fora de 379 a 131 votos.

Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), era necessário o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados nas duas rodadas de votação.

Em junho de 2019, o volume de vendas do comércio varejista ficou praticamente estável, com variação de 0,1% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral do varejo (-0,1%) mostrou o mesmo comportamento, próximo à estabilidade, no trimestre encerrado em junho, resultado que se repete pelo terceiro trimestre móvel consecutivo.

Em relação a junho de 2018, o comércio varejista recuou (-0,3%), na série sem ajuste sazonal. Além do menor ritmo das vendas, houve a influência negativa do calendário nessa comparação pois, em 2019, o mês de junho teve dois dias úteis a menos do que em 2018. O acumulado no ano avançou 0,6%. No acumulado nos últimos doze meses ao passar de 1,3% em maio para 1,1% em junho, sinaliza perda de ritmo das vendas e permaneceu em trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2019 (2,4%).

Os índices acionários chineses fecharam em baixa nesta quarta-feira, na sexta sessão seguida de perdas, em meio a persistentes preocupações sobre uma intensificação das tensões comerciais entre China e Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou temores de uma guerra comercial prolongada com a China na terça-feira, apesar de um alerta do governo chinês de que classificar o país como manipulador cambial terá consequências severas para a ordem financeira global

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,33%, a 20.516 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,08%, a 25.997 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,32%, a 2.768 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,41%, a 3.621 pontos.

No continente europeu, a quarta-feira é positiva para os principais mercados acionários. Em Frankfurt, o DAX soma 1,23% aos 11.710 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE avança 0,79% aos 7.229 pontos. Já em Paris, o CAC ganha 1,33% aos 5.304 pontos.

COMMODITIES

Pelo quinto dia consecutivo, a sessão desta quarta-feira foi mais uma vez marcada pela forte desvalorização dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de negócios, com data de vencimento em janeiro do próximo ano, as perdas foram de 5,37% a 660,50 iuanes para cada tonelada, o que representa uma variação diária de 37,50 iuanes.

No mesmo sentido, as transações com o vergalhão de aço na também chinesa bolsa de mercadorias de Xangai, tiveram perdas na jornada desta quarta-feira. O papel mais negociado, com entrega em outubro do atual calendário, cedeu 33 iuanes para 3.711 iuanes por tonelada. Já o de janeiro do ano que vem, segundo em liquidez, perdeu 21 iuanes para 3.500 iuanes por tonelada.

A jornada também dá sinais de desvalorização para os contratos do petróleo. O barril do tipo WTI, referência em Nova York, cede 0,47%, ou US$ 0,25, a US$ 53,38. Já em Londres, o Brent recua 0,51%, ou US$ 0,30, a US$ 58,64.

MERCADO CORPORATIVO

- BB Seguridades

A BB Seguridade (SA:BBSE3) teve leve alta do lucro líquido no segundo trimestre e elevou projeções para 2019, refletindo a combinação de melhora no desempenho operacional e do resultado financeiro na primeira metade do ano.

A companhia, que reúne os negócios de seguros e previdência do Banco do Brasil (SA:BBAS3), anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de 1,08 bilhão de reais, alta de 1,5% em relação ao obtido ante igual etapa de 2018.

Em termos ajustados, o lucro, de mesma cifra no período, foi 18,6% maior ano a ano. O número veio um pouco acima da previsão média de analistas ouvidos pela Refinitiv, de 993,7 milhões.

Numa mão, os prêmios emitidos pelo grupo somaram 2,51 bilhões de reais de abril a junho, avançando 16% sobre um ano antes. De outro, o resultado da empresa com seus investimentos financeiros cresceu 3,7%, a 169 milhões de reais. Além disso, o volume de contribuições de previdência subiu 21,3% no semestre.

- Engie Brasil

A elétrica Engie Brasil Energia (SA:EGIE3), subsidiária da francesa Engie no Brasil, registrou lucro líquido de 385,4 milhões de reais no segundo trimestre de 2019, uma redução de 34,6% em relação a igual período do ano passado, informou a empresa nesta terça-feira.

Em um trimestre em que se destacou pela entrada no segmento de gás no país, fazendo parte da enorme aquisição da Transportadora Associada de Gás (TAG), junto à Petrobras (SA:PETR4), a Engie Brasil somou lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) de 1,052 bilhão de reais, queda de 13,7% ante o ano anterior.

