Fed: medidas devem levar a 'crescimento moderado' no futuro

Da Redação

Em São Paulo

O Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) acredita que as medidas tomadas pelos bancos centrais de vários países contra a crise financeira "devem ajudar futuramente a melhorar as condições de crédito e promover um retorno para um crescimento econômico moderado".

No entanto, a instituição ressalta que "os riscos negativos ao crescimento permanecem". As afirmações estão no comunicado divulgado após a decisão de reduzir para 1% ao ano a taxa básica de juros.

O BC dos EUA justificou a decisão dizendo que o ritmo da atividade econômica americana "parece ter diminuído notadamente". Leia abaixo a íntegra da nota do Fed.


"O Comitê Federal do Mercado Aberto decidiu hoje reduzir sua meta para a taxa de juros dos "federal funds" em 50 pontos básicos, para 1%.

O ritmo da atividade econômica parece ter diminuído notadamente, devido principalmente ao declínio dos gastos do consumidor. Os gastos das empresas com equipamentos e a produção industrial enfraqueceram nos últimos meses, e a redução da atividade econômica em vários outros países está freando as projeções para as exportações dos Estados Unidos. Ainda, a intensificação do distúrbio no mercado financeiro provavelmente vai se refletir em nova restrição nos gastos, parcialmente devido à redução da capacidade das famílias para obter crédito.

À luz do declínio dos preços de energia e outras commodities e das projeções mais fracas para a atividade econômica, o Comitê prevê que a inflação modere-se nos próximos trimestres para níveis consistentes com estabilidade de preços.

Ações políticas recentes, incluindo a redução da taxa de juros hoje, cortes coordenados com outros bancos centrais, medidas extraordinárias para liquidez, e decisões oficiais para fortalecer os sistemas financeiros devem ajudar futuramente a melhorar as condições de crédito e promover um retorno para um crescimento econômico moderado. No entanto, riscos negativos para o crescimento permanecem. O Comitê vai monitorar o desenvolvimento econômico e financeiro e agirá conforme o necessário para promover crescimento econômico sustentável e estabilidade de preços.

Votaram a favor desta política monetária do Fomc: Ben S. Bernanke (presidente); Timothy F. Geithner (vice); Elizabeth A. Duke; Richard W. Fisher; Donald L. Kohn; Randall S. Kroszner; Sandra Pianalto; Charles I. Plosser; Gary H. Stern; e Kevin M. Warsh.

Junto, os diretores aprovaram por unanimidade uma redução de 50 pontos-bases na taxa de redesconto, para 1,25%. Com essa ação, a instituição aprovou os pedidos submetidos pelos diretores das unidades de Boston, Nova York, Cleveland e San Francisco."


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