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Crises humanitárias: relatório do CGAP-World Bank indica que os serviços financeiros podem aprimorar a capacidade de recuperação das pessoas

CGAP

Os dados abaixo são de responsabilidade das empresas envolvidas e não são produto jornalístico do UOL

WASHINGTON, 1o de maio de 2017 /PRNewswire/ -- O Consultative Group to Assist the Poor (CGAP) e o Fundo Estadual e de Consolidação da Paz do World Bank Group publicaram um relatório atual que ressalta a importância dos serviços financeiros de qualidade em períodos de crise humanitária. As emergências globais, como a crise na Síria, colocam muitas pessoas vulneráveis em risco. O relatório fornece orientações específicas para agentes de desenvolvimento, governos e instituições financeiras sobre como conciliar ajuda humanitária em curto prazo e inclusão financeira em longo prazo.

O ACNUR estima que, desde 2015, um número recorde de 65 milhões de pessoas teve que abandonar suas casas por causa de guerras, conflitos ou desastres naturais. Embora a natureza e a incidência dessas crises variem, sua frequência, gravidade e complexidade são cada vez maiores. Os países em desenvolvimento receberam mais de 90% dos refugiados, sobrecarregando sua infraestrutura, serviços públicos e mercados. As crises humanitárias apresentam um enorme desafio de desenvolvimento e inclusão financeira – o acesso e uso de serviços financeiros de qualidade por todas as camadas da sociedade –, e isso representa uma oportunidade básica de apoiar as pessoas afetadas por essas crises.

O relatório, intitulado " The Role of Financial Services in Humanitarian Crises " (O papel dos serviços financeiros nas crises humanitárias), reúne provas empíricas e lições desde o início. Para as pessoas afetadas pela crise, a capacidade de lidar com o choque é vital, pois o impacto desestabilizador dos choques costuma ser intensificado por ambientes frágeis e instáveis. Embora a demanda por serviços financeiros formais em momentos de crise seja grande, o acesso a esses serviços é limitado. Os serviços financeiros ajudam as pessoas afetadas pela crise a superarem as dificuldades de várias formas:

As remessas de dinheiro ajudam a manter o sustento: no Quênia, as pessoas utilizaram o serviço móvel de remessas M-Pesa para enviar dinheiro a amigos e familiares durante as ondas de violência pós-eleições em 2007 e 2008. Economizar aumenta a capacidade de recuperação: as famílias com conta poupança se recuperaram mais rápido do tufão Yolanda nas Filipinas. O seguro reduz a vulnerabilidade: os agricultores de regiões propensas a secas do Senegal e de Burkina Faso que contrataram um seguro apresentaram rendimentos mais altos. Vouchers e transferências em dinheiro têm um efeito multiplicador sobre a economia: as transferências digitais podem acelerar a entrega e reduzir as perdas. Apesar do papel positivo que os serviços financeiros podem ter sobre as pessoas afetadas pela crise, algumas barreiras importantes ainda precisam ser abordadas. Isso inclui uma infraestrutura financeira fraca ou limitada, que não está preparada para lidar com maiores volumes após uma crise; políticas e quadros regulamentares ineficientes que limitam a capacidade de alguns agentes, como operadoras de redes móveis, de oferecer dinheiro móvel como um canal de distribuição para prestar assistência; e prestadores de serviços financeiros  que não implantaram sistemas de gestão de riscos suficientes para suportar a liquidez e infraestruturas sobrecarregadas, tão comuns em épocas de crise.

Mayada El-Zoghbi, líder de estratégia, pesquisa e desenvolvimento do CGAP, afirmou: "Há um grande potencial para utilizar o sistema financeiro para suportar a preparação e resposta à crise. Como uma comunidade de profissionais e doadores, estamos apenas começando a descobrir o que pode ser feito para ajudar as pessoas mais afetadas pelas crises. Esperamos que esse relatório ajude os profissionais, doadores e elaboradores de políticas a fazerem os investimentos corretos e a tomarem as melhores decisões políticas".

O relatório descreve como os doadores e outros personagens importantes podem utilizar os serviços financeiros como ferramentas para se preparar e administrar as situações de crise, integrando os objetivos de inclusão financeira ao programa humanitário.

Ceyla Pazarbasioglu, diretora sênior de finanças e prática global de mercados do World Bank Group, afirmou: "Este relatório fez uma contribuição significativa que ajudará a promover o debate global de políticas e estimular as pesquisas sobre o papel dos serviços financeiros na criação de meios de vida sustentáveis para as pessoas afetadas pela crise".

O CGAP (Consultative Group to Assist the Poor) é um parceiro global de mais de 30 grandes organizações que buscam promover a inclusão financeira. O CGAP desenvolve soluções inovadoras por meio da pesquisa prática e do envolvimento ativo com prestadores de serviços financeiros, criadores de políticas e financiadores para permitir abordagens em grande escala. Instalado no Banco Mundial, o CGAP combina uma abordagem pragmática sobre o desenvolvimento de mercado responsável com uma plataforma de defesa baseada em provas para aumentar o acesso de pessoas pobres aos serviços financeiros para que possam melhorar sua vida. Para mais informações, acesse www.cgap.org .

Criado em 2008, o Fundo Estadual e de Consolidação da Paz (State and Peacebuilding Trust Fund, SPF) é o maior fundo fiduciário global de vários doadores do World Bank Group, criado para financiar abordagens inovadoras para a criação de um Estado e a consolidação da paz em regiões afetadas pela fragilidade, pelo conflito e pela violência. Para obter mais informações, acesse http://www.worldbank.org/en/programs/state-and-peace-building-fund

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FONTE CGAP

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