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G20 inicia trabalhos para buscar soluções à crise econômica mundial

Da Redação

Em São Paulo

Os líderes das principais potências desenvolvidas e dos países emergentes (G20) iniciaram nesta quinta-feira em Londres uma reunião de cúpula, na qual pretendem conciliar suas posições para enfrentar a crise econômica mais grave desde a II Guerra Mundial.

Os governantes do planeta, que iniciaram a sessão plenária às 6h30 de Brasília, concluirão os trabalhos às 13h de Brasília, com uma declaração final que pretende reformar o sistema financeiro mundial.


PROTESTO TERMINA EM MORTE
01.abr.09 - Daniel Deme/Efe
Uma pessoa morreu e 86 foram detidas em protesto ontem em Londres. Atos continuam hoje
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A reunião marca a participação de países emergentes, como o Brasil, no centro das discussões e decisões sobre a economia mundial. Na pauta estão questões orçamentárias, monetárias, de crescimento, comércio e energia.

Do encontro, devem sair medidas de peso para combater a crise financeira internacional. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiantou na quarta-feira (1º) que o grupo de países aprovará um pacote de US$ 1 trilhão para impulsionar o crédito global e mais US$ 200 bilhões para estimular o comércio internacional.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, sinalizou que deve discutir a possibilidade de criação de uma moeda internacional para substituir o dólar nas reservas cambiais dos países, como propôs a China na semana passada. O Brasil já se manifestou favoravelmente à proposta. O Japão e o FMI (Fundo Monetário Internacional) mostraram-se contrários.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve aproveitar a ocasião para fazer um alerta contra o protecionismo no comércio internacional. No entanto, a forte queda no preço das matérias-primas - principal item das exportações brasileiras - verificada desde o agravamento da crise, em setembro, tende a tornar reduzido o poder de barganha do Brasil nas negociações sobre o comércio global.

Alguns críticos alertam que as decisões do G20 estão aquém das necessidades econômicas do planeta. Para Martin Wolf, colunista do jornal britânico "Financial Times", os líderes estão lidando apenas com os "sintomas imediatos" da crise. "Encontrar uma cura a longo prazo para o excesso crônico de oferta global ainda não ocorrerá desta vez", afirmou o colunista.

20 países, 90% do PIB mundial
Os países que compõem o G20, juntos, representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e dois terços da população do planeta. O grupo reúne o G8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Rússia), a União Europeia e mais 11 nações emergentes (Brasil, Argentina, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul e Turquia).

Na cúpula de Londres, o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, foi convidado a participar, apesar de seu país não fazer parte do G20.

Ele falará sobre o rígido sistema de regulação financeira local, que garantiu aos bancos espanhois uma menor exposição aos problemas hoje enfrentados pelas principais instituições financeiras do mundo.

O Grupo dos 20 foi criado em 1999, depois das crises que atingiram o Sudeste Asiático e a Rússia. O objetivo era melhorar o diálogo entre os países mais industrializados e os principais emergentes.

(Com informações de AFP, Efe, Reuters e Valor Online)

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