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Desemprego atinge maior taxa desde abril do ano passado, mas fica abaixo do previsto

Da Redação

Em São Paulo

(Texto atualizado às 9h31)

A taxa de desemprego no país subiu de 8,2% em janeiro para 8,5% em fevereiro, maior percentual desde abril do ano passado. Ainda assim, ficou abaixo dos 8,7% registrados em fevereiro do ano passado (veja gráfico ao final do texto).

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e abrangem seis regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre).


O indicador subiu menos que o esperado. Todos os 32 economistas consultados pela agência de informações Reuters previam uma taxa maior. As projeções variavam entre 8,7% e 9,6%.

Apesar de ter aumentado, a taxa ainda está bem longe do recorde, de 13,1%, atingido em abril de 2004.

A pesquisa com a atual metodologia se iniciou em 2001.

Piora no mês, melhora no ano
Os dados divulgados pelo IBGE mostram que a situação do emprego piorou de janeiro para fevereiro. No entanto, quando se compara um prazo de um ano, entre fevereiro do ano passado e deste ano, os números mostram melhora.

O total da população desocupada somou 1,9 milhão de pessoas em fevereiro, 51 mil a mais que em janeiro, mas 29 mil a menos que em fevereiro do ano passado.

Já a população ocupada estava em 20,9 milhões em fevereiro, 211 mil a menos que em janeiro, mas 283 mil a mais que em fevereiro do ano passado.

O número de pessoas com carteira de trabalho assinada ficou em 9,4 milhões, queda de 1,1% em relação a janeiro e alta de 3,4% sobre um ano atrás.

Desemprego a 13,9%
Ontem, o Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos) divulgou pesquisa apontando que a taxa de desemprego ficou em 13,9%. A discrepância entre esse número e o divulgado pelo IBGE é explicada por uma diferença de metodologia.

A pesquisa divulgada ontem considera desempregadas não apenas as pessoas que não têm uma ocupação, mas inclusive aquelas que exercem um trabalho precário (popularmente conhecido como "bico") enquanto procuram emprego relacionado à sua profissão.

Também aqueles que desistiram de procurar emprego nos últimos 30 dias por pessimismo são considerados "desempregados" na pesquisa Dieese Seade, enquanto são vistos como "inativos" na pesquisa do IBGE.



(Com informações da Reuters)

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