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ABERTURA: Futuro do Ibovespa segue exterior e começa a quinta em alta

15/08/2019 09h24

O índice futuro do Ibovespa começa a sessão desta quinta-feira com valorização de 1,10% aos 102.035 pontos, em dia que o mercado busca recuperação após a expressiva queda registrada na véspera. As atenções dos investidores devem ficar mais uma vez para o exterior e também para os últimos balanços do segundo trimestre.

Já o dólar começa o dia com queda de 0,68% a R$ 4,0245.

Pouco antes da abertura do Ibovespa Futuro, os futuros dos EUA e os índices europeus operavam em queda devido à ameaça chinesa de retaliar a nova rodada de tarifas americanas sobre produtos chineses ainda não taxados. A reversão para ganhos ocorreu após notícia de que o governo chinês esperar retomada das negociações com os EUA, apesar dos impasses recentes.

A taxa de desocupação do país no 2º trimestre de 2019 foi de 12,0%, caindo em ambas as comparações: -0,7 pontos percentuais (p.p.) frente ao primeiro trimestre de 2019 (12,7%) e -0,4 p.p. em relação ao mesmo trimestre de 2018 (12,4%). As maiores taxas foram observadas na Bahia (17,3%), Amapá (16,9%) e Pernambuco (16,0%) e a menores, em Santa Catarina (6,0%), Rondônia (6,7%) e Rio Grande do Sul (8,2%). Os números foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE.

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira mudanças em sua forma de atuar no mercado de câmbio, com vias a trocar posição cambial em contratos de swap tradicional por dólares à vista, formalizando novo modelo de intervenção cambial para aprimoramento do uso dos instrumentos disponíveis.

Será a primeira vez que o BC ofertará dólares das reservas sem compromisso de recompra desde fevereiro de 2009, conforme assessoria do BC. A autoridade monetária não disponibiliza swaps reversos desde novembro de 2016.

O BC informou que, de 21 a 29 de agosto, fará ofertas simultâneas de 550 milhões de dólares à vista e de igual montante em contratos de swap cambial reverso.

A China precisa adotar as contramedidas necessárias em relação às últimas tarifas dos Estados Unidos sobre 300 bilhões de dólares em produtos chineses, disse nesta quinta-feira o Ministério das Finanças.

O ministério também afirmou que as tarifas dos EUA violam o consenso alcançado pelos líderes dos dois países e se desviam do caminho de negociação para resolver as disputas.

Os EUA afirmaram neste mês que adotariam taxas sobre 300 bilhões de dólares em produtos chineses a partir de 1 de setembro, o que cobriria efetivamente todas as exportações da China aos EUA.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 1,21%, a 20.405 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,76%, a 25.495 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,25%, a 2.815 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,31%, a 3.694 pontos.

A jornada de quinta-feira mostra-se negativa para os negócios nas bolsas da Europa. Em Frankfurt, o DAX tem queda de 0,72% aos 11.413 pontos, enquanto quem Londres, o FTSE cede 1,02% aos 7.073 pontos. Já em Paris, o CAC recua 0,76% aos 5.211 pontos.

COMMODITIES

Depois de ensaiar uma recuperação nas últimas sessões, a quinta-feira foi mais uma vez marcada pela expressiva queda nos preços dos contratos futuros do minério de ferro na bolsa de mercadorias da cidade de Dalian, na China. O ativo com o maior volume de negócios, com data de vencimento para janeiro de 2020, a desvalorização foi de 2,83% a 618,00 iuanes por tonelada, o que representa variação diária de 18 iuanes.

Por outro lado, a jornada foi positiva nos papéis futuros mais relevantes do vergalhão de aço, que são transacionados na bolsa de mercadorias da também chinesa cidade de Xangai. O contrato com maior liquidez, com entrega para outubro deste ano, somou 20 iuanes para 3.715 iuanes por tonelada. Já o de janeiro de 2020, segundo mais negociado, somou 7 iuanes para 3.470 iuanes por tonelada.

