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Justiça concede liberdade a Eliana Tranchesi, dona da Daslu

Rosanne D'Agostino

Do UOL Notícias

Em São Paulo

O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região concedeu nesta sexta-feira (27) habeas corpus à Eliana Tranchesi, dona da butique de luxo Daslu, presa em São Paulo nesta quinta após condenação a 94 anos e seis meses de prisão por crimes como formação de quadrilha, descaminho (importação fraudulenta de produto lícito) e falsidade ideológica. A decisão é do desembargador Luiz Stefanini.

Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) do Estado, Tranchesi está presa na enfermaria da Penitenciária Feminina da Capital, no Carandiru (zona norte de São Paulo), em razão de seu estado de saúde. A defesa da dona da Daslu alegou ao TRF que sua cliente está em tratamento quimioterápico devido a um câncer de pulmão. Ainda não há informações sobre quando ela deixará o presídio.

A sentença que condenou Eliana Tranchesi é da juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara da Justiça Federal em Guarulhos (Grande SP), que entendeu que a butique Daslu e importadores ligados à empresa faziam parte de uma "organização criminosa".

A condenação, em sentença de cerca de 500 páginas, é em primeira instância, e cabe recurso. No total, sete pessoas foram condenadas à prisão pela Justiça Federal envolvidas com irregularidades na Daslu. O Ministério Público Federal denunciou os acusados por subfaturamento de produtos importados que eram vendidos na loja, com o objetivo de pagar menos impostos.

A Polícia Federal classifica como foragidos outros quatro condenados. Ontem, também foram presos Antonio Carlos Piva de Albuquerque, irmão de Eliana, ex-diretor financeiro da Daslu, e Celso de Lima, da importadora Multimport.

O irmão de Eliana e ex-diretor financeiro da loja, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, também foi condenado a um total de 94 anos e seis meses de prisão. No Brasil, o réu pode cumprir no máximo 30 anos, de acordo com a legislação.

Eliana está presa na Penitenciária Feminina da Capital, no Carandiru (zona norte de São Paulo)

Em carta enviada à imprensa, Eliana Tranchesi afirma que sua vida foi "revirada" e alega que não é um "perigo para a sociedade", por isso, sua prisão não está justificada.

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