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Queda do minério e menor produção pressionam ações da Vale e das siderúrgicas

14/10/2019 14h08

Na tarde desta segunda-feira na bolsa paulista, as ações da Vale (SA:VALE3) e das principais siderúrgicas operam em baixa devido a um cenário de queda nos preços do minério de ferro e uma menor produção siderúrgica, mesmo com o aumento do preço do produto pelo mercado chinês.

Por volta das 15h10, as ações da Vale (SA:VALE3) perdiam 1,23% a R$ 48,05, com Usiminas (SA:USIM5) recuando 1,3% a R$ 7,57, No caso da Gerdau (SA:GGBR4), queda era de 1,26% a R$ 10,96, com as de sua metalúrgica cedendo 0,33% a R$ 6,09. Já a CSN (SA:CSNA3) a queda era de 0,23% a 13,29.

Mais cedo, a Vale (SA:VALE3) informou que sua produção de minério de ferro somou 86,7 milhões de toneladas no terceiro trimestre, avanço de 35,4% frente ao trimestre anterior, embora tenha recuado 17,4% na comparação com mesmo período do ano passado.

A Vale (SA:VALE3) disse que a recuperação trimestral reflete a retomada das operações de Brucutu e o retorno parcial das operações de processamento a seco no Complexo Vargem Grande, anunciados em junho e julho, e projetou a volta à normalidade em mais capacidade.

"A Vale (SA:VALE3) espera retomar a produção remanescente de aproximadamente 50 milhões de toneladas até o final de 2021, uma vez que diversos marcos foram alcançados e outros estão em andamento", acrescentou a companhia no relatório.

Queda no preço

Depois de importante queda para os preços dos contratos futuros do minério de ferro na segunda-feira, em Dalian, o ativo com o maior volume de negócios, de janeiro de 2020, cedeu 2,37%, fechando a 638,50 iuanes por tonelada, diante de valor de liquidação de 654,00 iuanes/t de sexta-feira. Na reabertura dos negócios, a queda agora é de 3,22%, a 630,50 iuanes por tonelada, diante valor de liquidação de 651,50 iuanes/t.

No mesmo sentido, a retomada dos negócios da terça-feira também registra perdas nos casos dos papéis futuros do vergalhão de aço. O contrato de maior liquidez, para janeiro de 2020, cede 72 iuanes para 3.415 iuanes por tonelada, enquanto que o de maio do mesmo ano, cai 46 iuanes para 3.191 iuanes por tonelada.

Importações

As importações de minério de ferro pela China subiram pelo terceiro mês consecutivo em setembro, para máxima de 20 meses, segundo dados de alfândega divulgados nesta segunda-feira, impulsionados por uma demanda firme das siderúrgicas e embarques estáveis de grandes mineradoras.

A maior consumidora global de minério de ferro comprou 99,36 milhões de toneladas do mineral no mês passado, o maior volume desde janeiro de 2019, de acordo com cálculos da Reuters. Isso representou alta de 4,8% frente a agosto e também foi superior às 93,47 milhões de toneladas em mesmo período do ano anterior.

Nos primeiros nove meses do ano, os desembarques da matéria-prima utilizada na fabricação do aço totalizaram 784 milhões de toneladas, queda de 2,4% ante as 803,34 milhões de toneladas em mesmo período do ano anterior.

Recomendações

O portal de notícias TC News informou nesta segunda-feira que o BTG Pactual (SA:BPAC11) segue com otimismo cauteloso em relação à China, diante da disputa comercial, mesmo assim manteve a recomendação de compra para Vale (SA:VALE3), Gerdau (SA:GGBR4) e CSN (SA:CSNA3), além da Suzano Papel e Celulose (SA:SUZB3).

Segundo a publicação, o relatório aponta que os chineses ainda estão cautelosos e mantendo expectativas baixas, "assim como os investidores, que estão assumindo 'somente' um otimismo cauteloso". A avaliação é que, mesmo diante do rali das commodities, ainda há espaço para 10% a 20%, conforme o caso., fazendo com que represente um ponto positivo para o risco.

Desta forma, o BTG Pactual (SA:BPAC11) enxerga que o enfraquecimento das divulgações, principalmente de celulose e aço, já foi amplamente precificado, então o "estrago deve ser contido". O banco acredita que, ainda que haja riscos, o tom deve melhorar nos mercados nos próximos meses.

Avaliação do BTG (SA:BPAC11)

Vale (SA:VALE3) a US$ 11,81 por ação, nos cálculos do banco, está atualmente precificando uma curva de minério de ferro de ~ US$ 63/t através da "perpetuidade", o que consideram conservadoras.

CSN (SA:CSNA3): Atualmente, a R$ 13,32 por ação, está implicando uma curva de minério de ferro de ~US$ 64 t permanentemente, nos números do BTG (SA:BPAC11).

Gerdau (SA:GGBR4): R$ 13,29 por ação está precificado em um EBITDA anual estrutural de R$ 5,3 bilhões a longo prazo, 12% abaixo da previsão para 2019 e 20% abaixo da estimativa para 2020, que é conservadora.

Com Reuters e TC News.