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Petrobras tem forte alta com ataque na Arábia Saudita; Gol e Azul lideram perdas

16/09/2019 10h47

A disparada do preço do barril do petróleo, após os ataques no final de semana nos campos de produção da Arábia Saudita, tem forte impacto nas ações de companhias dependentes das commodities, com Petrobras (SA:PETR4) registrando forte valorização, enquanto as aéreas Gol (SA:GOLL4) e Azul (SA:AZUL4) estão na ponta oposta e puxam as perdas do Ibovespa.

Por volta das 10h35, as ON da Petrobras (SA:PETR4) avançavam 3,44% a 30,67, enquanto as ON (SA:PETR3) somavam 3,16% a R$ 27,72. A Ultrapar (SA:UGPA3) também aproveita o momento e ganhava 1,20% a R$ 17,72. Já do lado oposto, as aéreas Gol (SA:GOLL4) e Azul (SA:AZUL4) caiam, respectivamente, 5,12% (R$ 32,89) e 4,83% (R$ 48,99).

Disparada

Os preços do petróleo chegaram a disparar quase 20% em certo ponto nesta segunda-feira, com o Brent apresentando o maior ganho intradiário desde a Guerra do Golfo em 1991, após um ataque sobre instalações sauditas no fim de semana ter cortado pela metade a produção do reino.

Os preços caíram das máximas depois que o presidente norte-americano Donald Trump autorizou o uso de estoques de emergência de seu país para assegurar a estabilidade do suprimento.

O petróleo Brent subia US$ 6,14, ou 10,20%, a US$ 66,36 por barril por volta das 10h40. O petróleo dos Estados Unidos (WTI) avançava US$ 5,12, ou 9,34% por cento, a US$ 59,92 por barril.

O Brent chegou a tocar US$ 71,95 mais cedo, alta de 19,5%, maior alta intradiária desde 14 de janeiro de 1991. O petróleo nos EUA chegou a subir 15,5%, para 63,34 dólares, maior alta intradiária desde 22 de junho de 1998.

Ataque

O grupo Houthi, do Iêmen, alinhado ao Irã, disse ter atacado duas grandes instalações petrolíferas no centro da indústria de petróleo da Arábia Saudita no sábado, destruindo mais da metade da produção do reino saudita, em uma ação que deverá elevar os preços do petróleo e aumenta as tensões no Oriente Médio.

Os ataques reduziram a produção do reino em 5,7 milhões de barris por dia (bpd), de acordo com comunicado da empresa estatal de petróleo Saudi Aramco, ou mais de 5 por cento do suprimento global de petróleo.

Os ataques ocorrem após outros ataques transfronteiriços às instalações de petróleo sauditas e a navios petroleiros nas águas do Golfo, mas estes foram os mais atrevidos até agora, prejudicando temporariamente grande parte da capacidade de produção do país. A Arábia Saudita é o maior exportador do mundo, transportando mais de 7 milhões de barris de petróleo para destinos globais todos os dias.

O alcance e precisão dos bombardeios realizados por drones contra refinarias da Arábia Saudita no sábado sugere que o ataque não foi conduzido por Houthis e que foi promovido a partir da direção oeste-noroeste, não do sul, a partir do Iêmen, disse uma autoridade dos Estados Unidos, neste domingo.

"Não há dúvida de que o Irã é responsável. Não importa como você analise, não há escapatória. Não há outro candidato. A evidência aponta para nenhuma outra direção além daquela que torna o Irã responsável por isso", disse a autoridade à Reuters.

Com Reuters.