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Economia brasileira corta mais de 100 mil empregos formais em janeiro

Da Redação

Em São Paulo

(Texto atualizado às 16h34)

A economia brasileira fechou 101.748 postos de trabalho com carteira assinada em janeiro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.

Foi a primeira vez desde 1999 que o país teve corte líquido de emprego formal em um mês de janeiro. Na época, haviam sido demitidos 41.211 trabalhadores com carteira assinada. A série histórico com a atual metodologia do levantamento se iniciou em 1999.


PÁSCOA DEVE GERAR 40 MIL VAGAS
Em janeiro deste ano completou-se o terceiro mês seguido de redução no número de vagas formais no país.

Já por efeito da crise, novembro mostrou corte líquido de 40,82 mil vagas, algo incomum para o mês. Dezembro apontou perda de 654,9 mil vagas, o dobro da média histórica para o período.

Em janeiro do ano passado a situação era oposta: houve geração líquida de 142.921 vagas.

O setor que mais desempregou no mês passado foi a indústria de transformação, com 55,1 mil cortes. Em seguida vêm o comércio, com 50,8 mil demissões, e a agricultura, com 12,1 mil empregos formais a menos.

Construção civil gera empregos
O segmento de construção civil, ao contrário, teve geração líquida positiva de 11,32 mil vagas em janeiro.

Mesmo assim, o aumento está em ritmo bem abaixo do verificado no mesmo mês do ano passado, quando foram criados 38,6 mil postos.

O setor de serviços também ampliou as contratações, com mais 2,45 mil empregados, assim como a administração pública, com mais 2,23 mil vagas.

"O comportamento desfavorável do emprego em janeiro, além de refletir a influência de fatores sazonais, assinala a continuidade dos desdobramentos da crise internacional", destacou o ministério em comunicado.

Ministro: "país está reagindo"
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que "o Brasil está reagindo" e que "alguns setores começam a dar resultado positivo".

Segundo ele, o segmento automobilístico, que vinha demitindo, parou de cortar empregos. Assista ao vídeo abaixo com a avaliação de Lupi sobre o assunto.



(Com informações de Reuters e Valor Online)

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