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Reservas caem abaixo de US$ 200 bi pela 1ª vez desde junho

Da Redação

Em São Paulo

As reservas internacionais brasileiras caíram abaixo dos US$ 200 bilhões na última sexta-feira pela primeira vez em mais de sete meses, mostraram dados do Banco Central nesta segunda-feira.

As reservas fecharam a última sexta-feira em US$ 199,932 bilhões, pelo conceito de liquidez, contra US$ 200,115 bilhões na véspera. A última vez em que elas tinham ficado abaixo dos US$ 200 bilhões foi em 25 de junho de 2008, quando somaram US$ 199,008 bilhões.


O presidente do BC, Henrique Meirelles, informou nesta segunda-feira que a autoridade monetária vendeu US$ 14,3 bilhões no mercado à vista até o final de janeiro em um esforço para prover liquidez em meio ao agravamento da crise financeira global.

As reservas atingiram seu ápice em 6 de outubro, quando somaram US$ 209,386 bilhões.

Para segurar o dólar
A redução do nível das reservas foi motivada pela necessidade de o Banco Central oferecer dólares ao mercado nos momentos de alta demanda pela moeda americana, impedindo que o câmbio ficasse ainda mais instável.

Desde que se iniciou a atual crise financeira, em setembro, até 29 de janeiro, o BC já injetou US$ 61 bilhões para dar liquidez ao mercado em moeda estrangeira. Nesse volume, US$ 14,2 bilhões foram vendas à vista de dólares das reservas internacionais do país.

A informação é do presidente do BC, Henrique Meirelles, que acrescentou que as liberações de recursos dos depósitos compulsórios dos bancos atingiram R$ 99,2 bilhões entre o início da fase aguda da crise mundial, em medos de setembro, até o fim do mês passado. Ele lembrou que antes da crise o estoque de compulsório somava R$ 259,4 bilhões.

As intervenções da autoridade monetária para irrigar o mercado de câmbio no país estavam assim distribuídas até 29 de janeiro: US$ 33,3 bilhões em derivativos (contratos de swap); US$ 7,4 bilhões em leilões com recompra; US$ 6 bilhões em linhas direcionadas a exportadores e US$ 14,2 bilhões em leilões no mercado à vista.

Em seminário de arquitetos e engenheiros, Meirelles destacou que o ritmo na oferta de crédito interno está melhor do que no início da crise. A liberação nos bancos públicos cresceu 12,9% entre setembro e dezembro; nos bancos estrangeiros subiu 4,5% e na rede privada nacional, 2,5%, sendo que nos bancos de pequeno porte a alta foi de apenas 0,6% no intervalo.

Ao reiterar que a crise mundial "é séria e grave", e que o Brasil é considerado melhor preparado que outras economias para enfrentar as turbulências, Meirelles mencionou ainda o acordo de troca (swap) de moedas com o banco central americano (Federal Reserve), no valor de US$ 30 bilhões,q ue foi renovado até outubro.

"Esses recursos ainda não estão nas reservas brasileiras porque ainda não foi necessário efetivar a troca", reiterou ele, lembrando também que a partir deste mês o BC deve liberar cerca de US$ 20 bilhões das reservas internacionais para o pagamento de dívidas externas de empresas brasileiras.

(Com informações de Reuters e Valor Online)

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