A diminuição de 166,7 milhões de reais no Ebitda foi citada pela empresa como um dos principais motivos pelo declínio no lucro líquido, ao lado de um aumento de 104,6 milhões nas despesas financeiras líquidas e de uma redução de 91,6 milhões de reais do imposto de renda e da contribuição social.

- Iguatemi (SA:IGTA3)

A administradora de shoppings de alto padrão Iguatemi teve lucro líquido praticamente estável no segundo trimestre em relação ao mesmo período um ano antes, conforme impostos e níveis de depreciação maiores ofuscaram receitas sadias no período.

Em balanço divulgado nesta terça-feira, a companhia reportou lucro líquido de 60,1 milhões de reais entre abril e junho ante 60,6 milhões de reais apurados em igual intervalo de 2018.

A diretora financeira do Iguatemi, Cristina Betts, disse que a inauguração de um novo outlet em Santa Catarina parcialmente vem afetando os resultados do grupo, contribuindo para taxas de depreciação mais altas, bem como reduzindo o nível de ocupação para 92,1%, de 94,6% em junho do ano passado.

A receita líquida trimestral do Iguatemi cresceu 7,2% ano a ano, para 187,7 milhões de reais. As vendas mesmas lojas subiram 6,9%, enquanto as vendas mesmas áreas aumentaram 7,2% na mesma base comparativa.

- Raia Drogasil (SA:RADL3)

A RD, dona das redes de drogarias Raia e Drogasil, anunciou nesta terça-feira que teve lucro ajustado de 160,5 milhões de reais, um aumento de 13,2% ante mesma etapa do ano passado.

O número veio pouco acima da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv, de 144,8 milhões de reais.

Em termos líquidos, o lucro da RD foi de 151,3 milhões de reais de abril a junho, ante 137,7 milhões um ano antes.

- CESP

A companhia registrou no segundo trimestre do ano prejuízo líquido de R$ 4,002 milhões, sendo que no mesmo período do ano passado teve lucro líquido de R$ 340,989 milhões. Assim, no semestre, a elétrica acumula perdas de R$ 162,245 milhões contra ganhos de R$ 337,260 milhões dos primeiros seis meses de 2018.

A receita operacional líquida da CESP foi de R$ 368,377 milhões entre abril e junho deste ano, uma queda de 6% na comparação com os R$ 391,222 milhões de um ano antes. Já nos seis primeiros meses de 2019, o total é de R$ 723,995 milhões, queda de 8% na base anual.

Desta forma, o Ebitda ajustado da estatal foi de R$ 217,592 milhões no trimestre, contra os R$ 102,352 milhões do mesmo período do ano passado, um salto de 114%. Já a margem Ebitda ajustada foi de 26% no segundo trimestre de 2018 para 59% no período encerrado no dia 30 de junho.

- Guararapes

A dona da marca Riachuelo (SA:GUAR3) encerrou o segundo trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 54,9 milhões, uma queda de 38,4% na comparação com os R$ 89,1 milhões registrados no mesmo período do ano passado. Assim, nos primeiros seis meses do atual calendário, as perdas são de 39,9%, indo de R$ 140,2 milhões para R$ 84,2 milhões, na base anual.

De acordo com a companhia, as receitas líquidas entre abril e junho foram de R$ 1,860 bilhão, o que representa um ganho de 4,4% em relação aos R$ 1,782 bilhão de um ano antes. No semestre, as receitas totalizam R$ 3,483 bilhões, crescimento de 6,2% na base anual.

Desta forma, o Ebitda ajustado foi de R$ 224,9 milhões no segundo trimestre de 2018 para R$ 234,8 milhões no fechamento do período de abril a junho, alta de 4,4%. Assim, a margem Ebitda variou de 17,8% para 18,7% de um ano para outro.

- BR Distribuidora (SA:BRDT3_OLD)

A BR Distribuidora assinou um acordo com a CTF Technologies, controlada pela Fleetcor, para implementar em sua rede de postos o "Cartão do Caminhoneiro", que visa estabilizar o preço do diesel aos motoristas, informou a empresa nesta terça-feira.

De acordo com comunicado da distribuidora, privatizada recentemente, 70 postos da rede Siga Bem já aderiram ao método de pagamento, enquanto cerca de 2 mil caminhoneiros se pré-cadastraram para obter acesso ao cartão.

Desenvolvido pela BR Distribuidora quando a companhia ainda era controlada pela Petrobras, o "Cartão do Caminhoneiro" permite que o motorista o recarregue e converta os valores em litros de diesel por 30 dias, fixando o preço do combustível e protegendo o consumidor de eventuais reajustes para cima.

