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CESP recua após registrar prejuízo de R$ 4 mi no 2º tri

07/08/2019 10h35

A CESP (SA:CESP3) registrou no segundo trimestre do ano prejuízo líquido de R$ 4,002 milhões, sendo que no mesmo período do ano passado teve lucro líquido de R$ 340,989 milhões. Assim, no semestre, a elétrica acumula perdas de R$ 162,245 milhões contra ganhos de R$ 337,260 milhões dos primeiros seis meses de 2018.Com isso, as ações da companhia registram queda de 0,89% a R$ 27,75.

A receita operacional líquida da CESP foi de R$ 368,377 milhões entre abril e junho deste ano, uma queda de 6% na comparação com os R$ 391,222 milhões de um ano antes. Já nos seis primeiros meses de 2019, o total é de R$ 723,995 milhões, queda de 8% na base anual.

Desta forma, o Ebitda ajustado da estatal foi de R$ 217,592 milhões no trimestre, contra os R$ 102,352 milhões do mesmo período do ano passado, um salto de 114%. Já a margem Ebitda ajustada foi de 26% no segundo trimestre de 2018 para 59% no período encerrado no dia 30 de junho.

Para a Coinvalores, é importante destacar que, excluindo um efeito não recorrente que inflou o desempenho do 2T18, o resultado da companhia trouxe sinalizações positivas, sobretudo no que tange a redução de custos e despesas operacionais.

Houve queda de 35% nos custos com pessoal e de 18% em materiais e serviços de terceiros. Além disso, nesse caso, a estratégia de sazonalização rendeu bons frutos, com redução na necessidade de compra de energia. O resultado final, entretanto, seguiu negativo, em R$ 4 milhões, e a alavancagem financeira da companhia saltou de 0,5x para 4,0x no período em análise.

O BTG Pactual (SA:BPAC11) avaliou o resultado como bastante positivo. Para os analistas, embora a Cesp (SA:CESP6) pareça ter um preço justo, eles ainda enxergam espaço para mais vantagens com a possível indenização adicional de US $ 1 bilhão pela sua UHE Três Irmãos, relacionada a seu canal e comportas; e as negociações de seu passivo circulante atual. O valor residual adicional de US$ 1 bi junto com 20% de corte para provisões "prováveis" poderia adicionar US$ 6,7 por ação ao preço-alvo. Mas, por enquanto, a recomendação segue neutra.

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