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Juros altos devem fazer economia desacelerar em 2009, diz mercado

Da Redação
Em São Paulo

O mercado modificou sua projeção para o crescimento da economia brasileira no próximo ano, reduzindo a expectativa. A redução ocorre menos de uma semana após o Banco Central ter elevado a taxa básica de juros do país em 0,75 ponto percentual, para 13% anuais.

Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo BC, a estimativa dos economistas é que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça 3,9% em 2009, contra a previsão anterior de 4%.

Para este ano, entretanto, a perspectiva ficou mantida em 4,8% pela 6ª apuração seguida, já que, conforme opinião dos analistas, o aumento na taxa de juros tem efeito retardado e só deverá ser sentido na economia após cerca de seis meses.

Inflação
O boletim Focus mostrou também que o mercado continua apostando que a inflação oficial medida pelo IPCA vá superar o teto da meta estipulado para este ano, que é de 6,5% anuais. As estimativas subiram pela 18ª semana consecutiva e passaram de 6,53% para 6,58% anuais.

Para o IPCA de 2009, entretanto, a previsão manteve-se inalterada em 5% anuais pela segunda medição seguida.

A meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para 2008 e 2009 é de 4,5% anuais, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo, sendo aceitável, portanto, que o IPCA fique no intervalo de 2,5% a 6,5% anuais.

Os analistas consultados pelo BC também revisaram as expectativas para os demais indicadores inflacionários deste ano. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), utilizado em grande parte dos reajustes de contratos de aluguel, a previsão saiu 11,96% para 12,04% anuais.


Para o IGP-DI (índice Geral de Preços - Divulgação Interna), a estimativa saiu de 12,03% para 12,18%, enquanto para o IPC (índice de Preços ao Consumidor) da Fipe a previsão saiu de 6,51% para 6,69% anuais.

Para este mês, contudo,os entrevistados pelo BC esperam que o IPCA fique em 0,61%, contra os 0,62% projetados na medição anterior. Em relação aos demais indicadores, o relatório mostra que as estimativas cresceram, exceto para o IPC- Fipe, que caiu de 0,6% para 0,55%. No caso do IGP-M, passaram de 1,6% para 1,7%, e do IGP-DI, saiu de 1,42% para 1,47%.

Taxa de juros
Pela sexta semana seguida, os analistas financeiros reforçaram a estimativa de que a Selic (taxa básica de juros) termine o ano em 14,25%. Mas para o ano que vem, a expectativa passou de 13,75% para 14% anuais.

Atualmente, a taxa Selic está em 13% ao ano.

Consta ainda do relatório a previsão de que o dólar termine 2008 a R$ 1,63, sem alterações na estimativa, e a R$ 1,75 em 2009, contra R$ 1,74 previstos anteriormente.

Para julho, a projeção é de que o dólar encerre a R$ 1,60, igual ao que dizia no relatório anterior.

Comércio Exterior
Os analistas consultados pelo BC esperam que o déficit em conta corrente fique em US$ 24 bilhões, conforme a projeção anterior. Para o ano seguinte, a previsão foi alterada, de saldo negativo de US$ 31,4 bilhões para déficit de US$ 31,5 bilhões.

A expectativa para a balança comercial é de superávit de US$ 22,78 bilhões este ano, acima dos US$ 22,67 bilhões estimados no relatório anterior, e de US$ 15 bilhões nos 12 meses seguintes, igual à observada na última apuração.

Deve haver ingresso de US$ 34 bilhões em investimento estrangeiro direto em 2008, ante os US$ 33 bilhões previstos anteriormente. Para 2009, a perspectiva é de entrada de US$ 30 bilhões, sem modificação.

No relatório está ainda que produção industrial deva apresentar ampliação de 5,38% neste exercício, contra os 5,45% projetados anteriormente e de 4,50% nos 12 meses à frente, sem alteração.

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