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Para Ipea, juros poderiam ser de 6% ao ano se inflação continuar em queda

Haroldo Ceravolo Sereza

Sílvio Guedes Crespo

Do UOL, em São Paulo

A taxa básica de juros, o ponto mais controverso da política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva, poderia ser de apenas 6% ao ano, afirmou o presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Marcio Pochmann, em entrevista ao UOL.

Pochmann ressalvou que não cabe ao Ipea dizer qual seria a taxa mais adequada. O que importa, diz, é que a Selic seja "compatível com uma inflação baixa e, ao mesmo tempo, estimulante para o desenvolvimento nacional" (assista ao vídeo abaixo).


Pochmann afirmou, no entanto, que juros de 6% ao ano, patamar que orientou um estudo recente do Ipea, atenderiam a esses dois requisitos "dependendo do comportamento da inflação". "Estamos com uma inflação em queda e, se de fato isso se confirmar, o patamar de 6% poderia inclusive ser mais reduzido."

O juro básico está hoje em 9,25% e já é o menor desde que a taxa Selic passou a ser usada como meta da política monetária, em 1999. Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidirá a taxa que vigorará até 2 de setembro. A previsão de economistas consultados pelo próprio BC é de redução para 8,75% ao ano.

"Acreditamos que o Brasil possa reduzir mais sua taxa de juros. Frente à crise, parte significativa dos países opera taxas de juros reais negativas (abaixo da inflação)", defende Pochmann.

Segundo ele, a economia do Brasil "pode operar com taxa de juro real positiva (acima da inflação), mas não precisa ser com esse patamar (o atual, de 9,25%)".

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