Já os futuros do petróleo operam com expressiva desvalorização nesta quinta-feira. Em Londres, o Brent cai 2,45%, ou US$ 1,46, a US$ 58,02. Já em Nova York, o barril do tipo WTI recua 1,68%, ou US$ 0,93, a US$ 54,30.

MERCADO CORPORATIVO

- BR Distribuidora (SA:BRDT3)

A empresa de combustíveis BR Distribuidora (SA:BRDT3) realizará Assembleia Geral Extraordinária em 18 de setembro para a eleição de nove membros do Conselho de Administração e um do Conselho Fiscal, após a companhia ter sido privatizada pela Petrobras (SA:PETR4) em julho, informou em fato relevante nesta quinta-feira.

A assembleia também irá deliberar sobre a destituição dos membros do conselho indicados pela Petrobras (SA:PETR4), pelos empregados e pelo Ministério da Economia e do membro do Conselho Fiscal indicado pelo Ministério da Economia e sobre a designação do presidente do colegiado.

A Petrobras (SA:PETR4), sua antiga controladora, reduziu sua participação na BR para 37,5%, levantando 9,6 bilhões de reais na bolsa paulista B3 em julho.

Será avaliada ainda na assembleia indicação para ser revista a estrutura de remuneração dos administradores, de modo a se adotar uma política de incentivos voltada a um maior alinhamento de interesses de curto e longo prazos proporcionais a metas adequadas.

- Via Varejo (SA:VVAR3)

A Via Varejo (SA:VVAR3) teve prejuízo líquido de 154 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo resultado positivo de 14 milhões registrado um ano antes, informou a dona das redes Ponto Frio e Casas Bahia nesta quarta-feira.

A empresa, que até recentemente era controlada pelo GPA (SA:PCAR4), divulgou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de 388 milhões de reais no período, uma queda de 38,7% na comparação anual.

Analistas, em média, esperavam prejuízo líquido de 166,7 milhões de reais e Ebitda de 283,3 milhões, segundo dados da Refinitiv.

"Apesar de ainda vivermos um trimestre desafiador, temos plena confiança na capacidade da companhia em reverter os resultados", afirmou a Via Varejo (SA:VVAR3) no relatório. "Já visualizamos uma tendência positiva nesses nossos primeiros 45 dias, e seguimos trabalhando para executar a nova estratégia definida, em um processo de recuperação gradual e consistente ao longo dos próximos períodos", acrescentou a empresa.

- SLC

A SLC Agrícola (SA:SLCE3), uma das maiores produtoras de grãos e oleaginosas do país, afirmou nesta quarta-feira que já travou preços de algodão e soja para mais de 90% de sua produção de 2018/19, com valores acima do mercado.

"Em termos de preços de venda, nossa consolidada política de hedge também se apresenta como uma fortaleza em um cenário mais desafiante", disse a companhia, ao reportar resultados trimestrais.

A empresa disse ter travado valores de algodão para o ano com preço médio de 79,5 centavos de dólar por libra-peso, "patamar bastante superior ao mercado spot internacional no momento, e que inclui também os prêmios capturados pela venda direta de aproximadamente 1/3 da produção".

"Na soja, também já superarmos a marca de 90% da produção vendida para 2019, a 10,15 dólares por bushel (base porto), um nível de preços também superior ao que o mercado oferece atualmente."

- Marfrig (SA:MRFG3)

A Marfrig (SA:MRFG3) reverteu no segundo trimestre prejuízo de quase 600 milhões de reais sofrido um ano antes, obtendo um terceiro lucro trimestral consecutivo apoiada em melhor desempenho operacional, apesar de interrupção de 10 dias em exportações do Brasil para a China no período.

A companhia, maior produtora de hambúrgueres do mundo, teve lucro líquido de 86,5 milhões de reais no segundo trimestre, ante média de previsões de analistas de 134,8 milhões de reais segundo dados da Refinitiv.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 1,11 bilhão de reais, alta de cerca de 13 por cento no comparativo anual. Analistas, em média, esperavam 1,04 bilhão de reais para esta linha.

