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PIB dos EUA cresce só 0,6%, mas afasta risco de recessão já

Da Redação

Em São Paulo

A economia dos Estados Unidos cresceu, no primeiro trimestre de 2008, a uma taxa anual de apenas 0,6%, mesmo desempenho verificado no período de outubro a dezembro do ano passado. É o pior resultado desde o quarto trimestre de 2002.

Os dados, divulgados pelo Departamento do Comércio americano, são preliminares, e serão revisados duas vezes nos próximos meses.
Apesar de fracos, os números afastam a possibilidade de que os Estados Unidos já estejam passando por uma recessão, normalmente definida como uma seqüência de dois trimestres de queda na atividade.

O que permitiu um crescimento no primeiro trimestre foi a forte reconstituição das reservas, que contribuiu com 0,81 ponto na alta do PIB (Produto Interno Bruto). Sem contar essas reservas, a economia americana teria encolhido 0,2%, após um aumento de 2,4% no trimestre anterior.

Afetaram negativamente o resultado do PIB os gastos dos consumidores, que foram para o pior nível desde 2001, e a construção imobiliária, que teve a maior queda em mais de 26 anos.

Sem consenso
Alguns analistas disseram que o relatório sugere que a economia está mais firme do que se pensava, mas outros ainda esperam tempos piores com a diminuição da produção para que as empresas possam vender os estoques.
"Esperamos que a correção dos estoques que está por vir mande o crescimento para território negativo, a não ser que haja algum esforço heróico dos consumidores para sair do atual mal-estar com a restituição de 600 dólares", disse Joseph Brusuelas, economista-chefe da IDEAglobal, em Nova York.

Para combater a recessão, o Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) vem promovendo sucessivos cortes na taxa básica de juros. A instituição já reduziu o juro em 3 pontos percentuais desde meados de setembro, para fortalecer a economia e acalmar os mercados financeiros.

Desempenho fraco
Os gastos dos consumidores, que alimentam dois terços da atividade econômica, cresceram com a menor taxa desde o segundo trimestre de 2001, quando a economia estava em recessão. O aumento foi de 1%, após expansão de 2,3% no quarto trimestre.

O enfraquecimento do setor imobiliário, que já estava em crise, foi ainda pior. Os gastos em construção residencial despencaram 26,7% --nona queda trimestral seguida e a maior baixa desde o final de 1981.

O aumento dos estoques, porém, impulsionou o crescimento no primeiro trimestre. Os estoques de produtos não-vendidos cresceram US$ 1,8 bilhão em taxa anualizada no primeiro trimestre, após terem caído US$ 18,3 bilhões em taxa anualizada no último trimestre de 2007.

Houve uma moderação leve na taxa de aumento dos preços. Os gastos de consumo pessoal excluindo alimentos e energia, importante medida para o Fed, subiram 2,2% após alta de 2,5% no quarto trimestre.

Dados da associação de concessores de hipotecas sugeriram nesta quarta-feira que o mercado imobiliário está longe da recuperação. O índice de atividade das aplicações hipotecárias caiu 11,1% na semana passada, para o menor nível desde o final de dezembro.

(Com informações de France Presse, Reuters e Valor Online)

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