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No G20, EUA concordam em reabrir negociações sobre comércio global

Da Redação

Em São Paulo

A cúpula do G20 concordou em tentar retomar as negociações sobre a rodada Doha (de liberalização do comércio internacional) na próxima reunião do G8, disse um diplomata da União Europeia nesta quinta-feira.

Segundo o diplomata, o presidente dos EUA, Barack Obama, concordou em agir após pedidos do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante a cúpula.


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01.abr.09 - Daniel Deme/Efe
Uma pessoa morreu e 86 foram detidas em protesto ontem em Londres. Atos continuam hoje
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"Eles convenceram o presidente Obama a tratar sobre Doha na próxima reunião do G8 na Itália, de que participarão além dos países do G20, o Brasil, a Índia e outros", disse o diplomata.

Os líderes do G20, grupo que abrange as principais potências desenvolvidas e alguns países emergentes, estão reunidos desde quarta-feira (1º) em Londres com o objetivo de conciliar suas posições para enfrentar a crise econômica mais grave desde a II Guerra Mundial.

Os governantes concluirão os trabalhos às 13h de Brasília, com uma declaração final que pretende reformar o sistema financeiro mundial.

A reunião é um marco da participação de países emergentes, como o Brasil, no centro das discussões e decisões sobre a economia mundial.

Do encontro, devem sair medidas de peso para combater a crise. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, adiantou na quarta-feira que o grupo de países aprovará um pacote de US$ 1 trilhão para impulsionar o crédito global e mais US$ 200 bilhões para estimular o comércio internacional.

O presidente russo, Dmitri Medvedev, sinalizou que deve discutir a possibilidade de criação de uma moeda internacional para substituir o dólar nas reservas cambiais dos países, como propôs a China na semana passada. O Brasil já se manifestou favoravelmente à proposta. O Japão e o FMI (Fundo Monetário Internacional) mostraram-se contrários.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve aproveitar a ocasião para fazer um alerta contra o protecionismo no comércio internacional.

Alguns críticos alertam que as decisões que saírem da cúpula do G20 estão aquém das necessidades econômicas do planeta. Para Martin Wolf, colunista do jornal britânico "Financial Times", os líderes estão lidando apenas com os "sintomas imediatos" da crise. "Encontrar uma cura a longo prazo para o excesso crônico de oferta global ainda não ocorrerá desta vez", afirmou o colunista.

20 países, 90% do PIB mundial
Os países que compõem o G20, juntos, representam 90% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial e dois terços da população do planeta. O grupo reúne o G8 (Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Rússia), a União Europeia e mais 11 nações emergentes (Brasil, Argentina, México, China, Índia, Austrália, Indonésia, Arábia Saudita, África do Sul, Coreia do Sul e Turquia).

Na cúpula de Londres, o primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, foi convidado a participar, apesar de seu país não fazer parte do G20.

Ele falará sobre o rígido sistema de regulação financeira local, que garantiu aos bancos espanhois uma menor exposição aos problemas hoje enfrentados pelas principais instituições financeiras do mundo.

O Grupo dos 20 foi criado em 1999, depois das crises que atingiram o Sudeste Asiático e a Rússia. O objetivo era melhorar o diálogo entre os países mais industrializados e os principais emergentes.

(Com informações de AFP, Efe, Reuters e Valor Online)

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