"Os resultados acumulados no primeiro semestre de 2019 e a tendência positiva esperada para o próximo semestre nos fazem reiterar o guidance divulgado no primeiro trimestre", afirmou a Marfrig (SA:MRFG3) no balanço.

- Biosev (SA:BSEV3)

A Biosev (SA:BSEV3), produtora de açúcar e etanol controlada pela empresa de commodities Louis Dreyfus, reportou nesta quarta-feira um prejuízo trimestral de 169 milhões de reais, 66,7% menor em relação ao prejuízo registrado em igual período do ano passado, devido a efeitos positivos do câmbio e por redução de custos, informou a empresa.

A Biosev (SA:BSEV3) disse que processou 10,88 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no trimestre, 3,4% a menos que no mesmo período de 2018, em parte por conta de um início tardio da colheita.

A companhia atingiu um recorde para o período de alocação de cana para a produção de etanol, com 66,3%, otimizando suas instalações para produzirem o biocombustível, que atualmente gera retornos financeiros maiores que o açúcar.

O Ebitda ajustado, uma medida de geração de caixa, aumentou 13% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, para 291 milhões de reais.

- JBS (SA:JBSS3)

A JBS (SA:JBSS3) informou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de 2,18 bilhões de reais no segundo trimestre, superando as expectativas dos analistas, já que um surto de febre suína africana na China impulsionou as exportações.

O lucro da empresa antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou 5,099 bilhões de reais, um recorde e acima das expectativas dos analistas de 4,535 bilhões de reais, segundo dados da Refinitiv.

A receita líquida avançou 12,5%, para 50,8 bilhões de reais.

O resultado saiu no mesmo dia em que a rival Marfrig (SA:MRFG3), maior produtora de hambúrgueres do mundo, divulgou resultado que mostrou reversão de prejuízo de um ano antes e crescimento de 13% no Ebitda, a 1,11 bilhão de reais.

- Natura (SA:NATU3)

A Natura (SA:NATU3) divulgou nesta quarta-feira que o lucro do segundo trimestre mais que dobrou sobre um ano antes, apoiado em vendas fortes em todos os segmentos e em esforços de controle de custos.

A empresa teve alta de 109,4% no lucro líquido do período sobre um ano antes, a 66,6 milhões de reais ante expectativa média de analistas de 61,7 milhões, segundo dados da Refinitiv.

"Todas as nossas três marcas (Natura (SA:NATU3), Aesop e The Body Shop) contribuíram para uma boa performance no trimestre", afirmou a empresa no balanço, acrescentando que espera concluir a aquisição da Avon no começo de 2020.

- TAG

A Transportadora Associada de Gás (TAG) deverá investir cerca de 1 bilhão de reais nos próximos cinco anos, principalmente em manutenção e medidas de reforço de segurança da rede, afirmou nesta quarta-feira o diretor-presidente da companhia, Gustavo Labanca, após participar de evento no Rio de Janeiro.

A venda de 90% da TAG pela Petrobras (SA:PETR4) foi concluída em junho para o grupo formado pela elétrica francesa Engie (SA:EGIE3) e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), permitindo uma entrada em caixa para a petroleira estatal de 33,5 bilhões de reais.

"Tem uma série de investimentos que são necessários para garantir a segurança da malha, integridade", afirmou Labanca a jornalistas, ao participar de evento sobre gás natural do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP).

Alguns aportes, segundo Labanca, precisam ser feitos de imediato. "Estamos fazendo também uma análise mais minuciosa de toda a malha para ver onde vamos ter que fazer algum tipo de intervenção para priorizar."

- Ultrapar (SA:UGPA3)

A Ultrapar (SA:UGPA3) viu seu lucro cair praticamente à metade no segundo trimestre, refletindo a queda ou estagnação da receita de todas as suas principais linhas de negócios.

