G8 promete continuar com pacotes; G5 quer 'nova arquitetura'

Da Redação

Em São Paulo

(Texto atualizado às 14h56)

Os líderes do G8, grupo que inclui os sete países mais industrializados e a Rússia, se comprometeram nesta quarta-feira a dar continuidade aos pacotes de estímulo econômico.

Os representantes do G5, conjunto de países emergentes, disseram temer que o mundo não esteja cumprindo compromissos para oferta de crédito aos países em desenvolvimento e defenderam uma "nova arquitetura para o desenvolvimento econômico sustentável".


OS RICOS E OS EMERGENTES
08.jul.09 - Stephane de Sakutin/AFP Photo
Obama, dos EUA, e o anfitrião da reunião do G8, o italiano Berlusconi
08.jul.09 - Tony Gentile/Reuters
Lula e Manmohan Singh, premiê indiano, em reunião do G5
Sandro Pace/AP
Manifestantes representam os líderes do G8 'cozinhando' o planeta
ÁLBUM DE FOTOS
ANÁLISE: FIM DA HEGEMONIA
Os chefes de Estado ou governo das oito nações ricas e das cinco emergentes participam de encontro nesta quarta-feira na cidade de L'Aquila, na Itália. Os dois grupos, no entanto, estão reunidos separadamente um do outro.

Os participantes do G8 afirmaram, por meio de comunicado, que a economia mundial mostra sinais de estabilização, mas a situação ainda é incerta.

O grupo dos 8 acrescentou que é necessário desenvolver estratégias de saída do estímulo, ou seja, de fazer a economia voltar a andar em a necessidade de ajuda permanente do Estado. Essa estratégia, no entanto, só será seguida quando a recuperação estiver garantida, segundo o documento.

O comunicado do G8 informa, ainda, que o grupo confirmou o compromisso para a rápida conclusão das negociações da chamada Rodada de Doha, a discussão sobre a liberalização do comércio global, por meio da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O G5 defendeu que se evitem medidas protecionistas que enfraquecem os países em desenvolvimento.

O grupo dos oito abrange Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá, Itália e Rússia. O dos cinco reúne Brasil, China, Índia, México e África do Sul.

(Com informações da Reuters)

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