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FBI prende 406 gerentes nos EUA suspeitos de fraude em hipotecas

Da Redação
Em São Paulo

Uma operação realizada pelo FBI de combate a fraudes do setor de hipotecas prendeu 406 gerentes de instituições financeiras, desde março, segundo informação divulgada nesta quinta-feira no site da polícia federal dos EUA.



A operação do FBI descobriu 144 supostos casos de fraude, com prejuízos estimados em US$ 1 bilhão.

Entre os indiciados, estão dois ex-gerentes de fundos de investimento de alto risco (hedge funds) do Bear Stearns que faliram em junho de 2007 foram detidos nesta quinta-feira.

Matthew Tannin e Ralph Cioffi são os primeiros altos executivos de Wall Street acusados de fraude em uma investigação federal sobre a crise de crédito.

A Promotoria afirma que Tannin, de 49 anos, e Cioffi, de 52, garantiram aos investidores que os dois fundos de investimento de alto risco estavam em bom estado, quando dias antes os dois estavam preocupados sobre seu futuro.

O jornal americano "The Wall Street Journal" informa em sua edição desta quinta-feira que a Promotoria está se concentrando nos e-mails trocados por Tannin e Cioffi para comprovar a acusação.

A advogada de Tannin, Susan Brune, declarou à imprensa americana que seu cliente "é inocente" e que se tornou um "bode expiatório" da crise creditícia.

Em junho do ano passado, dois dos fundos de investimento de alto risco do Bear Stearns quebraram devido à forte desvalorização de seus ativos vinculados a hipotecas de alto risco.

Desde então, começou uma crise de liquidez com a multiplicação de complexos instrumentos financeiros vinculados a esse tipo de dívida, que se estendeu ao mercado creditício internacional.

Os problemas do Bear Stearns, que antes da crise era o quinto maior banco de investimentos dos EUA, começaram exatamente com a quebra desses dois hedge funds em junho de 2007.

No dia 14 de março, o Bear Stearns reconheceu que sua liquidez tinha se deteriorado significativamente devido, em boa parte, aos rumores que circulavam em Wall Street sobre a saúde dos ativos do banco, provocando uma forte queda de suas ações no mercado financeiro.

No mesmo dia, o JP Morgan Chase e o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciaram que financiariam o Bear Stearns para ajudá-lo a superar seus problemas de liquidez.

Em 29 de maio, os acionistas do Bear Stearns aprovaram em uma junta extraordinária sua venda ao JP Morgan Chase.

(Com informações da Efe)

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