PUBLICIDADE
IPCA
0,64 Set.2020
Topo

Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado desta segunda-feira

16/09/2019 08h29

Os mercados mundiais reagiram aos ataques às instalações de petróleo da Arábia Saudita com um aumento nos preços do petróleo. Enquanto isso, os trabalhadores da GM entram em greve, e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson se encontra com o presidente da Comissão da UE, Jean-Claude Juncker, na tentativa de resolver o impasse do Brexit. Aqui está o que você precisa saber sobre os mercados financeiros internacionais nesta segunda-feira, 16 de setembro.

1. Um choque no petróleo

O presidente Donald Trump disse que autorizaria liberações de petróleo da Reserva Estratégica de Petróleo dos EUA para manter o mercado de petróleo bem abastecido depois que ataques de drones derrubaram mais da metade da capacidade de processamento de petróleo da Arábia Saudita no fim de semana.

Trump também disse que "informou todas as agências apropriadas para agilizar as aprovações dos oleodutos atualmente em processo de licença no Texas e em vários outros Estados".

Os preços do petróleo atingiram seu nível mais alto desde maio no final de semana, pois os ataques não apenas interromperam 6% do suprimento mundial de petróleo, mas também aumentaram o espectro de guerra entre os EUA e o Irã, ameaçando interrupções maiores e mais amplas no suprimento, à medida em que o Secretário de Estado Mike Pompeo já havia culpado o Irã pelos ataques. O Irã disse que estava pronto para uma "guerra plena", enquanto Trump disse que os EUA estavam "armados e carregados" enquanto aguardavam a Arábia Saudita para verificar as suspeitas de Washington.

Às 8h24 (horário de Brasília), o contrato futuro de referência dos EUA, o WTI estava em US$ 59,88 por barril, um aumento de 9,27% no final da sexta-feira, mas abaixo da máxima de mais de US$ 63 por barril no fim de semana, quando subiu 15.65%, a maior alta intradiária desde 1998. Já a referência internacional, o Brent, negociado em Londres, ficou em US$ 66,34 por barril, expressiva alta de 10,16%. Mais cedo, o Brent chegou a ser negociado a US$ 71,95, alta de 19,5%, o maior ganho intradiário desde a Guerra do Golfo em 1991.

2. Economia chinesa sob pressão

Os dados econômicos mais recentes da China continuaram mostrando uma economia sob crescente estresse, não apenas em razão da guerra comercial, mas de décadas de excesso de investimento e crescimento impulsionado por dívidas.

A produção industrial cresceu na taxa mais baixa desde 2002 em agosto, segundo dados compilados pelo Investing.com, enquanto o crescimento nas vendas no varejo e no investimento em ativos fixos também ficou aquém das expectativas.

Os números são ainda mais surpreendentes, diante de um cenário de expectativas de que os números poderiam ser manipulados antes das celebrações de outubro, marcando o 70º aniversário do Partido Comunista.

Nos EUA, o calendário de dados é liderado hoje pelo lançamento da pesquisa industrial Empire State de Nova York às 9h30 da manhã.

3. Tendência de abertura em baixa em Wall Street

As bolsas de valores dos EUA devem abrir em baixa na sequência das notícias do Oriente Médio.

Às 8h26, os contratos do Dow 30 e do futuros do S&P 500 caíam 0,4%, recuando ainda mais depois de deixar de registrar novas máximas históricas na sexta-feira. O contrato futuro do Nasdaq 100 caía 0,69%.

Os setores que estarão em destaque na segunda-feira incluem petróleo e gás, que podem esperar ganhos inesperados, e companhias aéreas e empresas de logística, que terão que levar em consideração os custos mais altos de combustível.

As ações asiáticas e europeias foram negociadas amplamente em baixa, com os dados chineses reforçando o tom negativo.

4. Greve do UAW atinge a GM

Quase 50.000 trabalhadores da General Motors (NYSE:GM) entraram em greve na segunda-feira em busca de maiores salários e compromissos de investimento, a maior ação industrial a atingir a empresa desde 2007.

Os trabalhadores fecharam 33 fábricas e 22 centros de distribuição de componentes de peças nos EUA. Não está claro quanto tempo durará a paralisação, mas as negociações entre os dois lados devem ser retomadas às 11h.

O sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística, UAW na sigla em inglês, transformou a GM em sua empresa-alvo este ano, e qualquer acordo que fechar será usado como modelo para negociações com a Ford Motor (NYSE:F) e a Fiat Chrysler (NYSE:FCAU) também.

5. Johnson se encontrará com Juncker em meio ao impasse do Brexit

A libra britânica está se consolidando logo abaixo das máximas de seis semanas alcançadas no final da semana passada, à medida que os temores de um Brexit desordenado diminuíram.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, se reunirá hoje com o atual presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, para discutir como superar as diferenças entre os dois lados, que giram principalmente em torno do futuro tratamento regulatório na fronteira entre a Irlanda do Norte - território britânico - e a Irlanda.

Nenhum dos lados tem muito espaço para manobras políticas, e uma grande inovação é vista como improvável. No entanto, a mão de Johnson foi reforçada por pesquisas de opinião no fim de semana, mostrando que seu Partido Conservador ainda mantém uma clara liderança sobre os rivais, enquanto ele consolida o voto para "deixar" antes de uma provável eleição geral no final do outono.