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Analista aposta em manutenção da taxa de juros hoje

Da Redação

Em São Paulo

O Brasil só deixaria o posto de campeão de juros no caso de o Comitê de Política Monetária (Copom) optar por fazer um novo corte na taxa, em reunião nesta quarta-feira. A taxa hoje está em 11,25%. Esse cenário, entretanto, é considerado improvável por analistas.

Na avaliação do economista-chefe da UP Trend, Jason Freitas Vieira, embora as principais vertentes consideradas pelo Copom em suas decisões mostrem equilíbrio atualmente, há um pessimismo geral, porque há expectativa de que os Estados Unidos entrem em recessão ainda neste ano.

"Se formos considerar o atual cenário mundial de turbulência, a manutenção da Selic em 11,25% anuais será a ordem do dia", declara.

Para o economista, no curto prazo, o Banco Central deverá optar pela cautela, entretanto, nos últimos meses de 2008 existe a possibilidade de a Selic voltar a cair.

"Se o cenário internacional melhorar, e a inflação brasileira estiver próxima à faixa da meta de 4,5% ao ano, o Banco Central poderia lançar um corte de juros que se refletiria no próximo ano", disse.

Mas essa projeção não condiz com o boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central, com as previsões das cem principais instituições financeiras do país sobre os indicadores econômicos. O documento desta semana dizia que a Selic seria mantida inalterada até o final do ano.

Decisão do Copom
Muitos são os fatores levados em conta pelo Copom no momento de decidir o futuro da taxa de juros do país, entre eles, a inflação, já que é necessário um esforço do Banco Central para equilibrar a política macroeconômica brasileira de forma a cumprir as metas do governo para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador de inflação oficial.

Não existe, conforme Vieira, chances de ocorrer inflação de demanda (aumento de preços ocasionado por uma elevação brusca de procura por produtos, superior à oferta existente) devido à "enxurrada" de investimentos estrangeiros que o Brasil tem recebido.

Quanto mais dólar é injetado na economia brasileira, mais baixo fica o valor da cotação da moeda, o que propicia o aumento de importação de bens e, assim, o leque de mercadorias ofertado ao consumidor é maior a fim de que a oferta consiga suprir a demanda.

"Como boa parte da inflação brasileira é medida em dólar, apesar de haver um aquecimento de demanda no Brasil, isso ainda não se traduziu como inflação", afirma.

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