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The New England Journal of Medicine publica os resultados do estudo de fase 3 do Spinraza® em indivíduos com atrofia muscular espinhal de início tardio

Biogen e Ionis Pharmaceuticals, Inc.

26/02/2018 10h12

Spinraza® (nusinersena) demonstrou estabilização ou melhora na função motora em indivíduos com atrofia muscular espinhal (AME), cuja história natural caracteriza-se pelo declínio dessas funções.A maioria dos indivíduos tratados com Spinraza® (nusinersena) demonstrou benefícios funcionais de membros superiores e de função motora geral, incluindo movimentos como  engatinhar e ficar em pé com apoio.Os resultados gerais continuam demonstrando perfil de eficácia robusto e perfil de segurança favorável para uso de Spinraza® (nusinersena), único tratamento aprovado para AME, em uma ampla população de pacientes.CAMBRIDGE, Mass. e CARLSBAD, Calif., 26 de fevereiro de 2018 /PRNewswire/ --  Biogen (Nasdaq: BIIB) e Ionis Pharmaceuticals, Inc. (Nasdaq: IONS) anunciaram os resultados finais do CHERISH, um estudo clínico controlado e randomizado de fase 3, cujo objetivo foi avaliar a eficiência do uso de Spinraza® (nusinersena) no tratamento de indivíduos com atrofia muscular espinhal (AME) de início tardio. O artigo completo, intitulado "Nusinersena em comparação com o grupo controle-simulado na atrofia muscular espinhal de início tardio" (Nusinersen Versus Sham Control in Later-Onset Spinal Muscular Atrophy) foi publicado na edição de 15 de fevereiro do periódico indexado The New England Journal of Medicine .

"A publicação dos resultados do estudo CHERISH no The New England Journal of Medicine destaca as melhoras significativas na função motora e nos membros superiores em indivíduos com AME de início tardio submetidos ao tratamento com Spinraza® (nusinersena). Essas melhoras são raramente observadas no curso natural da doença, que geralmente se manifesta como um declínio contínuo na função motora ao longo do tempo", afirmou o Eugenio Mercuri, médico investigador principal do estudo na U.O.C. Neuropsichiatria Infantile – Policlinico Universitario "A. Gemelli," em Roma, Itália. Ele continua: "Durante o estudo, alguns pacientes tratados com Spinraza® (nusinersena) alcançaram marcos motores como engatinhar ou ficar de pé com apoio, ou apresentaram estabilização ou desaceleração da progressão da doença. Também observamos uma melhora na função dos membros superiores, incluindo o levantamento de objetos."

O desfecho primário pré-especificado do estudo CHERISH foi melhora na função motora, definida como alteração na Escala Motora Funcional Expandida de Hammersmith (HFMSE – Hammersmith Functional Motor Scale – Expanded). A HFMSE é uma ferramenta validada, especificamente desenvolvida para avaliar a função motora em indivíduos com AME. A análise final do estudo demonstrou uma melhora estatística e clinicamente relevante e significativa na função motora em indivíduos tratados com Spinraza® em comparação com o grupo controle, como indicado pela diferença média de 4,9 pontos entre esses grupos na escala HFMSE ao final do estudo (mês 15, p = 0,0000001). Em comparação ao início do estudo, indivíduos que receberam Spinraza® (nusinersena) (n = 84) obtiveram uma melhora média de 3,9 pontos no mês 15, enquanto indivíduos do grupo controle (n = 42) apresentaram uma redução média de 1,0 ponto. Os resultados de desfecho primário da análise do fim do estudo foram consistentes com a análise interina.

"Como o primeiro e único tratamento aprovado para AME, os dados publicados no The New England Journal of Medicine continuam ressaltando os benefícios do Spinraza® (nusinersena) para indivíduos com AME de início tardio", declara Alfred Sandrock, Ph.D., Vice-Presidente Executivo e Diretor Médico da Biogen. "Os dados do CHERISH fazem parte do maior programa de desenvolvimento clínico para o tratamento de AME realizado até o momento. Resultados obtidos em todo o programa confirmam que o Spinraza® (nusinersena) tem o potencial de impactar positivamente a função motora de indivíduos afetados pela AME, independentemente da idade ou estágio de sua doença."

Dados de outros desfechos analisados, incluindo o obtenção de novos marcos motores e de função motora dos membros superiores, foram consistentemente favoráveis aos indivíduos que receberam tratamento, e considerados clinicamente significativos. A função dos membros superiores no mês 15 em relação ao final do estudo foi medida através do Módulo de Membros Superiores Revisado (RULM, Revised Upper Limb Module), e melhorou em indivíduos tratados com Spinraza® (nusinersena) (4,2 pontos) em comparação com indivíduos não tratados (0,5 ponto). O RULM é uma medida importante da função motora em indivíduos não deambulantes.

Spinraza® (nusinersena) demonstrou um perfil de risco-benefício favorável. Os dados de segurança demonstram eventos consistentes com aqueles esperados na população geral com AME de início tardio e em indivíduos submetidos à punção lombar, e foram semelhantes aos relatados em um estudo aberto realizado com população de perfil semelhante.