- Cosan (SA:CSAN3) (Raízen)

A companhia mexicana Femsa fechou acordo com o grupo Raízen, do setor de distribuição de combustíveis, para comprar 50% da Raízen Conveniências, acordo que prevê a formação de uma joint venture para buscar "agressivo" crescimento em um promissor mercado nos próximos anos, prevendo abrir lojas inclusive fora dos postos.

"Vendemos 50% das ações para a Femsa, que por sua vez aportará um pedaço do dinheiro na empresa para poder suportar os primeiros anos de crescimento, e a outra parte vem para a Raízen Combustíveis", disse à Reuters o vice-presidente Comercial da Raízen, Leonardo Pontes, sem dar detalhes.

Para a transação foi considerado um "enterprise value" de 1,12 bilhão de reais, tendo como premissa a compra de fatia em uma empresa livre de quaisquer dívidas ou caixa, segundo fato relevante publicado nesta terça-feira pela Raízen, uma parceria entre a Cosan e a Shell.

"A empresa está muito capitalizada para suportar um plano muito agressivo de crescimento nos primeiros anos", acrescentou Pontes, em referência à nova empresa na qual Raízen Combustíveis e a Femsa Comercio serão, respectivamente, acionistas da Raízen Conveniências na proporção 50/50 do capital.

- Biodiesel

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou nesta terça-feira o aumento da mistura de biodiesel no diesel de 10% para 11% a partir de 1º de setembro, após novos testes garantirem segurança para um gradual aumento do teor do biocombustível no combustível fóssil.

Com a medida, a ANP também anunciou alterações no edital do 68º leilão de biodiesel, adiando sua realização para 12 de agosto, para que o certame possa contratar volume suficiente para atender ao chamado B11.

Atualmente, cerca de 80% do biodiesel no Brasil é produzido a partir do óleo de soja. Segundo a associação do setor de biocombustível, Ubrabio, o aumento da mistura eleva a demanda pela oleaginosa em cerca de 200 mil toneladas ao mês.

- Braskem (SA:BRKM5)

A Justiça de Alagoas suspendeu decisão tomada dias atrás que havia liberado 15 milhões de reais de um total de 100 milhões de reais bloqueados da Braskem para pagamento de aluguel a famílias atingidas por fenômeno de afundamento e rachaduras no solo em Maceió.

Na decisão publicada nesta terça-feira, o desembargador Alcides Gusmão da Silva, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), concedeu liminar suspendendo a liberação dos recursos que seriam destinados a moradores da área mais crítica do bairro Mutange. O pedido de suspensão foi feito pela Braskem, em recurso contra a decisão tomada em julho pela 2ª Vara Cível de Maceió, informou o tribunal em comunicado.

De acordo com a Braskem, não há até o momento estudos conclusivos acerca do nexo de causalidade entre a atividade exercida pela empresa e os danos ocorridos nos bairros de Mutange, Pinheiro e Bebedouro.

O pagamento suspenso envolvia 1.000 reais para 2.500 famílias durante seis meses.

AGENDA DE AUTORIDADES

O presidente Jair Bolsonaro começa a quarta-feira recebendo Deputado Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados; Alexandre de Moraes, Ministro do Supremo Tribunal Federal; e Deputado Fábio Faria (PSD/RN). Em seguida, se reúne com Marcos Cintra, Secretário da Receita Federal e também o Deputado Pastor Marco Feliciano (PODE/SP).

Ainda pela manhã, o presidente se reúne com Marcos Cintra, Secretário da Receita Federal; e Missionário R. R. Soares, Fundador da Igreja Internacional da Graça de Deus, e, na parte da tarde, com Deputado Silas Câmara (PRB/AM); com Wagner Rosário, Ministro de Estado da Controladoria-Geral da União; e com Senador Esperidião Amin (PP/SC).

O dia chega ao fim com a participação na cerimônia de Lançamento da Frente Parlamentar da Tradição e Cultura Gaúcha e lançamento dos Festejos Farroupilhas 2019.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, começa o dia com Reunião com o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, acompanhando em seguida o presidente da República, Jair Bolsonaro, em almoço com a Liderança da Frente Parlamentar Evangélica.

Na parte da tarde, tem audiências com: deputado federal Geninho Zuliani (DEM-SP); governador do Estado de Roraima, Antonio Denarium; o presidente do COAF, Roberto Leonel; e com o ministro interino do Turismo, Daniel Nepomoceno.

Mais Economia