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Fique por dentro das 5 principais notícias do mercado nesta sexta-feira

25/10/2019 07h35

Elevação de custos com Prime decepciona balanço da Amazon.com (NASDAQ:AMZN) entre os analistas e resultados corporativos mistos indicam abertura sem direção em Wall Street. O eterno Brexit derruba a libra novamente, enquanto Anheuser-Busch Inbev relata queda nas vendas de sua operação asiática e a Boeing culpada por um acidente aéreo com seu polemico 737 MAX.

Aqui estão as 5 principais notícias do mercado financeiro internacional de 25 de outubro para você acompanhar:

1. O lançamento da entrega Prime prejudica a Amazon.com (NASDAQ:AMZN)

Os ganhos da Amazon.com (NASDAQ:AMZN) caíam 26% no ano no terceiro trimestre, o primeiro declínio anual em dois anos e o segundo trimestre consecutivo em que ficou abaixo das expectativas dos analistas. A receita aumentou 24%, para US$ 70 bilhões, o que supera as previsões dos analistas, mas as ações devem abrir acentuadamente em baixa, depois de cair mais de 7% nas negociações após o fechamento do mercado na quinta-feira.

Os números refletem outro forte aumento no investimento, desta vez para pagar pela implantação da entrega no mesmo dia pelo serviço de assinatura Prime. Os custos de envio globais aumentaram 46% no ano.

A Amazon.com (NASDAQ:AMZN) disse que espera que seu lucro operacional no quarto trimestre caia entre US$ 1,2 bilhão e US$ 2,9 bilhões, muito aquém dos US$ 4,2 bilhões esperados anteriormente por analistas.

2. Mercados devem para abrir sem direção definida

Wall Street está programada para abrir de forma mista, com as notícias da Amazon.com (NASDAQ:AMZN) sendo compensadas por resultados melhores do que o esperado após o fechamento durante a noite, tanto da Visa (NYSE:V) quanto da Intel (NASDAQ:NASDAQ:INTC).

Às 7h15 (horário de Brasília), os contratos futuros da Dow permaneciam inalterados, enquanto os contratos futuros do S&P 500 subiam 0,1% e o contrato Nasdaq 100 Futuros subia 0,2%.

A lista de ganhos de hoje é liderada pela Verizon (NYSE:VZ), que deve reportar antes da abertura, juntamente com a Charter Communications (NASDAQ:NASDAQ:CHTR), a Illinois Tool Works (NYSE:ITW), a refinaria Phillips 66 (NYSE:NYSE:PSX) e a Aon (NYSE:AON).

É um dia leve no que se refere a dados, com apenas os números finais do sentimento do consumidor da Universidade de Michigan em outubro. Na Europa, havia outros sinais de que a Alemanha, a maior economia da região, pode estar chegando ao fundo do poço. O índice de clima de negócios Ifo, observado de perto, permaneceu inalterado em 94,6.

3. Libra tropeça enquanto Johnson aposta

A libra britânica e o índice FTSE 100 caíam depois que o primeiro-ministro Boris Johnson pediu uma eleição geral para quebrar o impasse sobre seu projeto de lei em relação ao Brexit.

A decisão de Johnson refletiu pela última vez a falta de confiança de que o projeto seria aprovado conforme planejado, após crescentes sinais de preocupação entre os parlamentares de que ainda não foi banida a probabilidade de um Brexit desordenado e sem acordo este ano ou no final do suposto período de transição em 2020.

Johnson foi forçado pelo Parlamento no fim de semana a pedir à UE outra prorrogação do prazo de 31 de outubro, e embora a UE tenha simpatizado com o pedido, a Reuters informou sexta-feira que não vai tomar uma decisão sobre quanto tempo concederá até o Parlamento votar no pedido de Johnson para uma eleição na segunda-feira. A oposição sinalizou que não apoiará as eleições antes que o risco do Brexit sem acordo seja completamente removido.

4. Problemas ao preparar a Bud

As ações da Anheuser-Busch Inbev, a maior cervejaria do mundo, caíam mais de 9% na Europa depois que a empresa registrou vendas fracas na China no terceiro trimestre e reduziu sua previsão de lucro para o ano.

A cervejaria agora vê apenas um aumento "moderado" nos ganhos implícitos, ao invés do aumento "forte" esperado anteriormente, destacando que espera que os ventos contrários continuem até o final do ano.

Houve notícias melhores do setor de luxo, no qual tanto a proprietária da Gucci, Kering (PA:PRTP) quanto a italiana Moncler relataram aumentos robustos nas vendas asiáticas, evitando os problemas que atingiram suas butiques em Hong Kong durante o verão.

5. Boeing responsabilizada pelo acidente da Lion Air

A Indonésia encerrou uma semana miserável para a Boeing, culpando-a formalmente pelo acidente do Lion Air 737 MAX no início deste ano, no relatório final das autoridades que investigam o desastre.

O relatório aponta que o design e a certificação do sistema de controle de voo do MCAS "não eram adequados" e disse que a fabricante de aviões se baseou em suposições falsas. Também criticou a Boeing por fornecer às companhias aéreas orientações inadequadas sobre como responder a problemas com o MCAS.

A Boeing prometeu novamente corrigir os problemas o mais rápido possível.