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Resultados do estudo Fase III- COLUMBUS em pacientes com melanoma com mutação BRAF são apresentados no Congresso Anual da Sociedade para Pesquisa sobre Melanoma

Array BioPharma and Pierre Fabre

Os dados abaixo são de responsabilidade das empresas envolvidas e não são produto jornalístico do UOL

CASTRES, França, 10 de novembro de 2016 /PRNewswire/ -- Hoje, no Congresso Anual da Sociedade para pesquisa do melanoma, a Pierre Fabre anunciou os primeiros resultados do importante estudo Fase III- COLUMBUS que avaliou a combinação de binimetinibe mais encorafenibe (bini/enco) em pacientes com melanoma com mutação BRAF.  O estudo alcançou seu objetivo primário, pois a combinação de bini/enco melhorou consideravelmente a sobrevida livre de progressão (SLP), comparado com vemurafenib, inibidor de BRAF, em monoterapia. No geral, a combinação de bini/enco foi bem tolerada, e os eventos adversos (EAs) relatados foram consistentes com os resultados de estudos clínicos publicados anteriormente com a combinação bini/enco em pacientes com melanoma com mutação BRAF.

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"Os resultados do estudo COLUMBUS apresentados hoje, que incluem: sobrevida livre de progressão, taxa de resposta, intensidade da dose e segurança da combinação, mostraram resultados sólidos e consistentes  em vários desfechos, reforçando  a combinação de binimetinibe com  encorafenibe como uma opção potencial e atrativa de tratamento para pacientes com melanoma com mutação BRAF", afirmou Keith T. Flaherty, M.D., diretor do Termeer Center for Targeted Therapy, Massachusetts General Hospital, e professor de medicina da Harvard Medical School.

Na análise do objetivo primário, a mediana da SLP para pacientes tratados com a combinação de bini/enco foi de 14,9 meses, comparado com 7,3 meses para pacientes tratados com vemurafenibe em monoterapia; HR= 0,54, (IC 95%  0,41-0,71, p<0,001). A análise dos resultados do estudo foi realizada pelos investigadores e por um comité central independente de maneira cega, previamente definido no estudo, que avaliaram exames de imagem e fotos dos pacientes. O quadro abaixo mostra os resultados da mediana de SLP, por ambas as avaliações.





SLP mediana Comitê independente– 



SLP mediana Investigadores – análise local 

Bini/Enco vs. Vemurafenibe

 

 



Bini/Enco

Vemurafenibe



Bini/Enco

Vemurafenibe



14,9 meses

7,3 meses



14,8 meses

7,3 meses



HR (95% CI):0,54 (0,41-0,71); 

P<0,001 



HR (95% CI): 0,49 (0,37-0,64); 

P<0,001 

A combinação de bini/enco também demonstrou aumento na taxa de resposta (TR= resposta completa mais resposta parcial), bem como mediana de duração de resposta favorável, mediana da intensidade da dose maior, resposta consistente em pacientes com tratamento prévio com imunoterapia e melhor qualidade de vida.



TR Comitê independente

TR Investigadores

Bini/Enco

63% (95% CI:  56-70%)

75% (95% CI:  68-81%)

Vemurafenibe 

40% (95% CI:  33-48%)

49% (95% CI:  42-57%)

  • A mediana da duração da exposição foi de aproximadamente 51 semanas para pacientes que receberam bini/enco, versus 31 semanas e 27 semanas para monoterapia com encorafenibe e vemurafenibe, respectivamente.
  • A intensidade da dose para pacientes tratados com bini/enco foi de 100% (encorafenibe) e 99,6% (binimetinibe).
  • 5% dos pacientes com bini/enco tinham recebido tratamento prévio com inibidores de checkpoint, entre eles tratamento com ipilimumab, anti-PD-1 e/ou anti-PD-L1, e os resultados observados nestes pacientes foram consistentes com o dos pacientes que não receberam imunoterapia prévia. A análise de qualidade de vida (QoL) (questionário de qualidade de vida Core 30 da EORTC e escala de pontuação para a análise funcional de tratamento do câncer para melanoma) foi consistente nas duas escalas e mostrou uma vantagem em termos de manutenção da qualidade de vida de pacientes que recebem bini/enco, comparados com pacientes tratados com encorafenibe ou vemurafenibe apenas.

No geral, a combinação de bini/enco foi bem tolerada e os eventos adversos (EAs) relatados foram consistentes com os resultados dos estudos clínicos anteriores sobre a combinação de bini/enco em pacientes com melanoma com mutação BRAF.

  • Os EAs grau 3/4, que ocorreram em mais de 5% dos pacientes que receberam bini/enco incluíram: elevação sérica de gama GT, elevação sérica de creatina quinase (CK) e hipertensão. A incidência de EAs de interesse especial (toxicidades normalmente associadas a tratamentos com inibidores de MEK e BRAF disponíveis comercialmente) para pacientes que recebem bini/enco incluem (% de pacientes): erupção cutânea (23%), febre (18%), descolamento epitelial de retina (13%) e fotossensibilidade (5%).

