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CHARGE: Fed, BCB, balanços e Payroll: investidores farão malabarismo nesta semana

29/10/2019 14h36

Por Jesse Cohen (edição de Leandro Manzoni)

Esta semana está movimentada em Wall Street e na B3 com a enxurrada de balanços de empresas locais e as listadas nas bolsas de Nova York, com as reuniões de política monetária de Fomc e Copom e os principais dados econômicos dos EUA e aqui no Brasil.

Sobre a política monetária, há um consenso na expectativa quanto às tomada de decisão dos colegiados de Fed e Banco Central do Brasil. Nos EUA, espera-se que o Fed realize seu terceiro corte de 0,25 ponto percentual na taxa em meio a tantas reuniões na quarta-feira, mas será a orientação de Presidente do Fed, Jerome Powell, sobre futuros cortes que pode ser a mensagem mais importante para os mercados. Alguns analistas esperam que o banco central dos EUA pareça "hawkish" ao sinalizar que está relutante em reduzir ainda mais as taxas nos próximos meses.

No Brasil, o consenso entre os analistas é de corte, com a maioria apostando em uma redução de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, para 5% ao ano. Embora haja uma minoria que projeta uma queda maior para a taxa básica de juros, de 75 pontos-base. Retomada gradual e vacilante da atividade econômica, projeções cadentes da inflação oficial, inflação andando de lado em setembro e outubro e aprovação da reforma da Previdência abrem espaço para o Banco Central continuar com a política monetária estimulativa.

Os investidores ficarão atentos ao comunicado para projetar a extensão do atual ciclo de corte de juros. De acordo com o último Boletim Focus divulgado na segunda-feira, a mediana dos analistas é de a Selic encerrar 2019 e 2020 a 4,5%. Os Top-5 do Focus que mais acertam a projeção da Selic apostam que a taxa básica de juros encerre 2020 a 4%.

Enquanto isso, os balanços continuarão sendo o ponto focal dos investidores, com cerca de 145 empresas divulgando ganhos esta semana listadas no S&P 500. Na B3, serão 24 do após o fechamento do mercado hoje até sexta-feira.

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Em Wall Street, a Alphabet (NASDAQ:GOOGL), empresa mãe do Google caía 2% depois de perder as estimativas dos analistas para o lucro trimestral, embora o crescimento da receita tenha superado as expectativas quando divulgou resultados após o fechamento da segunda-feira.

Em seguida, estão a Apple (NASDAQ:AAPL) e o Facebook, que devem divulgar seus ganhos na quarta-feira à tarde.

Na bolsa paulista, a CCR (SA:CCRO3) chegou a liderar as perdas do Ibovespa durante esta manhã após reportar um lucro menor no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2018 na noite de ontem. A expectativa dos analistas para o resultado após o fechamento da sessão de hoje é Magazine Luiza (SA:MGLU3).

Por fim, a semana também é importante no calendário econômico. O grande dia nos EUA é na sexta-feira, quando será divulgado relatório de folhas de pagamento não-agrícolas outubro, o famoso payroll.

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O Brasil também conhecerá dados mais recentes de seu mercado de trabalho um dia antes, quando o IBGE vai divulgar a taxa de desemprego do trimestre encerrado em setembro. Após a criação de 157.213 de postos de trabalho líquidos em setembro, há expectativa de queda da atual taxa de 11,8% verificada no trimestre encerrado em agosto.

Também há dados importantes do índice ISM industrial nos EUA, que devem mostrar uma contração na atividade de produção pelo terceiro mês consecutivo. Na sexta-feira, o Brasil conhecerá a produção industrial de setembro, com a expectativa de incremento de 0,3%, da balança comercial de outubro e do PMI Industrial de outubro.

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- A Reuters contribuiu para esta matéria.