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Pacote de socorro aos bancos dos EUA deve sair até segunda-feira, diz Casa Branca

Da Redação
Em São Paulo

A Casa Branca disse nesta sexta-feira não ver razão alguma pela qual o pacote de resgate do sistema financeiro dos Estados Unidos não seja finalizado até segunda-feira.

Ainda há muito trabalho a ser feito sobre a legislação do pacote de resgate do sistema financeiro dos Estados Unidos, mas os esforços continuam caminhando em uma direção positiva, acrescentou a Casa Branca.

"Temos muito trabalho a fazer, mas as coisas continuam indo na direção correta", disse a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino.

Ela acrescentou que o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, está no Capitólio conversando com parlamentares.

Recesso adiado
Mais cedo, o líder do Senado, Harry Reid, disse que será adiado o recesso dos legisladores americanos, que começaria nesta sexta-feira em razão das eleições presidências de 4 de novembro.

"Vamos permanecer em sessão o tempo necessário para aprovar o pacote", enfatizou.

Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, george W. Bush enfatizou a necessidade urgente de aprovação do plano de resgate dos bancos.

"Nós precisamos de um acordo de resgate do setor financeiro. Nós devemos agir rapidamente", declarou o presidente Bush.

"Temos um enorme problema", disse Bush, falando da crise financeira que os Estados Unidos estão atravessando.

"Há desacordos sobre alguns aspectos do plano de resgate, mas não há desacordo sobre o fato de que alguma coisa importante deve ser feita", afirmou, um dia depois do fracasso de uma reunião inédita na Casa Branca sobre a crise financeira, com os dois candidatos à presidencial, Barack Obama e John McCain, e os líderes dos partidos democrata e republicano.

"Minha administração continua trabalhando com o Congresso. É uma tarefa pesada, nossa proposta é uma importante proposta", destacou o presidente Bush. "E cada vez que você tem um plano desta dimensão, onde as coisas acontecem assim tão rapidamente, que requer uma lei, isso gera debates. Os membros do Congresso querem ser ouvidos", declarou Bush.

Depois da maior falência da história dos EUA, a do banco Washington Mutual, fechado pelas autoridades americanas na noite de quinta-feira, a pressão aumenta mais do que nunca nesta sexta-feira para a conclusão rápida das discussões sobre este plano de resgate do secretário do Tesouro, Henry Paulson, que prevê a injeção de 700 bilhões de dólares no sistema bancário americano.

Os democratas acusam os republicanos de serem os responsáveis do impasse atual para a adoção do plano. O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, particularmente, segundo os democratas, sabotou o consenso que parecia estar se desenhando no Congresso na manhã de quinta-feira sobre este plano.

(Com informações de AFP e Reuters)

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