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Frigoríficos sobem com otimismo com habilitação de unidades para vendas à China

22/10/2019 11h24

A viagem do presidente Jair Bolsonaro à Ásia, em passagem pela China, alimenta a expectativa de novas unidades dos frigoríficos brasileiros tenham habilitação para a exportação de carne para o gigante asiático. Com isso, as ações das empresas do setor têm um dia de valorização nesta terça-feira.

Por volta das 11h20, os papéis da JBS (SA:JBSS3) somavam 1,21% a R$ 30,21, com Marfrig (SA:MRFG3) avançando 2,25% a R$ 11,81 e Minerva (SA:BEEF3) 1,24% a R$ 10,63. No caso da BRF (SA:BRFS3), os ganhos são de 1,22% a R$ 38,21.

A agência Reuters destacou na segunda-feira que vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, viajou para se juntar à delegação do Presidente da República.

A comitiva vai visitar outros países da Ásia e do Oriente Médio, mas o governo brasileiro segue otimista e cauteloso com a possibilidade de anunciar a habilitação a novas unidades frigoríficas. Isso porque, em encontros anteriores, o governo chinês acabou frustrando os brasileiros e não anunciou o aval das indústrias.

"O que temos presente é que a visita da ministra (da Agricultura, Tereza Cristina) e do presidente vai melhorar ainda mais as relações do Brasil com a China; vai fortalecer a confiança no sistema brasileiro, que já foi bem demonstrada na visita (vistoria) feita (pelos chineses) por meios eletrônicos", afirmou Santin em entrevista ao Broadcast Agro referindo-se às avaliações feitas por videoconferência em plantas brasileiras.

O executivo ainda ressaltou que há duas unidades produtoras de carne suína com toda a documentação pronta e que dependem apenas da liberação do governo chinês para aprovação. No entanto, as indústrias estavam incluídas na lista anterior enviada pelo o Ministério da Agricultura Brasileiro, porém tiveram problemas ao preencher a documentação.

Além disso, isso pode ter sido um dos motivos para, na lista de 25 unidades habilitadas pela China em setembro, apenas uma de suínos ter sido incluída."Aquela leva foi de uma lista que tinha sido feita em outubro de 2018. Na época, só três plantas de suínos se interessaram, porque a China não importava tanta carne suína", disse Santin.

O BroadCast Agro ainda informou que a demanda do país asiático por carne suína se intensificou com os casos de peste suína africana. As unidades já fizeram os ajustes necessários com as correções burocráticas no questionário.

"Não temos expectativa sobre a decisão da China, mas torcemos para que verifiquem os documentos dessas duas que ficaram para trás e que haja a habilitação", declarou Santin.