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ABERTURA: Ensaio de otimismo comercial faz Ibov futuros saltar para os 100 mil pts

29/08/2019 09h29

O índice futuro do Ibovespa abriu a sessão desta quinta-feira com ganhos de 1,63% aos 100.010 pontos, mas reduziu o ímpeto às 09h25, quando retornou aos 99 mil pontos com uma alta de 1,4%. A sessão deve ser bastante movimentada com o noticiário agitado. O mercado deve ficar atento aos números do PIB do Brasil e dos Estados Unidos e também reagir à decisão da Argentina de negociar com o Fundo Monetário Nacional (FMI) a prolongamento de seus empréstimos. Além disso, o alívio nas tensões comerciais entre EUA e China favorece os mercados.

O dólar, com isso, opera com uma leve baixa. A moeda americana é negociada a R$ 4,41498, queda de 0,43%.

- Mercado Interno

O Produto Interno Bruto (PIB) registrou variação positiva de 0,4% no segundo trimestre de 2019 (comparado ao primeiro), na série com ajuste sazonal. Na comparação com igual período de 2018, o PIB subiu 1,0%. No ano (primeiro semestre), a alta é de 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2019 alcançou 1,0%, comparado aos quatro trimestres imediatamente anteriores.

Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2019 totalizou R$ 1,780 trilhão, sendo R$ 1,523 trilhão referente ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 256,9 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

Os preços no atacado passaram a cair e o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,67% em agosto depois de avançar 0,40% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda no mês de 0,66%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve em agosto recuo de 1,14%, após subir em julho 0,40%.

- Argentina

A Argentina vai iniciar um processo para estender os prazos de vencimento de sua dívida com credores privados e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), como forma de assegurar sua capacidade de pagamento, afirmou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Hernan Lacunza.

As medidas buscarão prorrogar os prazos da dívida de curto prazo nas mãos de investidores institucionais, os bônus emitidos sob legislação doméstica e sob legislação estrangeira, sem reduzir seu principal nem os juros, acrescentou.

O banco central da Argentina continuará com a política monetária restritiva e intervenções no mercado de câmbio para moderar a volatilidade da moeda, disse o presidente da entidade, Guido Sandleris, em comunicado nesta quinta-feira.

"As decisões tomadas priorizam o uso de reservas internacionais para preservar a estabilidade monetária e financeira, mesmo que isso implique atrasar o pagamento a grandes investidores de dívida pública", disse Sandleris no comunicado.

- Guerra Comercial

A China e os Estados Unidos estão discutindo a próxima rodada de negociações comerciais presenciais marcada para setembro, mas as expectativas de avanço dependem da capacidade dos EUA de criarem condições favoráveis, disse nesta quinta-feira o Ministério do Comércio da China.

Na mais recente intensificação da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma taxa adicional de 5% sobre cerca de 550 bilhões de dólares em produtos chineses.

A medida foi anunciada horas depois de a China divulgar tarifas retaliatórias sobre 75 bilhões de dólares em mercadorias norte-americanas.

A China espera que os EUA possam cancelar as tarifas adicionais planejadas para evitar uma piora da disputa, disse o porta-voz do Ministério do Comércio, Gao Feng, a repórteres nesta quinta-feira.

- Agenda Externa

A exemplo do Brasil, será divulgado também hoje nos EUA os números revisados do PIB do segundo trimestre. A expectativa do mercado é de um crescimento de 2,0% entre abril e junho, ante leitura anterior de 2,1%.

BOLSAS INTERNACIONAIS

Em TÓQUIO, o índice Nikkei recuou 0,09%, a 20.460 pontos. Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,34%, a 25.703 pontos. Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,10%, a 2.890 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,33%, a 3.790 pontos.

Nos mercados acionários da Europa, a quinta-feira aponta ser um dia de ganhos para os mercados. Em Frankfurt, o DAX soma 1,16% aos 11.837 pontos, enquanto que em Londres, o FTSE avança 1,11% aos 7.193 pontos. Já em Paris, o CAC tem ganhos de 1,42% aos 5.445 pontos.

COMMODITIES

A jornada desta quinta-feira foi marcada pela estabilidade dos preços dos contratos futuros do minério de ferro, que são negociados na bolsa de mercadorias da cidade chinesa de Dalian. O ativo com o maior volume de negócios, de janeiro de 2020, abriu negociado a 610 iuanes por tonelada, chegando ao pico de 618,50 iuanes, mas acabou estável em relação ao fechamento do after a 580 iuanes por tonelada.

No caso do vergalhão de aço, a sessão teve rumos distintos para os principais vencimentos os papéis futuros, que são transacionados na bolsa de mercadorias da também chinesa cidade de Xangai. O contrato mais líquido, com entrada para o próximo mês de janeiro, caiu 20 iuanes para 3.266 iuanes por tonelada. Já o segundo mais negociado, de outubro deste ano, somou 3 iuanes para 3.587 iuanes por tonelada.

No caso do petróleo, a quinta-feira registra ganhos para os principais contratos. O barril do tipo WTI, negociado em Nova York, soma 0,68%, ou US$ 0,38, a US$ 56,16. Já em Londres, o Brent avança 0,07%, ou US$ 0,04, a US$ 59,97.

MERCADO CORPORATIVO

- Petrobras (SA:PETR4)

A Petrobras (SA:PETR4) elevou os preços da gasolina em suas refinarias em cerca de 0,05 real por litro, o que representa uma alta de cerca de 3,5% para a gasolina tipo "A" e 3% para a gasolina premium, segundo informações publicadas pela estatal em seu website nesta quarta-feira.

