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Produção de veículos cai 40% em dezembro e leva indústria ao pior resultado desde 1991

Da Redação

Em São Paulo

(Texto atualizado às 10h16)

A produção da indústria brasileira caiu 12,4% de novembro para dezembro de 2008, na terceira queda mensal consecutiva, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira. Foi a maior queda desde o início desta série de pesquisas, em 1991.

Entre setembro e dezembro, o recuo acumulado foi de 19,8%. Com isso, o desempenho ao longo de 2008 acabou sendo uma expansão de 3,1%, pouco mais que a metade dos 6% verificados em 2007.


Até setembro, a indústria acumulava uma alta de 6,4% no ano. A atividade em dezembro foi 14,5% menor do que no mesmo mês do ano anterior, na série sem ajuste sazonal.

O setor de automóveis foi o "principal impacto negativo", segundo nota divulgada pelo IBGE. O item "veículos automotores" produziu em dezembro 39,7% menos que no mês anterior.

Também tiveram queda de novembro para dezembro os ramos de máquinas e equipamentos (recuo de 19,2%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (de 48,8%), metalurgia básica (de 18,3%), borracha e plástico (de 20,1%), indústria extrativa (de 11,8%) e outros produtos químicos (de 9,0%).

A "queda generalizada", segundo o IBGE, foi consequência da restrição de crédito e a queda das exportações de matérias-primas. "Em síntese, a mudança do quadro macroeconômico a partir de setembro teve efeito imediato sobre a atividade industrial", afirma a instituição, em nota.

"A análise sobre o comportamento do setor em 2008, a partir dos índices de média móvel trimestral, mostra duas fases bem distintas. Na primeira, que compreende o período de setembro de 2006 a setembro de 2008, há uma elevação generalizada do nível de produção (...). Na fase seguinte, a partir de outubro de 2008, observa-se uma significativa queda na produção global, que recua 9,4% entre setembro e dezembro, movimento que é acompanhado por todas as categorias de uso (no Brasil)."

Duráveis caem 34%
A produção de bens de consumo duráveis teve queda recorde de 34,3% em dezembro em relação ao mês anterior, depois de já ter caído 20,4% em novembro ante outubro.

Os bens de capital (aqueles usados na produção) também tiveram queda recorde, de 22,2% em dezembro ante o mês anterior. Em novembro, na relação com outubro, o setor havia recuado 3,9%.

(Com informações da Reuters)

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