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Corte na GM pode ser início de onda de demissões em montadoras, diz professor

Silvana Salles
Em São Paulo

Anunciadas hoje pelo sindicato de metalúrgicos da região, as 744 demissões na fábrica da General Motors em São José dos Campos (interior de São Paulo) podem ser o início de uma onda de cortes de pessoal nas montadoras que operam no Brasil. A avaliação é de Arthur Barrionuevo, professor de microeconomia da FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas).

"Não faria sentido nenhum demitir por causa da crise na matriz porque a GM do Brasil produz fundamentalmente para a demanda doméstica", afirmou.


Desta forma, os principais motivos para o corte estariam ligados a uma queda das vendas no país e à redução da oferta de crédito, que também ganhou taxas de juros maiores.

O professor lembra que os números referentes ao último trimestre do ano passado já revelavam desempenho reduzido na venda de veículos nos meses de novembro e dezembro. As demissões seriam, portanto, um ajuste à demanda atual ante a menor confiança do consumidor e o crédito mais restrito.

Segundo informação divulgada pela Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) na semana passada, as vendas do mês de dezembro no setor automotivo caíram 16,39% em relação a 2007.

"Se o cenário não mudar, tudo indica que as outras montadoras farão a mesma coisa. O quadro de funcionários estava no nível necessário para atender à demanda anterior", completa Barrionuevo.

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