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Romi avança após autorização para levantamento de depósito judicial de R$89 mi

18/09/2019 14h46

A Indústrias Romi (SA:ROMI3) informou na manhã desta quarta-feira que a Justiça Federal autorizou o levantamento dos depósitos judiciais realizados nos autos do Mandado de Segurança, referentes aos valores do PIS e da Cofins correspondentes à exclusão do ICMS de sua base de cálculo, no valor aproximado de R$ 89 milhões.

Desta forma, por volta das 14h45, as ações da companhia eram negociadas com alta de 0,65% a R$ 13,93.

A companhia destaca que o impacto no lucro líquido já foi reconhecido nas demonstrações financeiras da companhia relativas ao 1º trimestre de 2019, quando teve lucro líquido de R$ 87,3 milhões, valor 4.654,90% superior ao lucro líquido apurado no mesmo período do ano anterior (R$ 1,84 milhão). Na comparação com o 4º trimestre de 2018 (lucro líquido de R$ 21,04 milhões), houve um crescimento de 314,92%.

Em março, a companhia informou o trânsito em julgado, do mandado de segurança impetrado pela companhia em face da União Federal no ano de 2006, objetivando a exclusão do valor do ICMS devido da base de cálculo da contribuição ao PIS e da COFINS.

Na época, a Romi (SA:ROMI3) informou que estava apta a iniciar o procedimento de habilitação dos créditos, referentes aos valores do PIS e da COFINS correspondentes à exclusão do ICMS de sua base de cálculo, no valor atualizado aproximado de R$ 138 milhões (R$ 86 milhões referentes a depósitos judiciais e R$ 52 milhões referentes a créditos tributários), antes dos tributos incidentes.

Já no segundo trimestre do ano, a companhia reportou que encerrou com prejuízo líquido ajustado de R$ 174 mil, uma melhora em relação as perdas de R$ 18,263 milhões do começo do ano, mas uma queda na comparação com o lucro de R$ 5,37 milhões do mesmo período de 2018.

No período, a receita operacional líquida foi de R$ 167,859 milhões, contra R$ 120,766 milhões dos três primeiros meses do ano, alta de 39%. Já na comparação com o mesmo período de 2018, o crescimento foi de 6,2%, quando as receitas foram de R$ 158,119 milhões.

O Ebitda ajustado do segundo trimestre foi de R$ 6,688 milhões, o que reverte o resultado negativo de R$ 9,616 milhões do período entre janeiro e março, mas fica abaixo dos R$ 9,969 milhões do mesmo período do ano passado. Desta forma, o Ebitda ajustado foi de 6,3% em 2018, para 4,0% entre abril e junho. No entanto, no primeiro trimestre foi negativo em 8%.