O grupo, que reúne negócios nas áreas de distribuição de combustíveis, química e rede de drogarias, anunciou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de 120,7 milhões de reais no período, quase metade do apurado em igual período de 2018.

O resultado também veio bem abaixo da previsão média de analistas consultados pela Refinitiv para o período, de 250,5 milhões de reais.

O desempenho operacional do conglomerado medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou 677,2 milhões de reais de abril a junho, queda de 5,7% ano a ano e também menor do que os 831,1 milhões de reais da previsão média de analistas da Refinitiv.

- Trisul (SA:TRIS3)

A construtora e incorporadora Trisul (SA:TRIS3) anunciou nesta quarta-feira ter contratado o BTG Pactual (SA:BPAC11) e o Bradesco BBI para coordenar uma possível oferta primária de ações.

Em fato relevante, a companhia afirmou também que decidiu descontinuar a divulgação de projeções financeiras.

"A potencial oferta está sujeita às condições do mercado de capitais brasileiro e internacional e às aprovações societárias da companhia", afirmou a Trisul (SA:TRIS3) no documento.

- Stone

A empresa de meios de pagamento Stone teve lucro líquido de 172 milhões de reais no segundo trimestre, alta de cerca de 173% ante mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta quarta-feira.

O resultado veio com um salto de 68,6% na receita, para 586,2 milhões de reais, enquanto o custo de serviços avançou 43,5% e as despesas administrativas subiram 32,4%.

A empresa encerrou o segundo trimestre com 360,2 mil clientes ativos, alta de 79,5% sobre mesmo período de 2018. As adições líquidas no período cresceram 26,5%, para 50,5 mil.

A Stone compete com companhias como Mercado Pago e PagSeguro (NYSE:PAGS) e também com grupos mais tradicionais no setor como Cielo (SA:CIEL3) e Rede.

- Petrobras (SA:PETR4)

A Petrobras (SA:PETR4) realizou nesta quarta-feira pré-pagamento integral de contrato de 3 bilhões de dólares de financiamento com o China Development Bank (CDB), além de ter notificado a instituição chinesa sobre o pagamento antecipado de outro empréstimo, de 5 bilhões de dólares, a ser realizado em 16 de dezembro deste ano.

Com o pagamento, a Petrobras (SA:PETR4) afirmou que não terá mais a obrigação de fornecer 100 mil barris de óleo equivalente por dia para empresas chinesas, pelo prazo do financiamento.

O financiamento de 3 bilhões de dólares venceria em 2024, e o outro, em 2027.

"As operações estão em linha com a estratégia de gerenciamento de passivos da companhia, que visa à melhora do perfil de amortização e do custo da dívida, levando em consideração a meta de desalavancagem...", disse a Petrobras (SA:PETR4).

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro

O presidente começa a quinta-feira se reunindo com Onyx Lorenzoni, Ministro-Chefe da Casa Civil. Em seguida, toma café da manhã com os ministros, Tarcísio Gomes de Freitas (Infraestrutura); Jorge Antônio de Oliveira (Secretaria-Geral da Presidência), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo); Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além do Deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB/SC), Vice-Líder do Governo no Congresso Nacional; e Bancada Catarinense.

O presidente ainda recebe: Francis X. Suarez, Prefeito de Miami/EUA; Antônio Augusto Amaral Filho, Presidente da Jovem Pan; e Augusto Nunes, Jornalista; Senador Major Olimpio (PSL/SP), Líder do PSL no Senado Federal. Bolsonaro fecha o dia participando da cerimônia de entrega da Medalha Mérito Mauá.

- Paulo Guedes

O ministro da Economia começa o dia com audiência com o presidente do Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), Affonso Pastore e, em seguida, com investidores indianos.

Guedes participa ainda de palestra na 20° Conferência Anual Santander (SA:SANB11) e do encerramento 19º Seminário sobre Gás Natural.