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PF prende 8 suspeitos de adulterar leite em pó; 5 marcas são suspensas

Da Redação<br>Em São Paulo

15/05/2008 17h16

A Polícia Federal (PF) anunciou nesta quinta-feira a prisão de oito pessoas suspeitas de pertencer a uma quadrilha que adulteraria leite em pó integral era distribuído para diversos Estados brasileiros.

Cinco marcas do produto foram retiradas das prateleiras em cumprimento à Operação Lactose, na Paraíba, em parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento: Só Beber, Naturesse, Bom Du Leite, Cilpe e Big Leite.

Todas as mercadorias apreendidas eram embaladas pela empresa Big Leite Indústria e Comércio de Alimentos Ltda, dona das marcas retiradas do mercado.

Segundo a PF, os acusados também falsificavam notas fiscais, sonegavam impostos e corrompiam funcionários públicos.

Após um ano de investigações, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária e 14 mandados de busca e apreensão, nos Estados de Paraíba, Pernambuco, Bahia, Ceará e Santa Catarina.

Os estabelecimentos comerciais onde era embalado o leite em pó foram lacrados. Conforme a polícia, a empresa comprava o leite a granel em grandes quantidades para empacotá-lo em volumes menores para revenda no varejo.

Após o empacotamento em volumes menores, a Big Leite substituía 50% do leite em pó integral por soro, produto pobre em proteína. Para o leite ser destinado ao abastecimento direto, ou seja, ao consumo humano direto, o máximo de soro admitido pelo Ministério da Agricultura é de 30 mg/l.

Depois da falsificação, segundo a PF, a empresa Big Leite recebia notas fiscais frias das empresas Avesul e Sanita, estabelecidas em Santa Catarina; Milky, estabelecida na Bahia; e Via Láctea, no Estado do Ceará. Conforme a PF, todas as empresas são de propriedade dos suspeitos.

A polícia afirmou ainda que funcionários do Laboratório oficial do Ministério da Agricultura em Pernambuco eram corrompidos para trocar as amostras colhidas pela fiscalização na empresa Big Leite por material de boa qualidade.

De acordo com a PF, a empresa Big Leite já teve problemas em 2006 e 2007 com o seu leite, quando o produto pasteurizado foi reprovado pelo Procon no Estado de Goiás.

Alguns dos suspeitos já respondem judicialmente por homicídio e pelo mesmo tipo de fraude agora investigada.

(Com informações de Agência Brasil e Agência Estado)

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