O reajuste nos valores é o primeiro desde 16 de agosto, quando a petroleira havia reduzido as cotações em 10 centavos por litro. Os preços do diesel foram mantidos sem reajuste.

Segundo a Petrobras (SA:PETR4), os valores dos combustíveis são baseados no valor de paridade de importação, que envolve as cotações internacionais dos produtos e os custos para os importadores. O repasse ao consumidor depende das estratégias das distribuidoras.

- Neoenergia

A elétrica Neoenergia NEOE3.SA, controlada pelo grupo espanhol Iberdrola (MC:IBE.MC), tem um porfólio de projetos eólicos e solares que somam 1,5 gigawatt em capacidade já prontos para habilitação em leilões do governo ou para a venda da produção futura em contratos no chamado mercado livre de eletricidade, disse nesta quarta-feira o presidente da companhia Mario Ruiz-Tagle.

"A gente está avaliando projetos de geração para o mercado livre, porque, claramente, você vê uma tendência", afirmou o executivo a jornalistas após participar de evento do setor no Rio de Janeiro.

Ele ponderou que as últimas licitações do governo, para atender à demanda de distribuidoras, que atendem consumidores finais, já registraram demanda baixa, com diversos investidores usando a estratégia de "guardar" parte da capacidade para venda no mercado livre, a preços maiores.

Na área de distribuição, a Neoenergia pode avaliar oportunidades, embora os maiores esforços sejam no momento em investimentos nas quatro concessionárias que já controla no país, que devem receber 14 bilhões de reais em investimentos até 2022.

- Soja

A criadora de peixes Mowi, maior produtora de salmão do mundo, pode interromper aquisições de soja do Brasil para suas unidades de piscicultura caso o país não reduza o desmatamento na Amazônia, disse a empresa norueguesa nesta quarta-feira.

Os incêndios na floresta amazônica avançaram neste ano, enquanto as políticas de proteção ambiental brasileiras foram enfraquecidas, gerando uma forte reação internacional contra o presidente Jair Bolsonaro e seu governo.

"O tratamento dado à Amazônia é inaceitável. A Mowi terá de considerar a busca por outros fornecedores de matérias-primas para ração, a não ser que a situação melhore", disse em um comunicado a diretora de Sustentabilidade da empresa, Catarina Martins.

- Cessão Onerosa

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a distribuição a Estados e municípios de parcela de recursos que serão arrecadados eventualmente em mega leilão de áreas de petróleo previsto para novembro.

A União prevê arrecadar 106,561 bilhões de reais em bônus de assinatura com o leilão do excedente da cessão onerosa, marcado para 6 de novembro, caso todas as áreas sejam arrematadas.

O texto da PEC obriga a União a transferir 15% dos valores arrecadados a Estados e 15% a municípios. Também exclui essa transferência do teto de despesas primárias do orçamento da União, o teto de gastos.

Uma parte do valor arrecadado com o leilão também será utilizada para pagar a Petrobras (SA:PETR4), com quem a União acertou as contas após uma renegociação do contrato original da cessão onerosa.

- Setor Elétrico

O Ministério de Minas e Energia vai apresentar em cerca de um mês as "linhas gerais" de propostas para modernizar a regulamentação do setor elétrico, em uma reforma que deve trazer mudanças "grandes" e "importantes" no atual modelo, disse nesta quarta-feira o secretário de energia da pasta, Ricardo Cyrino.

A concretização das alterações, no entanto, deve ser gradual, com regras de transição e diálogo com as empresas do mercado e consumidores, apontou ele, acrescentando que o processo será mais profundo que uma revisão do marco regulatório em 2004, no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao falar durante o Enase, evento do setor no Rio de Janeiro, Cyrino comparou o trabalho à montagem de um quebra-cabeças, dada a complexidade das regras e à possibilidade de algumas medidas causarem efeitos não previstos, como em tentativa do governo Dilma Rousseff de reduzir as contas de luz em 2012 que acabou levando as tarifas a dispararem nos anos seguintes.

- Termelétricas

O Ministério de Minas e Energia está preparando uma consulta pública sobre proposta de realizar um leilão para substituir contratos de termelétricas antigas que vencerão até 2023 por projetos mais eficientes e baratos, disse nesta quarta-feira um representante da pasta.

O certame, que provavelmente aconteceria em 2020, utilizaria regras para contratação de energia de usinas existentes, mas com abertura também para novos projetos, e poderia envolver uma capacidade total de mais de 3 gigawatts, segundo o secretário de energia elétrica do ministério, Ricardo Cyrino.

Ele afirmou que há expectativa de que um programa do governo para fomentar competição e redução de custos do gás natural ajude a criar condições para que as térmicas antigas, a maior parte delas a óleo, possa ser substituída por geração a gás, menos poluente e com custo menor.

AGENDA DE AUTORIDADES

- Jair Bolsonaro

O presidente começa a quinta-feira com um café da Manhã com Deputado José Medeiros (PODE/MT) e Bancada de Mato Grosso, recebendo em seguida Abraham Weintraub, Ministro da Educação. Ainda pela manhã tem reunião com Marcos Cintra, Secretário da Receita Federal.

Na parte da tarde, participa da solenidade de Lançamento do Projeto em Frente Brasil.

- Paulo Guedes

O ministro da Economia participa do café da manhã com o presidente Bolsonaro, antes de cumprir uma agenda de reuniões. Confira a programação:

- Reunião do Conselho Nacional de Política Energética – CNPE;

- Reunião semanal com o secretário especial de Comércio Exterior, Marcos Troyjo;

- Reunião do Conselho Monetário Nacional.