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Ata do Copom sinaliza que juros devem continuar subindo

Da Redação

Em São Paulo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve manter o ciclo de aperto do juro, iniciado em abril, para conter a alta dos preços no país.

"O Comitê acredita que a atual postura de política monetária, a ser mantida enquanto for necessário, irá assegurar a convergência da inflação para a trajetória das metas", afirmaram os diretores do BC na ata da reunião do Copom na semana passada, divulgada nesta quinta-feira.

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Apesar dos seguidos recordes do petróleo, o Copom manteve a estimativa de aumento zero para a gasolina e o gás de cozinha em botijão neste ano. No entanto, a luz deve subir.
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Na última reunião (dias 3 e 4), o Copom elevou a taxa básica de juros da economia brasileira (a Selic) em 0,5 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Foi o segundo aumento consecutivo da taxa.

Mais uma vez, o Copom mostrou preocupação com o ritmo da demanda doméstica. Para os diretores do BC, a expansão acelerada desta demanda continua sendo uma ameaça para o controle dos preços.

"O ritmo de expansão da demanda doméstica, que deve continuar sendo sustentado, entre outros fatores, pelo crescimento da renda e do crédito, continua colocando riscos importantes para a dinâmica inflacionária", afirmaram os diretores.

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O Copom também deixou claro que está preocupado com a piora das expectativas de inflação. Como existe uma defasagem entre a adoção de uma medida como o aumento do juro e seu efeito sobre a economia, essas expectativas são fundamentais para garantir maior eficácia da política adotada pelo BC.

"Nas atuais circunstâncias, existe o risco de que os agentes econômicos passem a atribuir maior probabilidade a que elevações da inflação sejam persistentes, o que implicaria redução da eficácia da implementação da política monetária", afirmaram os diretores do BC.

Na avaliação do Comitê, as decisões tomadas pelo Copom terão "impactos concentrados" no segundo semestre deste ano e em 2009.

A meta de inflação definida para 2008 indica que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) poderá fechar o ano com alta de 4,5%, com uma margem de variação de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo (ou seja, pode ficar entre 2,5% e 6,5% ao ano).

Nessa quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a inflação medida pelo IPCA em maio foi de 0,79%, a maior alta para meses de maio em 12 anos.

No acumulado em 12 meses até maio, o IPCA registrou uma alta de 5,58%, mais de um ponto percentual acima do centro da meta de inflação do ano (4,5%).

(Com informações da Reuters)

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