"Os dados do estudo CHERISH publicados hoje, bem como os resultados do estudo de fase 3 ENDEAR em indivíduos com AME de início infantil, publicados em novembro de 2017 no The New England Journal of Medicine, enfatizam o potencial terapêutico do Spinraza® (nusinersena) em pessoas com AME", afirmou C. Frank Bennett, Ph.D., Vice-Presidente Sênior de pesquisa e líder da franquia de doenças neurológicas da Ionis. "Acreditamos que a publicação de ambos os estudos pivotais dessa terapia em um jornal científico de grande prestígio é um testemunho da robustez do nosso programa de desenvolvimento clínico para AME."

Após a análise interina positiva, a Biogen encerrou o estudo CHERISH precocemente para que todos os participantes pudessem ter a opção de receber o medicamento Spinraza® (nusinersena) no estudo aberto de extensão SHINE. Além do SHINE, a Biogen continua coletando e avaliando dados para oferecer um entendimento mais profundo sobre a eficácia e segurança do Spinraza® em populações com AME. O programa de desenvolvimento clínico do Spinraza® (nusinersena) inclui mais de cinco anos de dados e é o maior conjunto de evidências de uma abordagem intervencional na AME.

Os resultados do fim de estudo ENDEAR, estudo de fase 3 do Spinraza® (nusinersena) para o tratamento da AME de início precoce, foram publicados na edição de 02 de novembro de 2017 do The New England Journal of Medicine .

Para mais informações

Sobre o CHERISH

O CHERISH foi um estudo de fase 3, multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado por procedimento simulado, cujo objetivo foi a avaliação de eficácia e segurança do uso de Spinraza® (nusinersena) em indivíduos com AME de início tardio. Durante os 15 meses de estudo, foi investigada a administração dessa terapia em 126 indivíduos não deambulantes de 2 a 12 anos de idade que apresentaram o início dos sintomas após os seis meses de idade.  O desfecho primário de eficácia do CHERISH foi a melhora na função motora, definida pela alteração da pontuação na HFMSE aos 15 meses após início do tratamento em comparação ao início do estudo.

Sobre a AME1-5

A AME é caracterizada pela perda de neurônios motores na medula espinhal e no tronco cerebral inferior, resultando em atrofia e fraqueza muscular grave e progressiva. Indivíduos com o tipo mais grave de AME podem ficar paralisados e apresentam dificuldade em desempenhar funções básicas de sobrevivência, como respirar e engolir.

Devido a uma perda ou defeito no gene SMN1, as pessoas com AME não produzem a proteína de sobrevivência do neurônio motor (SMN) em nível suficiente, o que é crítico para a manutenção do neurônio motor. A gravidade da AME correlaciona-se com a quantidade de proteína SMN. Pessoas com AME Tipo 1, a forma mais grave que requer o cuidado e suporte de maior intensidade, produzem pouca proteína SMN e não conseguem sentar-se sem suporte ou sobreviver após os dois anos de idade sem suporte respiratório. Pessoas com AME Tipo 2 e Tipo 3 produzem quantidades maiores da proteína SMN e apresentam formas de AME menos graves, mas que ainda impactam suas vidas.

Sobre o Spinraza® (nusinersena)

Spinraza® (nusinersena) é o primeiro e único medicamento aprovado para o tratamento da AME e está atualmente registrado nos Estados Unidos, União Europeia, Brasil, Japão, Suíça, Austrália, Coreia do Sul e Canadá. A Biogen apresentou registros regulatórios em outros países e planeja iniciar registros adicionais em outras regiões.

A Biogen licenciou os direitos globais para desenvolver, fabricar e comercializar Spinraza® (nusinersena), uma molécula inicialmente desenvolvida pela Ionis, empresa líder em terapias antisenso. A Biogen e a Ionis realizaram um programa de desenvolvimento clínico inovador que levou Spinraza® (nusinersena) de sua primeira dose em humanos em 2011 para sua primeira aprovação regulatória em apenas cinco anos.

Spinraza® (nusinersena) é um oligonucleotídeo antisenso que utiliza a tecnologia desenvolvida pela Ionis para tratar a AME causada por mutações ou deleções no gene SMN1. O Spinraza® altera o processamento de RNA produzido pelo gene SMN2, de forma a aumentar a produção de proteína SMN em sua forma funcional6. Oligonucleotídeos antisenso são pequenas cadeias sintéticas de nucleotídeos projetadas para se ligar seletivamente ao RNA-alvo e regular a expressão gênica. Através do uso dessa tecnologia, Spinraza® (nusinesena) tem o potencial de aumentar a quantidade de proteína SMN funcional em indivíduos com AME.