Frédéric Duchesne, diretor geral da divisão farmacêutica da Pierre Fabre, afirmou: "Estamos muito felizes com os resultados promissores e ansiosos com o fato de que, caso seja aprovada, a combinação de encorafenibe mais binimetinibe poderá oferecer uma nova opção de tratamento para pacientes que sofrem com essa doença devastadora".

Sobre o estudo Fase III - COLUMBUS  

O estudo COLUMBUS, (NCT01909453), é um estudo de Fase 3, internacional, randomizado, aberto de duas etapas, que avalia a eficácia e segurança da combinação de binimetinibe mais encorafenibe comparado com monoterapia com vemurafenibe e encorafenibe em 921 pacientes com melanoma localmente avançado, inoperável ou metastático com mutação BRAF V600. O tratamento prévio com imunoterapia foi permitido. Mais de 200 centros de pesquisa na América do Norte, Europa, América do Sul, África, Ásia e Austrália participaram do estudo. Os pacientes foram distribuídos de maneira aleatória em duas etapas:

  • Na Etapa 1, 577 pacientes foram randomizados em 1:1:1 para receber bini/enco 45 mg de binimetinibe mais 450 mg de encorafenibe, 300 mg de encorafenibe monoterapia ou 960 mg de vemurafenibe em monoterpaia. O objetivo primário do estudo COLUMBUS foi comparar a SLP da combinação de bini/enco versus vemurafenibe . A SLP foi determinada com base na análise do tumor (critério RECIST versão 1.1) por uma análise central independente cega. Os objetivos secundários incluíram a comparação da SLP com monoterapia com encorafenibe em relação à terapia com bini/enco e uma comparação da sobrevida global (SG) com bini/enco e com vemurafenibe em monoterapia.
  • Na Etapa 2, 344 pacientes foram randomizados em 3:1 para receber 45 mg de binimetinibe mais 300 mg de encorafenibe ou 300 mg de encorafenibe  em monoterapia. A Etapa 2 foi desenvolvida para fornecer dados adicionais da contribuição de binimetinibe  na combinação de bini/enco. Embora a análise estatística da Etapa 2 só seja planejada caso ambas as comparações da SLP entre bini/enco versus vemurafenibe e bini/enco versus encorafenibe alcancem significância estatística na Etapa1, os dados da Etapa 2 estão previstos para meados de 2017 e serão fornecidos às autoridades de saúde mundiais como parte de propostas regulamentares planejadas em 2017.

Binimetinibe e encorafenibe são medicamentos experimentais e, no momento, não estão aprovados em nenhum país.

Sobre Binimetinibe e Encorafenibe

MEK e BRAF são importantes proteínoquinases na via de sinalização MAPK (RAS-RAF-MEK-ERK). Uma pesquisa mostrou que essa via regula várias atividades celulares importantes, como proliferação, diferenciação, sobrevida e angiogênese. Ficou comprovado que a ativação inadequada de proteínas nessa via ocorre em vários tipos de cânceres, como melanoma, câncer colorretal e na tireoide. Binimetinibe é um inibidor de MEK e encorafenibe é um inibidor de BRAF; ambos têm como alvo as principais enzimas dessa via.

Binimetinibe e encorafenibe estão sendo estudados em estudos clínicos em pacientes com câncer em estágio avançado, inclusive o recém-iniciado estudo Fase III BEACON em cancer colorretal, que avaliará a eficácia e segurança da combinação de encorafenibe e cetuximabe com ou sem binimetinibe em pacientes com cancer colorretal com mutação BRAF V600E.  Em setembro de 2016, o FDA aceitou a submissão de novo medicamento (NDA) da Array BioPharma para binimetinibe para melanoma com mutação NRAS com data de ação estabelecida de acordo com o Prescription Drug User Fee Act (PDUFA) de 30 de junho de 2017. Além disso, a solicitação de autorização para comercialização (MAA) de binimetinibe enviada pela Pierre Fabre foi validada e passa por um processo de análise pelo Comitê de Produtos Medicinais para Uso Humano (CHMP). Esse arquivo também foi enviado para a SwissMedic no dia 31 de outubro de 2016.

A Array BioPharma detém o direito exclusivo sobre binimetinibe e encorafenibe nos EUA, Japão, Canadá, Coreia e Israel. A Pierre Fabre terá o direito exclusivo de comercialização de ambos os produtos em todos os outros países, inclusive em países da Europa, Ásia e América Latina.

Para obter mais informações sobre a Array, acesse  http://www.arraybiopharma.com/ .

Para obter mais informações sobre a Pierre Fabre, acesse  http://www.pierre-fabre.com  

FONTE Array BioPharma and Pierre Fabre

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