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Superávit comercial fica em US$ 4,406 bilhões no acumulado do ano; entenda

Da Redação
Em São Paulo

O superávit comercial brasileiro chega a US$ 4,406 bilhões de janeiro a 4 de maio deste ano, contra o saldo positivo de US$ 13,4 bilhões em 2007 considerando apenas dois dias a mais, segundo informou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

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Até o dia 4 do mês passado, o país registrou US$ 53,469 bilhões em exportações e US$ 49,063 bilhões em importações, enquanto em igual época de 2007 a balança comercial obteve exportações de US$ 48,358 bilhões e importações de US$ 34,908 bilhões.

O saldo da balança comercial, embora ainda se mantenha positivo, tem recuado nos últimos meses de forma considerável, em grande parte devido ao barateamento do dólar e o conseqüentemente encarecimento do real.

Na última sexta-feira, dia 02 de maio, a moeda norte-americana alcançou o menor valor desde 10 de maio de 1999, cotada a R$ 1,65.

O dólar passou a cair bastante frente o real a partir de setembro de 2004, quando a taxa básica de juros da economia estava em 16% ao ano e a inflação ameaçava o andamento da economia, por estar bastante elevada,em 5,49% ao ano, sendo que a meta fixada pelo Banco Central era de 5,5% anuais.

Pelo sistema de política de metas de inflação do BC, o instrumento utilizado para conter o aumento dos preços ao consumidor foi o juro. Deste modo, conforme subiam a taxa Selic, mais o consumo era freado, pois as pessoas deixavam de comprar em função do custo elevado do dinheiro.

A Selic subiu por nove vezes consecutivas desde setembro de 2004 até julho de 2005, quando estacionou em 19,75% anuais. Em agosto, ela foi mantida no mesmo patamar e em setembro sofreu um corte de 25 pontos percentuais e recuou para 19,50% ao ano.

Hoje a Selic está em 11,75% ao ano. Apesar de bem abaixo do que há três anos atrás, a taxa real de juros ( que desconta a inflação projetada para os próximos 12 meses) ainda é a mais elevada do mundo, em 7,1% ao ano.

A relação existente entre juros e dólar é explicada pelos investidores estrangeiros que procuram países para investir capital onde o prêmio pago pelo dinheiro é maior, neste caso, o juros. Sendo o Brasil o portador do maior juro real do mundo, é natural que os investidores venham aplicar recursos no país e promovam uma enxurrada de dólares na economia brasileira.

Assim, quanto maior a quantidade de dólar em circulação, menor será o seu valor de compra e venda, em função da lei da oferta e procura.

Este processo valoriza o preço dos produtos brasileiros no exterior e a competição com demais mercadorias estrangeiras torna-se acirrada.

Conforme o dólar tem caído nos pregões, maior é a freqüência com a qual os exportadores têm perdido mercado, já que os consumidores nos outros países optam por comprar produtos mais em conta que os brasileiros.

Nesta linha de pensamento, como o dólar está com preço bem acessível, as mercadorias importadas passaram a fazer parte do cotidiano da sociedade brasileira. Muitas pessoas trocaram o consumo de itens brasileiros por aqueles vindos de fora.

O resultado é que o volume de importações feitas pelo Brasil cresceu rapidamente enquanto as exportações se expandiram em menor ritmo devido à concorrência apertada no exterior. Então, o superávit comercial que o país começou a registrar foi ficando cada vez mais estreito.

Como exemplo, no mês passado a balança comercial brasileira registrou saldo positivo de US$ 1,7 bilhão, contido, em parte, pela greve dos auditores da Receita Federal que começou em 18 de março.

Mas em abril de 2007 o superávit comercial do país somou US$ 4,203 bilhões, com exportações de US$ 12,44 bilhões e importações de US$ 8,24 bilhões. Foi o melhor resultado do ano até aquele momento e resultado recorde para o mês na história do país.

No ano passado, a balança comercial chegou a registrar outros recordes. Em maio, por exemplo, registrou saldo positivo de US$ 3,87 bilhões, o maior resultado para o mês na história do país.

Em julho, o superávit atingiu US$ 3,34 bilhões, com recorde nas exportações e importações, de US$ 14,1 bilhões e US$ 10,7 bilhões, respectivamente.

Em agosto, houve novo recorde de exportações e importações, com US$ 15,1 bilhões e US$ 11,5 bilhões, nesta ordem.

O mesmo movimento foi repetido em outubro, quando a balança comercial registrou saldo comercial positivo de US$ 3,43 bilhões, vendas externas e compras recordes de US$ 15,7 bilhões e US$ 12,3 bilhões, respectivamente.

Já em novembro, o superávit caiu para US$ 2,02 bilhões, o menor saldo de 2007.





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