Spinraza®  (nusinersena) deve ser administrado via injeção intratecal, de forma a introduzir o medicamento diretamente no líquido cefalorraquidiano (LCF). O LCF rodeia a medula espinhal7, onde ocorre a degeneração dos neurônios motores em indivíduos com AME devido aos níveis insuficientes da proteína SMN.8

Spinraza® (nusinersena) demonstrou perfil de risco versus benefícios favorável ao seu uso. Os eventos adversos mais comuns foram infecção do trato respiratório e constipação. Eventos adversos graves de atelectasia foram mais frequentes em pacientes tratados com Spinraza® (nusinersena). Anormalidades de coagulação e trombocitopenia, incluindo trombocitopenia grave aguda, foram observadas após a administração de oligonucleotídeos antisenso. Indivíduos tratados podem apresentar risco aumentado de complicações hemorrágicas. Toxicidade renal foi também observada após administração de oligonucleotídeos antisenso. Spinraza® (nusinersena) é detectado no rim e é excretado por esse órgão.

Sobre a Biogen

Na Biogen, nossa missão é clara: somos pioneiros em neurociência. A Biogen descobre, desenvolve e oferece terapias inovadoras em todo o mundo para pessoas que convivem com doenças neurológicas e neurodegenerativas graves. A companhia foi uma das primeiras empresas internacionais de biotecnologia do mundo, fundada em 1978 por Charles Weissman, Heinz Schaller, Kenneth Murray e os cientistas laureados pelo Prêmio Nobel Walter Gilbert e Phillip Sharp. Atualmente a Biogen possui portifólio líder de medicamentos para tratar a esclerose múltipla, introduziu o primeiro e único tratamento aprovado para a AME e está focada em avançar programas de pesquisa em neurociência para doença de Alzheimer, neuroimunologia, distúrbios do movimento, distúrbios neuromusculares, dor, oftalmologia, neuropsiquiatria e neurologia aguda.

Sobre a Ionis Pharmaceuticals, Inc.

A Ionis é a empresa líder na descoberta e desenvolvimento de medicamentos direcionados ao RNA, com foco no desenvolvimento de terapias para pacientes com necessidades médicas ainda sem solução. Usando sua tecnologia antisenso exclusiva, a Ionis criou um grande linha de pesquisa de medicamentos que são os primeiros ou os melhores em seus segmentos, com mais de três dúzias de moléculas em desenvolvimento.

Faz parte dessa linha o Spinraza® (nusinersena), que tem sido aprovado internacionalmente para o tratamento da AME. A Biogen é responsável por comercializar o medicamento. Outras terapias que concluíram com êxito os estudos de fase 3 incluem o inotersen, um oligonucleotídeo antisenso desenvolvido pela Ionis para tratar pacientes com amiloidose familiar por TTR e o volanesorsen, um medicamento antisenso descoberto pela Ionis e codesenvolvido pela Ionis e Akcea Therapeutics para tratar pacientes com síndrome de quilomicronemia familiar ou lipodistrofia parcial familiar. A Akcea, uma afiliada da Ionis, é uma empresa biofarmacêutica focada no desenvolvimento e comercialização de medicamentos para tratar pacientes com doenças cardiometabólicas sérias causadas por distúrbios lipídicos. Se aprovado, o volanesorsen será comercializado através da afiliada da Ionis, a Akcea. Os registros para a aprovação da comercialização do volanesorsen foram submetidos nos EUA, na União Europeia e no Canadá. O inotersen caminha em direção aos registros regulatórios para a autorização de comercialização. As patentes da Ionis fornecem proteção robusta e extensiva para seus medicamentos e tecnologia. Informações adicionais sobre a Ionis encontram-se disponíveis em  www.ionispharma.com .

Referências

1. Darras B, Markowitz J, Monani U, De Vivo D. Chapter 8 - Spinal Muscular Atrophies. In: Vivo BTD, ed. Neuromuscular Disorders of Infancy, Childhood, and Adolescence (Second Edition). San Diego: Academic Press; 2015:117-145.

2. Lefebvre S, Burglen L, Reboullet S, et al. Identification and characterization of a spinal muscular atrophy-determining gene. Cell.1995;80(1):155-165.

3. Mailman MD, Heinz JW, Papp AC, et al. Molecular analysis of spinal muscular atrophy and modification of the phenotype by SMN2. Genet Med. 2002;4(1):20-26.

4. Monani UR, Lorson CL, Parsons DW, et al. A single nucleotide difference that alters splicing patterns distinguishes the SMA gene SMN1 from the copy gene SMN2. Hum Mol Genet. 1999;8(7):1177-1183.

5. Peeters K, Chamova T, Jordanova A. Clinical and genetic diversity of SMN1-negative proximal spinal muscular atrophies. Brain.2014;137(Pt 11):2879-2896.

6. Hua Y, Sahashi K, Hung G, Rigo F, Passini MA, Bennett CF, Krainer AR. Antisense correction of SMN2 splicing in the CNS rescues necrosis in a type III SMA mouse model. Genes Dev. 2010 Aug 1; 24(15):16344-44.

7. Evers MM, Toonen LJ, van Roon-Mom WM. Antisense oligonucleotides in therapy for neurodegenerative disorders. Adv Drug Deliv Rev. 2015;87:90-103.

8. Lunn MR, Wang CH. Spinal muscular atrophy. Lancet. 2008;371(9630):2120-2133.

Para mais informações

+55 11 3054 3342 

FONTE Biogen e Ionis Pharmaceuticals, Inc.

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