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Calendário Econômico - 5 principais eventos desta semana

18/08/2019 13h02

Esta semana os investidores estarão de olho para saber como o Federal Reserve pode responder aos medos de recessão levantados pela inversão da curva de juros dos títulos do Tesouro norte-americanos.

O Fed realizará sua reunião anual em Jackson Hole no final da semana, com o presidente Jerome Powell programado para falar no fórum na sexta-feira. O Fed publicará na quarta-feira a ata de sua reunião de julho, quando reduziu as taxas de juros pela primeira vez desde a crise financeira.

Isso, junto com a ata do Banco Central Europeu, os dados econômicos e os resultados da bolsa oferecerão aos investidores muita coisa para pensar. Veja o que você precisa saber para começar sua semana.

1. Jackson Hole

Na quinta-feira, as autoridades do Fed estarão reunidas em Jackson Hole, no estado de Wyoming, para uma reunião anual que será examinada pelos investidores para buscar quaisquer indicações sobre o futuro caminho da política monetária. O destaque do fórum será um discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, na sexta-feira.

Os mercados já apostam em um corte de juros de um quarto de ponto em setembro, agora que a tão esperada inversão da curva de juros de dois anos e de 10 anos do Tesouro realmente aconteceu. No entanto, não está claro se o Fed ainda pode estar tentado a se mover de forma mais agressiva para evitar uma potencial recessão econômica em um cenário de crescente tensão comercial entre os EUA e a China.

2. Ata da reunião do Fed

O banco central americano deve publicar a ata de sua reunião de julho na quarta-feira, que revelará a força do apoio ao seu primeiro corte de taxa em mais de uma década. Powell descreveu-o como um "ajuste de ciclo intermediário", em vez do início de um grande ciclo de atenuação.

A decisão não foi unânime, com dois membros do FOMC votando contra um corte de taxa citando sinais de força na economia, mas dado o que aconteceu nos mercados de títulos e ações desde então, os formuladores de política podem agora considerar se os cortes de 'segurança' poderiam se tornar ciclo completo de flexibilização.

3. Ata da reunião do BCE

O BCE divulgará a ata de sua reunião de julho na quinta-feira. Naquele encontro, a política permaneceu inalterada, mas o BCE ajustou suas orientações futuras para indicar que as taxas poderiam baixar, estabelecendo as bases para um corte em setembro. O BCE também indicou que poderia reviver seu programa de flexibilização quantitativa (QE ou quantitative easing, na expressão em inglês) nos próximos meses.

Antes da divulgação da ata, os investidores receberão uma atualização sobre a saúde dos setores de indústria e serviços da zona do euro. Os dados do PMI da Alemanha serão acompanhados de perto após a maior economia da zona do euro se contrair no segundo trimestre, alimentando temores sobre a perspectiva de uma recessão.

4. Dados econômicos

O calendário de dados econômicos dos EUA é leve nesta semana, com relatórios sobre as vendas de imóveis usados e as vendas de imóveis novos (ambos apoiadas por uma confiança do consumidor firme, aumento dos salários e queda nas taxas de hipoteca).

O Canadá deve divulgar relatórios sobre inflação, vendas no varejo e indústria nesta semana, antes de sua estimativa revisada para o PIB do segundo trimestre, que será divulgada na próxima semana.

5. Resultados do varejo

Os ganhos no varejo continuarão esta semana com a grande varejista Target e a rede de materiais de construção Home Depot que devem publicar seus resultados trimestrais. A Lowe's, a Kohls e a TJX estão entre alguns dos outros varejistas que também vão divulgar números que oferecerão aos investidores insights sobre como os gastos do consumidor estão se mantendo.

Na quinta-feira passada, o gigante do setor Walmart impulsionou sua previsão de lucros para o resto do ano e divulgou um salto na estimativa de vendas comparáveis ??do segundo trimestre nos Estados Unidos. Isso, juntamente com um relatório otimista sobre as vendas no varejo dos EUA, ajudaram a aliviar os temores de que a economia estivesse entrando em recessão diante do cenário de tensão comercial e desaceleração do crescimento no exterior.

- A Reuters contribuiu para esta matéria