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C&A sobe mais de 3% e BMG cai nas estreias das companhias na bolsa

28/10/2019 10h59

A sessão desta segunda-feira marca as estreias de C&A e BMG na bolsa paulista depois da oferta inicial de ações com sucesso para as companhias, mesmo com a desconfiança dos analistas. No primeiro dia negociações, os papéis da varejista avançam, com os do banco perto da estabilidade.

Por volta das 10h57, os ativos da C&A (SA:CEAB3) avançavam 3,52% a R$ 17,08, com os do BMG (SA:BMGB11) recuando 0,09% a R$ 46,36.

Na quinta-feira, o banco mineiro e a varejista de moda rápida precificaram seus IPOs no piso da faixa indicativa dos coordenadores, mostrando apetite moderado de investidores pelos papéis, mesmo com o mercado acionário doméstico atingindo máximas históricas nesta semana.

Somados os R$ 3,2 bilhões das duas operações, o mercado acionário doméstico superou R$ 10 bilhões em IPOs em 2019, ultrapassando os R$ 6,75 bilhões do acumulado no ano passado. Por outro lado, o resultado deve ficar bem abaixo dos R$ 20 bilhões movimentados em IPOs no país em 2017.

A operação do BMG movimentou 1,6 bilhão de reais, sendo 1,2 bilhão da oferta primária —recursos novos, cujo montante vai para o caixa da companhia— e 400 milhões de reais na oferta secundária. O principal acionista do BMG, Flávio Pentagna Guimarães, é o vendedor.

A faixa indicativa do IPO do BMG foi definida entre 11,60 reais —valor da precificação— e 13,40 reais por ação. A operação está sendo coordenada por XP Investimentos, Itaú BBA, Credit Suisse, Brasil Plural (SA:BPFF11) e BB Investimentos.

O IPO da C&A, uma das maiores varejistas de moda no país, saiu a 16,50 reais por ação, também no piso da faixa indicativa, que ia até 20 reais. As ações da varejista começam a ser negociadas na B3 também no dia 28, com o código CEAB3.

Tanto a tranche primária quanto a secundária movimentaram 813,7 milhões de reais cada, somando 1,63 bilhão de reais.