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IPCA fica em 5,9% em 2008, o maior resultado em 4 anos

Da Redação
Em São Paulo

Pelo segundo ano consecutivo, o grupo alimentação foi o vilão da inflação em 2008, segundo informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou o ano com alta de 5,9%, 1,44 ponto percentual acima do índice de 2007 (4,46%) e o maior resultado desde 2004, quando o indicador registrou 7,6% (veja gráfico ao final do texto).

Desta Vez, o IPCA não ficou dentro do centro da meta estipulado para o período, que é de 4,5%, mas ficou abaixo do teto, que é de 6,5%.


COMPORTAMENTO DOS GRUPOS DO IPCA EM 2008
Fonte: IBGE
GRUPO2007 (%)2008 (%)NO IPCA (p.p)
Alimentação10,7911,112,42
Habitação1,765,080,67
Residência-2,481,990,09
Vestuário3,787,310,48
Transportes2,082,320,47
Saúde4,485,730,62
Despesas Pessoais6,537,350,72
Educação4,184,560,32
Comunicação0,671,780,11
Total4,465,9-
Segundo o IBGE, os preços dos alimentos subiram 11,11% em 2008, superior aos 10,79% registrados em 2007, representando a maior alta dentre os grupos que compõem o IPCA.

Conforme a pesquisa, a alta dos alimentos reflete o aumento dos preços no mercado internacional e o crescimento da demanda por esses produtos.

Dentro do grupo alimentação, os preços do item refeição em restaurante subiram 14,45% em 2008 e deram a maior contribuição individual para o IPCA em 2008, de 0,55 ponto percentual.

Em seguida, ficaram as carnes, cujos preços aumentaram 24,02% e a contribuição foi de 0,49 ponto percentual.

Grupos não-alimentícios
A segunda maior contribuição veio do item Despesas Pessoais, que subiu 7,35%, contra 6,53% do ano anterior.

Neste item, o destaque ficou com os salários dos empregados domésticos, que aumentaram 11,04% e contribuíram com 0,34 ponto percentual, sendo a terceira maior contribuição individual para o índice do ano.

Ajudaram também neste grupo o aumento dos preços da mensalidade de colégios (4,75%), planos de saúde (6,15%) e aluguel residencial (6,92%).

Mesmo com a redução dos preços da gasolina, o item combustíveis fechou o ano com alta de 0,55%, resultado do aumento de 1,06% nos preços do álcool e de 23,41% de gás veicular.

No grupo de preços administrados, cuja contribuição para o IPCA em 2008 foi de 0,99 ponto percentual, destacou-se o aumento de 3,64% nos serviços de telefonia fixa e de 7,11% em taxas de água e esgoto.

IPCA em dezembro subiu 0,28%
Já o IPCA do último mês do ano ficou em 0,28%, 0,08 ponto percentual inferior à taxa de novembro (0,36%) e 0,46 ponto percentual abaixo do índice de dezembro de 2007 (0,74%).

Contribuiu para a queda a desaceleração dos preços do grupo alimentação no período, que ficaram em 0,36%, contra 0,61% registrados em novembro. Entre os produtos cujos preços subiram menos, destaque para carnes (passou de 2,53% para 0,44%).

Quanto aos produtos não-alimentícios, o IPCA de dezembro foi de 0,26%, próximo dos 0,29% de novembro. Vestuário foi o grupo de maior alta no último mês do ano, tendo voltado a subir, passando de 0,71% em novembro para 0,99% em dezembro.

Novamente, Belém tem o maior IPCA
A região metropolitana de Belém ficou, pelo segundo ano consecutivo, com a maior inflação em 2008 (7,95%), depois que os preços do grupo alimentação subiram 12,74%.

INFLAÇÃO REGIONAL
Fonte: IBGE
REGIÃOPESO (%)2007 (%)2008 (%)
Belém4,157,17,95
Recife4,115,456,98
Porto Alegre8,923,716,57
Rio de Janeiro13,683,86,37
Fortaleza3,874,186,27
São Paulo33,063,895,61
Goiânia3,734,75,53
Curitiba7,423,485,41
Belo Horizonte10,835,865,34
Brasília3,374,555,22
Salvador6,866,075,15
BRASIL1004,465,9
Em seguida, as regiões que apresentaram os maiores valores de IPCA foram Recife (6,98%), Porto Alegre (6,57%) e Rio de Janeiro (6,37%).

Na outra ponta, as menores altas do índice ficaram com Salvador (5,15%), Brasília (5,22%) e Belo Horizonte (5,34%).

Medido pelo IBGE, o IPCA é o índice utilizado pelo governo para definir as metas oficias de inflação. Para 2008, ficou estipulado 4,5% com margem de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, podendo a inflação ficar, portanto, entre 2,5% e 6,5%.

O IPCA tem como referencia famílias com renda entre 1 e 40 salários mínimos, em nove regiões metropolitanas, em Goiânia e no Distrito Federal.





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