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Rumo cai mais de 1% mesmo após registrar lucro de R$ 369 milhões no 3ºtrimestre

12/11/2019 11h32

Os efeitos combinados da safra recorde de milho com o controle das despesas e menores investimentos levaram a Rumo (SA:RAIL3) a um salto no lucro do terceiro trimestre. A operadora de infraestrutura teve lucro líquido de R$ 369 milhões no período, um aumento de 61,2% em relação ao mesmo período de 2018.

Com isso, os papéis, depois de registrar importante valorização, recuam 1,97% a R$ 23,35 às 12h18.

Já o resultado operacional da medido pelo lucro antes de impostos, juros, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 1,206 bilhão, avanço de 18,5% ano a ano.

A empresa atribuiu o resultado aos maiores volumes transportados e à maior eficiência nos custos e despesas. O volume transportado no trimestre cresceu 7,7% na comparação anual, atingindo 17,4 bilhões de toneladas equivalentes (TKU).

Além disso, as tarifas tiveram crescimento de 4,6% ano a ano, revertendo cenário desfavorável de trimestres anteriores. A Rumo (SA:RAIL3) afirmou que, para 2020 as projeções para a soja apontam produção recorde do grão no Brasil, com expectativa de exportações em linha com 2019.

Além de maiores volumes transportados e do aumento da receita, a última linha do resultado da Rumo (SA:RAIL3) também foi beneficiada por menores volumes de investimentos. O capex atingiu 390 milhões de reais de julho a setembro, 29% inferior ao mesmo período do ano anterior.

O BTG Pactual (SA:BPAC11) destaca que o investimento operacional totalizou R$ 390 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 29% a/a, com o investimento recorrente em 22%, para R$ 227 milhões, e o investimento em expansão, 55%, para R $164 milhões. O fluxo de caixa livre antes dos financiamentos e amortizações foi forte, em R$ 489 milhões, e a alavancagem líquida do LTM EBITDA caiu para 1,8x (2,0x no último trimestre).

Com isso, os analistas avaliam que o papel segue como um Top Pick, esperando um momento de volume contínuo e eficiência, impulsionando um crescimento anual de 15 a 20% no EBITDA e um forte aumento no FCF. Com isso, eles enxergam riscos positivos para o nosso modelo.