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Europa propõe pacote de € 200 bilhões para enfrentar crise

Da Redação

Em São Paulo

A Comissão Européia (CE, órgão executivo da União Européia) pediu hoje aos 27 países-membros do bloco europeu que destinem € 200 bilhões (R$ 611 bilhões), equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da UE, para medidas de superação da crise econômica.

O presidente da CE, José Manuel Durão Barroso, disse, em entrevista coletiva, que a maior parte desse dinheiro (€ 170 bilhões) deverá ser oferecida pelos Estados-membros, enquanto a quantia restante sairá do orçamento comunitário e do Banco Europeu de Investimentos.


A União Européia prepara um conjunto de medidas destinado a estimular os investimentos na indústria, a criação de empregos e a recuperação do consumo nos países do bloco, afetados pela primeira recessão da história do euro como conseqüência da crise financeira global.

Segundo fontes do executivo europeu, a proposta deve apoiar-se em três pilares: a redução dos impostos sobre circulação de determinados produtos, o aumento do capital do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e a reformulação dos sistemas de pagamento dos fundos estruturais e de coesão que a UE destina a seus países membros.

Com essa fórmula, Bruxelas pretende aumentar o financiamento público e compensar a escassez de empréstimos por parte das instituições privadas, que tem conseqüências diretas sobre a indústria e as famílias, explicaram a fontes.

Uma das propostas é ampliar para algo entre € 55 bilhões e € 60 bilhões os recursos do BEI para o período entre 2009 e 2010, um aumento de entre 10% e 20% em relação ao atual capital da instituição, que no ano passado ofereceu € 47,8 bilhões em empréstimos em condições privilegiadas.

A idéia é fomentar o investimento principalmente nos setores automotivo e de construção, os mais afetados na Europa pela crise financeira.

Ao mesmo tempo, a Comissão Européia sugerirá agilizar o pagamento de € 4,68 bilhões dos fundos estruturais europeus, dotados de um total de 278 bilhões de euros para o período entre 2007 e 2013.

Esses fundos são destinados ao financiamento de projetos nacionais para o desenvolvimento regional, social, agrícola e pesqueiro.

Bruxelas também deverá propor simplificar o processo de aprovação dos projetos candidatos a um financiamento pelos fundos de coesão social, dotados de € 70 bilhões para o mesmo período, com a finalidade de ajudar no crescimento econômico dos países-membros menos desenvolvidos.

Por outro lado, a Comissão Européia deve pedir aos governos nacionais que adotem uma série de incentivos fiscais para as indústrias que decidam investir em inovação tecnológica que promova o uso de energia renovável e no desenvolvimento de produtos "ecologicamente corretos".

Outra sugestão será reduzir os impostos sobre a circulação desse tipo de produtos, adiantou na terça-feira o comissário europeu de Economia, Joaquín Almunia.

(Com informações de BBC Brasil e Efe)

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