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BRF divulga balanço na manhã de sexta-feira; confira as expectativas

08/08/2019 16h16

Nesta sexta-feira, antes da abertura do mercado, será divulgado o balanço do segundo trimestre da BRF. O consenso de mercado espera uma melhora nos números, apesar de seguir esperando por um novo prejuízo, mesma visão do Banco do Brasil Investimentos (BB-BI). Em sentido oposto, está o BTG Pactual (SA:BPAC11), que acredita que a companhia vá reverter o resultado negativo e lucrar R$ 108 milhões no trimestre.

O BB-BI entende que a companhia também se beneficiou da perspectiva positiva para o setor, com BRFS3 subindo 13% em julho e acumulando um aumento de 56% no ano.

A equipe destaca que a BRF espera ter mais três plantas habilitadas para exportar para a China no curto prazo, induzindo volumes para a região. Além disso, os analistas acreditam que o mercado também antecipou a expectativa positiva para o resultado do 2T19. Para eles, os preços médios mais altos e o dólar forte a/a deverão impulsionar a receita, que estimam chegar a R$ 8 bilhões (+ 16% a/a).

Consenso

A processadora de alimentos deve registrar, pelo consenso de mercado, prejuízo de R$ 0,17 no segundo trimestre, sendo que no mesmo período de 2018 o resultado foi de -R$ 1,94, contra os -R$ 0,35 esperados. Já na abertura do ano, a companhia perdeu R$ 0,92 por ação.

No caso da receita líquida, a mediana dos analistas aponta para R$ 8,09 bilhões, contra os R$ 8,18 bilhões de um ano antes, quando eram esperados R$ 8,17 bilhões. Já na abertura do ano, os números foram de R$ 7,36 bilhões, abaixo dos R$ 7,99 bilhões de consenso.

BTG Pactual

O BTG Pactual estima que a companhia registre lucro de R$ 108 milhões no período, com as receitas totalizando R$ 8,027 bilhões e o Ebitda em R$ 971 milhões, com a margem de 12%. Um ano antes, os resultados da companhia foram de prejuízo de R$ 1,225 bilhão, R$ 8,181 bilhões e R$ 370 milhões.

BB-BI

A equipe do banco espera resultado positivo para a companhia, lembrando que o 2T18 foi impactado negativamente pela greve dos caminhoneiros, juntamente com o efeito adverso das restrições da Arábia Saudita a partir de fevereiro de 2018, fazendo com que a base de comparação seja fraca.

Para os analistas, os preços médios mais altos e o dólar fortalecido a/a deverão impulsionar a receita, que estima em R$ 8 bilhões (+ 16% a/a). Considerando que os preços dos grãos reduziram a/a, menores custos devem ser observados, seguindo o ritmo positivo observado no 1T19. Assim, as margens devem ser mantidas t/t em dois dígitos e esperam a margem EBTIDA perto de 11,2%, um incremento significativo comparado aos 5,3% registrados no mesmo período do ano passado.

Apesar disso, o BB-BI trabalha com prejuízo líquido de R$ 140 milhões para a companhia, o que representa uma importante melhora em relação às perdas de R$ 1,51 bilhão de um ano antes.

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