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IPO do BMG: Veja tudo o que você precisa saber sobre a oferta do banco mineiro

09/10/2019 17h20

O Banco BMG inicia nesta semana o período de reservas para o seu IPO que deverá movimentar cerca de R$ 1,5 bilhão. O Investing.com Brasil detalha abaixo a oferta inicial de ações do banco.

Essa é a segunda tentativa do banco mineiro de abrir seu capital na B3. Em fevereiro, o BMG informou que desistiu de ofertar as ações na bolsa, depois de ter suspendido a oferta em dezembro de 2018. Na época, condições contrárias do mercado e a transição política com a entrada do novo governo fizeram o preço ficar abaixo da expectativa dos vendedores, que cancelaram a estratégia.

Veja o calendário de IPO no Investing.com

Com os fortes dados do balanço do primeiro semestre de 2019, o banco voltou a considerar a abertura de capital e em 4 de outubro fez novo aviso ao mercado com dados sobre o novo IPO.

Resumo do IPO do BMG

A oferta pública de ações do BMG será basicamente de emissão primária de ações preferenciais – quando novas ações são emitidas e o dinheiro vai para o caixa do banco. Serão 103,45 milhões de novas ações preferenciais na oferta base, que se somam às 16,49 milhões que o fundador Flávio Pentagna Guimarães irá vender.

A oferta poderá ser ampliada em 20% - ou cerca de 24 milhões de ações - a critério do banco. Um lote suplementar de 15% poderá ser levado ao mercado, equivalente a 17,99 milhões de ações.

Não serão ofertadas ações ordinárias, que dão direito a voto. O controle seguirá nas mãos da família Pentagna Guimarães.

Preço por ação e volume da oferta

O banco definiu a faixa indicativa de preços da oferta de R$ 11,60 a R$ 13,40, mais apertada do que na tentativa anterior de IPO. Em 2018, a faixa foi de R$ 11,00 a R$ 14,00.

No preço médio de R$ 12,50, a oferta base levantará R$ 1,499 bilhão, dos quais R$ 1,22 bilhão entrarão direto no caixa do banco.

Caso a oferta adicional for colocada em sua totalidade, o banco receberá um aporte direto de R$ 1,44 bilhão.

Quem pode participar do IPO do BMG?

Os investidores de varejo poderão entrar no IPO do BMG com o investimento mínimo de R$ 3 mil na reserva. Os investidores de alta renda poderão fazer pedidos entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões.

Do total ofertado no IPO, entre 10% e 20% ficarão na mão do varejo, enquanto o maior percentual será disponibilizado para investidores institucionais, como fundos de investimento.

IPO do BMG terá lock-up?

Em um processo semelhante ao IPO da Vivara (SA:VIVA3), o BMG optou por fazer uma faixa VIP para os investidores que optarem pelo bloqueio de ações.

Os investidores do segmento private – aqueles com reserva de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões – terão um lock-up de 90 dias e prioridade na distribuição dos recursos.

Já os investidores que reservarem menos de R$ 1 milhão terão de optar por um lock-up de 45 dias para ganhar prioridade no rateio.

O que é o lock-up?

O lock-up – ou bloqueio de negociação – é uma restrição à venda do ativo por um período pré-estabelecido no prospecto. No caso do IPO do BMG, esse período varia entre 45 dias e 90 dias para investidores do varejo.

O objetivo é limitar a volatilidade nos primeiros dias de negociação, desestimulando uma estratégia conhecida como flip ou flipagem, que é reservar o papel para vender nas primeiras horas ou dias de negociação.

BMG entregará apenas units no IPO

Uma peculiaridade do IPO do BMG será a opção do banco de entregar somente units para os investidores.

Cada unit BMGB11 será composta por 1 ação preferencial BMGB4 e 3 recibos de subscrição. Cada recibo dará direito a receber 1 ação preferencial após a aprovação do aumento de capital pedida pelo BMG ao Banco Central.

Até a homologação do aumento de capital, não haverá a negociação de ações preferenciais do banco.

Os dois papéis serão negociados no Nível 1 de governança da B3.

Datas do IPO do BMG

Anote na agenda:

11 de outubro - Início do período de reserva

23 de outubro - Final do período de reserva

24 de outubro - Precificação do IPO

28 de outubro - Início de negociação na B3.

Destinação dos recursos do IPO

O prospecto do BMG estabelece que 45% do total líquido levantado com a oferta será investido na expansão dos negócios existentes, especialmente o cartão de crédito consignado e crédito em conta. Na oferta base e preço médio de R$ 12,50, essa parcela corresponde a cerca de R$ 552 milhões.

Percentual idêntico de 45% será aportado em novos produtos como o empréstimo consignado, que voltou ao portfólio do BMG em agosto de 2019; e produtos de adquirência.

Os 10% restantes da oferta – cerca de R$ 127 milhões – deverá ser empregado em inovação tecnológica e marketing, com foco no 'full digital banking'.

Free float do BMG

Ao final do IPO, o banco terá entre 19,9% e 22,9% do seu capital sendo negociado na B3. O tamanho do free float dependerá da opção por emissão dos lotes suplementares e adicionais.

Coordenadores do IPO

A oferta de ações do BMG será liderada pela XP e contará com o Itaú BBA como agente estabilizador. Também participam como coordenadores, o Credit Suisse, Brasil Plural e o BB-BI.

Lucro e balanço do BMG

O BMG registrou lucro líquido recorrente de R$ 182 milhões nos seis primeiros meses de 2019, um valor 51,6% acima dos R$ 120 milhões em igual período do ano anterior.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio, ROAE recorrente, ficou em 15,4% de janeiro a junho, 4,9 p.p. maior na comparação com os 10,5% de 2018.

O banco fechou 30 de julho com 3,8 milhões de clientes ativos, 500 mil abaixo do que um ao antes e carteira de crédito de R$ 10,261 bilhões, 12% maior na comparação com o final do primeiro semestre de 2018.

O BMG possui 4 milhões de cartões de crédito consignado, 2 mil correspondentes bancários e 620 mil lojas entre próprias e franqueadas da marca "help! Loja de Créditos". O banco já mapeou outras 648 localizações para novas unidades.

No digital, o BMG lançou no ano passado a marca 'meu BMG' que possui 450 mil contas ativas e receberá a fusão do BMG Invest Digital, que oferece os produtos de renda fixa.